Deputado relâmpago

SÃO LUÍS, 21 de agosto de 2023 – Na noite de domingo (13 de agosto) o Fantástico exibiu reportagem sobre um conflito familiar entre a artista Larissa Manoela e sua família. Com ampla audiência, a reportagem deveria servir como ponto de partida para um amplo debate e análise sobre mecanismo judiciais que garantissem aos pais a proteção dos filhos e evitasse que os filhos fossem explorados pelos pais. Na manhã de terça (15 de agosto), menos de dois dias após a reportagem, o deputado federal Duarte Jr apresentou um “projeto de lei relâmpago” sobre o caso. Interesse em resolver o problema ou vontade enorme de aparecer com uma solução antes de todo mundo? Por que isso? Qual a sua opinião?

Eduardo Braide irá subverter a política tradicional?

SÃO LUÍS, 18 de agosto de 2023 – Após a eleição de Flávio Dino em 2014, vendida como um confronto de gerações que, após alguns anos, mostrou-se mais do mesmo, Eduardo Braide protagoniza a mais relevante disputa política no estado nos últimos anos. O choque entre a nova fórmula de fazer política, individual e centrada na relação direta com o povo, de um lado; do outro, a ortodoxia das alianças e do apoio de políticos que ocupam a função de “atravessadores” do voto. No início de sua trajetória política, Eduardo Braide optou pelos caminhos tradicionais. Como resultado, perdeu uma eleição para deputado federal e não conseguiu sequer eleger-se vereador de São Luís nas eleições de 2008. Após duas tentativas, tornou-se deputado estadual. Nas eleições de 2016, decidiu seguir um caminho solitário. Tudo indicava que a campanha sem alianças, sem tempo de televisão e distribuindo santinhos pelas ruas iria resultar em um retumbante fracasso. Na reta final, Braide aniquilou Wellington do Curso, que ocupava o segundo lugar nas pesquisas. Em uma arrancada histórica, foi para o 2º turno com cerca de 8 mil votos a mais que Wellington. Derrotado na última etapa da campanha, Braide foi eleito deputado federal com avassaladores 189.843 votos dois anos depois. Em 2020, fez concessões à política que abandonara em 2016 e tornou-se prefeito de São Luís. Enfrentou o uso pornográfico da máquina do Governo do Estado, visível em um consórcio de candidatos tutelados por Flávio Dino. Após a vitória, Braide conseguiu vencer a desconfiança pós-pandemia e, em um lance de sorte e azar, teve que enfrentar uma variante da COVID-19 que lhe garantiu vigoroso apoio do Governo Federal. Com a popularidade em alta, virou as costas para a política tradicional assim como em 2016. Veio então uma crise com aliados e com a Câmara de Vereadores, que muitos apontavam como o início do fim. Com o vácuo deixado por Braide, cresceu o vereador Paulo Victor. Eleito presidente da Câmara na esteira da omissão política do prefeito, Paulo Victor juntou-se ao deputado federal Duarte Jr. na tentativa de tornar-se o antagonista de Braide. A eles também se juntaram os deputados estaduais Yglésio Moyses, Neto Evangelista, Carlos Lula e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim. Entre todos os pré-candidatos que já manifestaram a intenção de disputar as eleições do próximo ano, pelo menos até agora, o único que ainda não alfinetou o prefeito foi o historiador e advogado Diogo Gualhardo, que disputa com Bonfim a preferência do NOVO para a disputa. Além de Braide e do próprio Diogo, o ex-secretário Simplício Araújo e Yglésio também apostam suas fichas em uma forma de fazer política mais voltada para o eleitor e menos para os políticos. Contudo, há uma impressão de que sozinho, não se leva. Após a inauguração do período de “temporada de caça ao Braide”, vieram duas pesquisas sobre a popularidade do prefeito nesta semana… Segundo as duas, o prefeito possui uma aprovação folgada que supera, em muito, mais da metade da população da cidade. Caso Braide mantenha-se firme na decisão de marchar sozinho, ou marchar com poucos, no próximo ano teremos o embate entre dois tipos de política bem distintos. O prefeito irá subverter a política tradicional?

Conheça as principais propostas de governo de Milei

SÃO LUÍS, 17 de agosto de 2018 – As eleições primárias na Argentina, realizadas em 13 de agosto, trouxeram uma surpresa: a vitória de Javier Milei. Ele é o único candidato presidencial que apresentou um plano de governo detalhado. O candidato em questão é Javier Milei, um economista e congressista autodescrito como anarcocapitalista. Ele conquistou 30% dos votos, superando as expectativas de cerca de 20%. A vitória nas primárias aponta para a possibilidade de uma vitória nas eleições gerais. Uma análise mais aprofundada das motivações dos eleitores, considerando o nível de engajamento e disposição para votar, pode indicar um cenário político que as pesquisas prévias não conseguiram capturar. Embora o candidato já tivesse delineado os elementos-chave de seu plano, foi em 2 de agosto que Milei apresentou um plano detalhado e abrangente. Esse plano focaliza duas áreas críticas: economia e crime, questões que assolam a Argentina com um estado sobrecarregado e alta criminalidade, afetando significativamente a qualidade de vida e resultando em quase metade da população vivendo abaixo da linha da pobreza. As propostas de Governo de Milei revelam uma abordagem pragmática dentro do cenário anarquista. As medidas-chave incluem: A abordagem ampla e abrangente das propostas de Governo de Milei busca enfrentar os desafios sistêmicos que afetam a Argentina, desde a economia até a segurança pública e a justiça. Com um foco pragmático, o candidato anarcocapitalista está ganhando atenção e gerando discussões sobre a viabilidade de sua visão em um cenário político complexo. As propostas foram compiladas pelo economista Manuel García Gojon neste texto.

Gestão petista arrasa BNDES e lucro do banco cai 45% em 2023

No primeiro semestre de 2022, sob a gestão de Jair Bolsonaro, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) registrou um lucro líquido de R$ 6,7 bilhões. Beste ano, com Lula, a receita despencou cerca de 45% e alcançou apenas R$ 3,7 bilhões. Os números indicam problemas na gestão do banco e apontam para um futuro obscuro. A principal razão para a queda no lucro se dá pela retirada de dinheiro do banco pelo governo federal. Com Lula, foram sacados do banco, por meio de devoluções antecipadas, R$ 72 bilhões. Apesar do volume incomum repassado do BNDES para os cofres do Governo Federal, o presidente do Banco, Aluízio Mercadante, culpou a Americanas e a taxa de juros pela queda no lucro. “Nós atravessamos um semestre difícil. A maior taxa de juros real da economia mundial, tivemos ainda a maior fraude na empresa privada da história do Brasil com impacto gigantesco no mercado de capitais (escândalo da Americanas)”, disse.

Paulo Victor foi “vítima” do acaso? Brandão, Dino, Zambelli e mais.

PÂNICO – Dificilmente o acaso se apresenta na política. Muitas vezes, quando aparece, é um véu para ocultar ações premeditadas. Uma semana após sua apoteótica filiação ao PSDB e lançamento oficial de pré-candidatura, o vereador Paulo Victor viu dezenas de viaturas e agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) invadirem a Câmara no cumprimento de mandados de busca e apreensão. Presidente da Câmara que é, Paulo Victor é indiscutivelmente chamuscado pela situação. Ter agentes vasculhando tudo lá por dentro também não é algo desejável. Vai que, de repente, né?Faz alguns anos que esse tipo de operação no Maranhão não é fruto do acaso. Aliás, cara e crachá determinam decisões. E, quase sempre, aliados dos mandatários não têm lá muita dificuldade.Aliás, um certo modus operante que foi exportado para Brasília e tem feito sucesso por lá.Uma semana após o lançamento da candidatura? É bom que o vereador Paulo Victor torça para que isso seja um espetáculo promovido por algum animador que pretenda enfraquecê-lo. Adversários você enfrenta. No entanto, se tiver sido azar… Melhor renunciar logo. Porque com esse tipo de azar não se brinca. Foi acaso ou não foi? O JARDIM SECRETO – O índice de aprovação do prefeito Eduardo Braide divulgados pelo Instituto Veritas veio para confundir, não para explicar. Segundo a pesquisa, 7 em cada 10 moradores da cidade aprovam a gestão de Braide. Mesmo que seja mentira e que se subtraia a metade disso, o número é razoável: 35%. Em um meio termo, a pesquisa pode servir para gravar que a aprovação está lá pelos 50%. Um número excelente em se tratando de um candidato que deverá enfrentar quase toda a classe politica nas eleições do ano que vem. Braide tem se especializado em enfrentar a classe política com o apoio do povo. Alguns julgavam que no ano que vem iria lutar sozinho. Se a pesquisa Véritas estiver 70% correta, parece que não. TUDO O QUE O CÉU PERMITE – O tão propagado racha entre Flávio Dino e Carlos Brandão não existe por uma questão simples: Dino não tem forças para manter um front em Brasília e outro no Maranhão.O mais proeminente ministro de Lula aceitou a tarefa de varrer o bolsonarismo do Brasil. Declarações, prisões, intimidações, inquéritos, provocações… Flávio Dino hoje é uma espécie de rainha da extrema-esquerda no xadrez da política nacional. Ocupar-se com a política local por conta de efemeridades não é uma opção que homens inteligentes como Flávio Dino costumam ter. E, quando têm, geralmente são o abre-alas de um desfile amargo.Flávio Dino não rompe com Brandão por motivos fúteis até 2025. O ENFORCAMENTO – Belo bem da política brasileira é preciso equalizar a atividade parlamentar com o decoro parlamentar. Não há mais espaço para aloprados como jeans wyllys, carlas zambelis, danieis silveiras e andrés janones. Ou estes senhores e senhoras adequam-se, ou retiram-se, ou devem ser retirados. Contudo, a coisa deve ser feita de forma correta: processos de cassação com base em situações concretas. O processo contra Carla Zambeli movido pelo deputado maranhense Duarte Jr é uma piada. A deputada corria o risco de mandar o deputado “tomar no cu”. Ora, quem nunca desejou o mesmo a um deputado? Coisa normal. Em se tratando de Duarte então, deve ser normalíssima. O caminho para a cassação justa e necessária de Zambeli é sua relação com o hacker Walter Delgatti Neto. Anormalidade absoluta que resultar para a deputada o que ela desejou a Duarte.

Exibicionismo de Flávio Dino ofusca PAC 3 e irrita Lula

BRASÍLIA, 16 de agosto de 2023 – Sete meses após a entrada no Governo Federal, o exibicionismo de Flávio Dino começa a irritar o presidente Lula. Nesta semana, segundo reportagem da Folha de São Paulo, ação da Polícia Federal no “caso das jóias” coincidiu com solenidade no de lançamento do PAC 3 e ofuscou a solenidade. A situação irritou bastante o presidente Lula. A operação foi desencadeada poucas horas antes do lançamento do Novo PAC e dominou o noticiário. Além de do desvio de foco, Flávio Dino também não participou da solenidade no Rio de Janeiro. Outros membros do governo colegas de ministério afirmaram que a ação da Polícia Federal foi proposital e que Dino teria armado a “coincidência” por estar descontente com a ausência, no PAC, do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania). Dino foi alvo de críticas por várias pessoas que participaram da cerimônia, mais especificamente de Lula. em particular de Lula, que demonstrou irritação. Não é de hoje que o exibicionismo do ministro maranhense incomoda membros do governo, principalmente petistas.

Procon-MA usa apagão nacional para achacar Equatorial Energia

SÃO LUÍS, 15 de agosto de 2023 – Logo após o apagão que atingiu todas as regiões do Brasil e afetou milhões de pessoas em todo o país, o Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon-MA) anunciou que pretende investigar a Equatorial Energia, a empresa responsável pela distribuição de energia elétrica no Maranhão. Dada a natureza do apagão e a estrutura energética brasileira, o anúncio do Procon-MA é um achaque contra a empresa. Para entender a ação do Procon-MA, basta compreender a natureza da estrutura energética vigente no país. A energia é produzida por geradoras que têm, entre suas maiores empresas, a Enel Green, Eletrobras, Norte Energia, AES Brasil e Chesf. Das usinas de geração, a energia produzida é transportada por empresas transmissoras. As maiores são: Alupar, AES, Celesc, Cemig, CESP, CPFL, Copel, EDP e Eletrobras. Já a distribuição “final” fica a cargo das distribuidoras, como a Equatorial Energia no Maranhão. Tratando-se de um problema no sistema que atingiu 25 estados, além do Distrito Federal, conforme admitido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), anunciar uma investigação que tenha apenas a Equatorial Energia como principal alvo é um mero ato de achaque. Isso no sentido de fazer acusações sem fundamento, deixando claro. A instituição afirmou em nota divulgada nas redes sociais: “O PROCON/MA já iniciou as investigações, e a Equatorial Energia está sendo notificada para prestar esclarecimentos sobre a falta de energia elétrica registrada nesta terça-feira, 15 de agosto”. O Procon-MA ainda orienta os consumidores que tiveram problemas ou prejuízos com o apagão nacional a exigirem da Equatorial Energia o ressarcimento. E, caso a empresa se recuse, sugere que formalizem uma denúncia junto ao próprio Procon-MA. Isso acontece em um momento em que nem o Governo Federal nem o Operador Nacional do Sistema Elétrico têm certeza do que ocorreu e de quem pode, ou não, ser responsabilizado pela falha. Puro e simples achaque com o intuito de surfar na insatisfação do povo com o caso.

Vem aí o PAC 3!

Depois do sucesso do PAC1 e das glórias do PAC2, vem aí o PAC3. Escondam suas carteiras e fujam para as colinas!

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