Negligência da Câmara e irresponsabilidade de desembargador quase terminam em tragédia

Por pouco, a negligência e falta de ética dos legisladores e magistrados do Maranhão não resultaram em uma tragédia sem precedentes na Câmara de São Luís. Há suspeitas de que o vereador Domingos Paz (Podemos) estivesse planejando assassinar dois colegas e depois cometer suicídio nesta semana. No entanto, é importante ressaltar que Paz poderia ter sido removido da política anteriormente, se não fosse pela intervenção de seus próprios colegas e do desembargador Antonio Fernando Bayma Araujo. PROTEGIDO No fim de 2020, o vereador foi alvo de denúncias sólidas em relação a assédio sexual. Caso fossem comprovadas, as denúncias iriam desnudar a face sórdida de uma pessoa absolutamente desprovida de qualquer tipo de caráter. Foram apresentados prints e uma série de depoimentos que apontavam o vereador como um predador sexual que se aproveita da situação de vulnerabilidade para manter relações sexuais com crianças. Após as denúncias, a vereadora Silvana Noely (PTB) protocolou pedido de investigação sobre as denúncias e afastamento temporário de Domingos Paz até que a apuração fosse concluída. Na época, o vereador e presidente da Comissão de Ética da Câmara, Nato Junior (PDT) afirmou que o caso envolvendo Domingos Paz seria de difícil repercussão, uma vez que a Câmara de São Luís não possuía Código de Ética para ser aplicado. A proteção de Domingos Paz pela maioria dos colegas era visível. Mas, por conta da opinião pública, o vereador foi instado a prestar explicações sobre o caso. Foi então que entrou a figura do desembargador Antonio Fernando Bayma Araujo. Pouco tempo antes de esgotar-se o prazo para a defesa de Domingos Paz, o desembargador decidiu trancar o inquérito contra Domingos que transitava na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e impedir a Câmara de aplicar qualquer sanção contra o vereador. A decisão de Bayma Araújo foi um alívio para os vereadores, que não estavam com a mínima disposição de investigar e, caso necessário, punir Domingos Paz. Note-se: Bayma não decidiu impedir que Paz fosse vítima de arbitrariedades, o desembargador EXIGIU que os casos não fossem sequer investigados. TRAGÉDIA Por ironia do destino, passados dez meses após a “operação abafa” desencadeada por vereadores e pelo desembargador Bayma Araújo, Domingos Paz é acusado de novo de algo ainda pior. Após uma discussão com o também vereador Álvaro Pires (PSDB) nesta semana, Domingos Paz teria confidenciado a pessoas próximas que pretendia cometer assassinatos durante a sessão e depois cometer suicídio. O caso foi alardeado pela Procuradora Geral da Câmara, Jessica Thereza Marques Ribeiro Araújo. Segundo Boletim de Ocorrência, Paz teria relatado o plano ao vereador também Beto Castro (PMB). Após a ação de Jessica, várias medidas de segurança foram tomadas e os vereadores começaram a reavaliar a proteção dada no passado ao “colega”. A questão que fica no caso é a seguinte: se Domingos Paz, em um surto de fúria, tivesse feito o que supostamente prometeu a Beto Castro, como iriam sentir-se os vereadores que o protegeram e o desembargador Bayma Araújo? O universo deu uma segunda chance a todos.

A obstinação errática de Duarte Jr

SÃO LUÍS, 24 de outubro de 2023 – A desistência de Paulo Victor (PSDB) da disputa para a Prefeitura de São Luís deixou quase todos os vereadores da capital maranhense desamparados. Arguto na costura das alianças, o presidente da Câmara fatalmente iria ter o apoio de quase todos os parlamentares nas eleições do ano que vem. No entanto, ele desistiu. E da desistência de Paulo Victor emergiu, mais uma vez, o ímpeto de um ex-animador de programa de auditório que pode dificultar os planos de reeleição do prefeito Eduardo Braide. Imediatamente, após a desistência de Paulo Victor, os observadores e analistas mais preocupados começaram a pensar e tentar prever quais seriam os próximos passos dos parlamentares. Talvez a tropa mais desejada na batalha que está por vir. “Será que o prefeito Eduardo Braide poderia aproveitar a oportunidade de Paulo Victor e restabelecer os vínculos com a Câmara Municipal?” “Aqueles que desejam removê-lo e ocupar seu cargo em 2025 teriam sucesso em assumir a liderança dos desgarrados?”. As dúvidas brotavam. Todos esperavam que o herdeiro fosse Eduardo Braide… Mas, articulação política não tem sido o forte do prefeito. Acontece que antes mesmo dos próprios vereadores caírem na real da realidade, entrou em cena o deputado federal Duarte Jr. Pouco menos de uma semana após a desistência de Paulo Victor, o ex-vendedor de chip de celular reivindicou o lugar de líder da infantaria parlamentar desgarrada. Duarte Jr foi rápido. Enquanto os adversários pensavam em estratégias, ele as aplicava. Os dias foram passando e o número de adeptos crescendo. A obstinação errática do deputado, que na maioria das vezes joga contra ele, foi eficiente na construção de pontes que os outros ainda nem tiraram do papel. O fato é que os fatos mostram Duarte Jr como o mais ativo entre os pré-candidatos na atualidade. Sua atuação na busca do apoio dos ex-apoiadores de Paulo Victor é irretocável. A obstinação errática de Duarte Jr o diferencia da vagarosa classe política maranhense. O problema é que sua maior virtude é o combustível para sua maior fraqueza: o ego. A mesma força que o impulsiona a tomar inciativa serve como lenha na fogueira de suas vaidades. a certeza de que é diferente Duarte terá maciço apoio político no dia 27 de outubro, no ato do lançamento de sua pré-candidatura. Pode juntar Carlos Brandão e Flávio Dino no mesmo palanque. O que pode dar muito certo, ou muitíssimo errado. Se agir como sempre agiu quando tem ao alcance das mãos os meios objetivos para seus objetivos, será apenas mais uma onda que acabará na praia. Se tiver aprendido com os erros passados e perceber que óculos são melhores conselheiros que espelhos, quem sabe…

Após afundar Venezuela na miséria, Maduro quer enfiar Mercosul em uma guerra

SÃO LUÍS, 23 de outubro de 2023 – Tudo indica que a Venezuela planeja acirrar a disputa com a Guiana por uma questão territorial que envolve os dois países há mais de 50 anos. O conflito acontece pela disputa da área de Esequibo, território rico em petróleo. O CONFLITO No final do século XIX, a soberania sobre uma região (hoje território da Guiana) em disputa foi concedida ao Império Britânico por uma decisão arbitral em Paris. Em 1962, a Venezuela desafiou essa decisão nas Nações Unidas. Quando a Guiana conquistou sua independência do Reino Unido em 1966, o Acordo de Genebra foi firmado, reconhecendo o controle guianense sobre a área, mas permitindo a reivindicação venezuelana. Recentemente, em abril, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), localizado em Haia, Holanda, afirmou sua competência para julgar a controvérsia entre Guiana e Venezuela. A corte, com uma votação de 14 a 1, rejeitou os argumentos venezuelanos que buscavam declarar as alegações guianenses como “inadmissíveis”. A Guiana, por sua vez, havia solicitado que o tribunal desconsiderasse as objeções iniciais da Venezuela e prosseguisse com o julgamento do caso, cujo mérito ainda está pendente. No início de setembro que pretende realizar leilões de licenciamento para blocos de petróleo na região. A Venezuela reagiu com dureza ao anúncio e disse que qualquer “exploração ilegítima” será retaliada com ” todas as medidas necessárias” contra a Guiana e empresas que participam da licitação. Após afastar investidores de sua própria região e afundar o país em uma crise sem precedentes, agora o governo venezuelano pretende minar e impedir o desenvolvimento do país vizinho. A Guiana negou as alegações da Venezuela, afirmando que possui direitos soberanos de realizar atividades econômicas em seu território. Mohamed Irfaan Ali, presidente da Guiana, enfatizou que o país tem o direito exclusivo de explorar os recursos nas águas, pois eles fazem parte de sua Zona Econômica Exclusiva. Em declaração recente, a Guiana também ressaltou que as ameaças da Venezuela não afetam apenas eles. “A Guiana considera isso uma ameaça não apenas à Guiana, mas à paz e à segurança regional e internacional, bem como a todos os atuais e potenciais parceiros de investimento da Guiana”, declarou o governo guiano. O interesse venezuelano em acirrar o conflito com a Guiana após um cenário de crescimento promissor na economia de petróleo na região. A recente rodada de licitações atraiu grandes players do setor, como ExxonMobil e TotalEnergies. Apesar das ameaças venezuelanas, a Guiana está determinada a avançar em seus planos. Enquanto a Venezuela afunda na crise, a Guiana tem trabalhado para se tornar um destino estável e receptivo para investimentos. Diferente da Venezuela, que já teve conflitos com todas as empresas que poderiam investir no país, caso da ExxonMobil e Chevron. AS AMEAÇAS VENEZUELANAS Após as ameaças do governo, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou na última sexta (20) que a decisão sobre a área em conflito será decidida por um plebiscito. Ou seja: caberá aos venezuelanos o destino de uma área que corresponde a mais de 50% do território da Guiana. Indiscutivelmente viciado, o plebiscito irá perguntar se a população venezuelana concorda com a “defesa do território em disputa com a Guiana”. O plebiscito está marcado para acontecer, incialmente, em 3 de dezembro.

Gastão e Jerry empregaram homofóbico, machista e apoiador de terroristas

SÃO LUÍS, 13 de outubro de 2023 – O extremista José Marcos Tenório, conhecido Sayid Marcos Tenório, ganhou notoriedade nacional após zombar de um militar israelense ferida. “Isso é marca de merda. Se achou nas calças”, disse o comunista que completou a zombaria usando uma figurinha de risada. O caso ganhou repercussão nacional e acabou-se descobrindo que Sayid trabalhava no gabinete do deputado maranhense Márcio Jerry (PCdoB). Ocorre que ele também já fora funcionário no gabinete do ex-deputado Gastão Vieira (PROS). O abrigo nos gabinetes de dois deputados tão afeitos a pautas progressistas levanta suspeitas sobre a confiança que os dois parlamentares têm no próprio discurso. Sayid não faz questão de esconder que defende um movimento machista, pautado no discurso do ódio, homofobia e violência política. Como pode ter isso parar empregado, recebendo salário, no gabinete de dois deputados maranhense que dizem ser contra essas coisas? O Hamas, que figura como norteador moral para Sayid Marcos Tenório, aplica a pena de morte contra homossexuais na Faixa de Gaza desde que assumiu o poder em 2007. De lá para cá, dezenas de gays e lésbicas foram executados por suas opções sexuais. O grupo terrorista também é adepto da lei da Sharia, uma espécie de sistema jurídico do Islã. Mulheres são consideradas seres de segunda classe e recebem penas duras por ir contra a “lei”. Uma delas é o açoitamento em caso de encontros com homens que não sejam seus maridos. Não se trata de traição, mas do simples encontro. Além de machismo e homofobia, as práticas do grupo defendido pelo funcionário dos deputados maranhenses também de estende ao assassinato de bebês e estupros. Em uma publicação no Twitter, Sayid Marcos Tenório chegou a confrontar o próprio presidente Lula em relação ao grupo terrorista Hamas. “Que declaração fajuta. Que ataque terrorista o que, Lula! Os palestinos têm o direito de resistir a opressão e o roubo de terras que Israel pratica há mais de 75 anos”, falou. Após a divulgação do vínculo com Sayid, Gastão Vieira e Márcio Jerry devem enfrentar dificuldades em proferir certos discursos. Afinal de contas, empregaram um entusiasta de um grupo que defende abertamente machismo, homofobia, assassinato de bebês e terrorismo em seus gabinetes.

A verdade sobre o fracasso de Flávio Dino na segurança pública do MA

São Luís, 06 de outubro de 2023 – Sete anos de gestão do atual ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), à frente do governo do estado arrastaram a segurança pública no Maranhão para sua pior crise em todos os tempos. Dezenas de viaturas da Polícia Militar foram bloqueadas por falta de pagamento. Segundo fontes ouvidas pelo blog, locadoras tomaram a medida após um atraso de meses nos pagamentos. O sistema de aluguel de viaturas, considerado por membros da corporação como caro demais, foi popularizado durante a gestão de Dino. O fato poderia ser isolado, mas é apenas mais um, entre tantos, que evidenciam a absoluta falta de credibilidade do ministro ao tentar dar lição de moral ou posar de autoridade sobre o tema. O contraste entre o falante ministro em relação à segurança pública no país e o indiscutível fracasso de sua gestão na área chama a atenção dos maranhenses nos últimos meses. Além da crise das viaturas proveniente da falência do sistema implantado por ele, também eclodem guerras de facções criminosas pelo estado, chacinas, suspeitas de uso político da polícia e execuções constantes. BANDIAGEM LIVRE, LEVE E SOLTA COM DINO Em maior de 2017, cerca de 32 presos deixaram do Complexo Penitenciário de Pedrinhas na maior fuga de toda a história do sistema de segurança pública do estado. Na época, Flávio Dino estava em seu terceiro ano do primeiro mandato. Em 2015, bandidos rumaram em comboio por mais de 200 quilômetros em carros roubados e altamente armados para realizar a primeira, de muitas fugas espetaculares, durante o primeiro mandato de Flávio Dino. Após a fuga de 11 detentos, a Secretaria de Segurança chegou ao cúmulo de divulgar nota afirmando saber dos planos e monitorar o comboio, mas nada fizera para impedir a fuga. Crítico da operação Escudo realizada pelo Governo de São Paulo neste ano, Flávio Dino esquece que em 2019 agentes da Polícia Civil do governo dele invadiram uma comunidade nem São Luís em uma operação que resultou em oito mortes. Detalhe: apenas cinco armas foram encontradas pela polícia com os suspeitos. Nos sete anos de Flávio Dino, os maranhenses viram eclodir um fenômeno que conheciam apenas pela televisão: o domínio de comunidades por facções criminosas. Em todo o estado são inúmeros os pontos em que a polícia é impedida de entrar. A liberdade durante o governo Flávio Dino foi tanta que uma das principais facções do estado comemora o aniversário com foguetório em dezenas de bairros da Grande São Luís e cidades do interior do estado. O “espetáculo” sempre ocorre no dia 19 de outubro e começou ainda em 2017. POLÍCIA É PARA A POLÍTICA Ocorre que durante os 7 anos de Flávio Dino, o aparato policial maranhense deixou de ter como principal objetivo a segurança pública. Tornando-se uma espécie de mecanismo político. No governo dele eclodiu o chamado “Escândalo dos Capelães”. Desejoso de ter o apoio de evangélicos, Flávio Dino criou um destacamento de 50 capelães no estado. Destes, 36 foram nomeados diretamente pelo governador sem concurso público. Para se ter uma ideia da grandiosidade do escândalo, todos os demais estados juntos tinham 36 capelães. Nenhum com mais de 5. Em novembro de 2019, o ex-superintendente de investigações criminais no Maranhão, Tiago Bardal e o delegado licenciado Ney Anderson Gaspar, prestaram depoimento na Câmara Federal. Eles afirmaram que o então secretário de segurança, Jefferson Portela, usou o aparato policial para criar uma estrutura de escutas telefônicas sem autorização judicial. Os alvos eram magistrados, autoridades e políticos adversários do governador Flávio Dino. Pouco mais de ano antes das denúncias dos dois, um escândalo semelhante ao denunciado pelos dois membros da Polícia Civil eclodiu no Estado. No dia 6 de abril daquele ano fora emitido um ofício em que deixava clara a intenção de espionar adversários do governo. Imediatamente o documento foi tratado como notícia falsa. Contudo, poucos dias depois, um documento oficial foi divulgado para “desfazer” a mentira. Encurralado pela realidade, o governo acabou admitindo o ofício da espionagem e abriu sindicância. Dadas as circunstâncias, fatos e história catalogada e indiscutível, chega a ser constrangedor o falatório de Flávio Dino à frente do Ministério da Justiça. Sempre tentando culpar outros por um setor em que ele, como principal feito, obteve êxito apenas no investimento de cabines intimas para presidiários. A verdade é que o ministro sempre aposta na ignorância do povo e, quase sempre, acerta. É o fracassado enquanto governador na segurança pública venha à tona para confrontar o ministro.

Os jovens realmente lutam contra o sistema?

Há uma visão romantizada de que os movimentos juvenis de esquerda são a onda do futuro e estão no “lado certo da história”. O estereotipado jovem idealista é considerado um radical de esquerda que apoia movimentos como o Vidas Negras Importam e causas ambientais e o socialismo. As opiniões dos jovens são geralmente representadas por figuras como a anticapitalista Greta Thunberg ou a jovem congressista socialista Alexandria Ocasio-Cortez. De acordo com um inquérito realizado pelo Instituto de Assuntos Econômicos, 67% dos jovens dizem que gostariam de viver num sistema econômico socialista e 75% concordam com a noção de que “o socialismo é uma boa ideia, mas falhou no passado porque foi mal feito.” É claro que o capitalismo e os valores tradicionais são fortemente estigmatizados entre a Geração Z. Quando jovem, senti-me isolada dos meus pares quando argumentei contra o socialismo e o progressismo. Muitos dos meus amigos com opiniões semelhantes às minhas sentem a necessidade de se censurar para se encaixar. O socialismo e o esquerdismo são, sem dúvida, populares na minha geração. Mas vale a pena perguntar: será que estas ideologias se originam organicamente de novos olhos que veem as injustiças do mundo e querem rebelar-se contra um sistema opressivo, ou existe outra explicação para a razão pela qual estas crenças se tornaram tão populares? Rebelde com causa Há uma tendência que pode nos ajudar a responder a essa pergunta. Embora os jovens fiquem muitas vezes zangados com as questões do seu tempo, as soluções que defendem são muitas vezes aquilo que causou o problema em primeiro lugar. A crise imobiliária na Grã-Bretanha é um bom exemplo. Os jovens veem agora a aquisição de casa própria como um sonho irrealista, uma vez que os preços das casas no Reino Unido dispararam nas últimas décadas. De acordo com a sondagem da AIE, 78% dos jovens atribuem a crise ao capitalismo e acreditam que a solução requer uma intervenção governamental em grande escala através de medidas como o controle das rendas e moradias públicas. No entanto, não reconhecem que a razão pela qual a habitação é tão cara é porque existe uma escassez de habitação devido às restrições governamentais à construção. Uma atribuição de culpa semelhante caracterizou o movimento Occupy em 2011, que foi uma resposta à Grande Recessão de 2008. Os jovens manifestantes exigiram mais regulamentação governamental para Wall Street com o grito de guerra de que “nós somos os 99%”. Contudo, a realidade é que foi a interferência do governo no sistema financeiro que causou a recessão. Os jovens que procuram soluções que apenas agravariam o problema não são novidade. Tal como descreve o economista Ludwig von Mises no seu livro Burocracia, a ascensão do movimento juvenil na Alemanha antes da Primeira Guerra Mundial foi uma reação à falta de oportunidades do regime burocrático. Contudo, o movimento juvenil não tinha uma compreensão clara do problema e queria expandir o sistema em vez de lutar contra ele.      “O movimento juvenil foi uma expressão do desconforto que os jovens sentiam face às perspectivas sombrias que a tendência geral para a arregimentação lhes oferecia. Mas foi uma rebelião falsa condenada ao fracasso porque não se atreveu a lutar seriamente contra a crescente ameaça do controle governamental global e do totalitarismo. Os tumultuosos pretensos desordeiros eram impotentes porque estavam sob o feitiço das superstições totalitárias. Eles se entregavam a tagarelices sediciosas e entoavam canções inflamadas, mas queriam, antes de tudo, empregos públicos.” Repetidas vezes podemos ver que os movimentos juvenis que alegadamente lutam contra o sistema estão, na realidade, dão poder a ele. Radicalmente não radical E isso não é coincidência. Muitas vezes, os jovens promovem inadvertidamente o sistema, porque o próprio sistema os manipula. Os movimentos modernos defendidos pelos jovens de hoje são apresentados como anti-sistema e de base. No entanto, os mesmos grupos que afirmam “opressão” são apoiados pelos principais meios de comunicação, pelo governo e pelas grandes corporações. Embora os esquerdistas afirmem que estão lutando contra o sistema ao defender o Black Lives Matter, o sistema está literalmente promovendo a sua causa, como demonstrado pelos líderes do BLM reunidos com membros do governo Biden. Isto também pode ser visto através da tentativa de enquadrar a ideologia trans como uma opinião anti-establishment. No entanto, o rei mostra-se nu quando se considera que o a Casa Branca mostrou sua lealdade ao movimento LGBT hasteando a bandeira do orgulho progressista ao lado da bandeira americana. Os movimentos juvenis que hoje empoderam o sistema, em vez de se rebelarem contra ele, são paralelos à forma como os jovens desempenharam um papel fundamental na revolução cultural de Mao. Os estudantes foram encorajados pelo regime a rebelar-se e a invadir as casas dos inimigos de classe e a estigmatizá-los como párias sociais. Como escreveu o historiador Frank Dikötter no seu livro A Revolução Cultural: A História do Povo, 1962-1976, Mao acreditava que “a ingenuidade e a ignorância da juventude eram virtudes positivas”, porque as tornavam mais manipuláveis. Mais um tijolo na parede Além disso, as causas defendidas como “movimentos juvenis” são muitas vezes apenas movimentos defendidos por professores e empurrados para os seus alunos. A página do Twitter do Libs of TikTok demonstra como a teoria radical de gênero foi promovida na educação por professores radicais de esquerda nos Estados Unidos. Da mesma forma, no Reino Unido, um vídeo tornou-se viral online apresentando um professor referindo-se a um aluno como “desprezível” devido à sua falta de respeito pela identidade de gênero de outro aluno que se identificou como um gato. A teoria do gênero também recebeu apoio institucional no Reino Unido, onde organizações sem fins lucrativos, como Stonewall e Mermaids, forneceram recursos e lições sobre gênero para escolas de todo o país. Seria algo espantoso que tantos jovens se alinhem com pontos de vista esquerdistas quando estes pontos de vista estão sendo fortemente promovidos no nosso sistema educativo e dizem aos jovens que eles são maus se simplesmente discordam? Murray Rothbard, em The Progressive Era, explica como os jovens estiveram na frente da causa da proibição, em parte devido

Augusto Nunes chama Duarte Jr de mentiroso, covarde e capacho de Dino

SÃO LUÍS, 5 de outubro de 2023 – O premiado e renomado jornalista Augusto Nunes desafiou o deputado federal Duarte Jr (PSB) a processá-lo na edição desta quarta (4) do programa Oeste Sem Filtro, transmitido pelo Youtube. Em sua fala, Nunes chamou o deputado de mentiroso, capacho de Flávio Dino, besta quadrada, cafajeste e ladrão. A fala do jornalista foi uma reação à participação do membro da bancada maranhense na CPMI do 8 de janeiro. Na ocasião, Duarte acusou Nunes de ter ligações com um dos possíveis depoentes. “Eu estou insultando publicamente, e chamando de mentiroso, um deputado que, se tiver o mínio de dignidade, pede, pelo menos, direito de resposta”, disse Nunes. Duarte Jr citou Augusto Nunes no ato de justificativa de negação do pedido de pedido de convocação de Sandro Augusto Sales Queiroz, comandante de um batalhão da Força Nacional. Segundo o deputado, as ligações de Sandro invalidariam seu depoimento. Para abonar sua fala, o deputado citou possíveis ligações de Sandro com Augusto Nunes. Instado a falar sobre o assunto durante o programa, Nunes iniciou sua fala negando as acusações levianas de Duarte que o acusou de ter relações com Sandro. “Não o conheço”. Visivelmente irritado com a postura irresponsável do parlamentar, Nunes iniciou uma série de impropérios contra o deputado em claro desafio. “Se ele acha que nada disso por dar, pelo menos, um processo por injúria, calúnia e difamação. Estou convidando o deputado a me processar. SE não fizer isso, é covarde, medroso, mentiroso e canalha”. A jornalista Ana Paula Heinkel também engrossou as críticas contra Duarte Jr e o chamou de office boy de Flávio Dino. Fernão Lara Mesquita, ex-diretor do Estadão, ainda chamou Duarte Jr de mais uma “dinete”. Os comentários sobre a participação de Duarte na CPMI foram encerrados pelo próprio Nunes afirmando que o parlamentar “Leva comida para Flávio Dino à noite”.

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