A verdade sobre o fracasso de Flávio Dino na segurança pública do MA

São Luís, 06 de outubro de 2023 – Sete anos de gestão do atual ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), à frente do governo do estado arrastaram a segurança pública no Maranhão para sua pior crise em todos os tempos. Dezenas de viaturas da Polícia Militar foram bloqueadas por falta de pagamento. Segundo fontes ouvidas pelo blog, locadoras tomaram a medida após um atraso de meses nos pagamentos. O sistema de aluguel de viaturas, considerado por membros da corporação como caro demais, foi popularizado durante a gestão de Dino. O fato poderia ser isolado, mas é apenas mais um, entre tantos, que evidenciam a absoluta falta de credibilidade do ministro ao tentar dar lição de moral ou posar de autoridade sobre o tema. O contraste entre o falante ministro em relação à segurança pública no país e o indiscutível fracasso de sua gestão na área chama a atenção dos maranhenses nos últimos meses. Além da crise das viaturas proveniente da falência do sistema implantado por ele, também eclodem guerras de facções criminosas pelo estado, chacinas, suspeitas de uso político da polícia e execuções constantes. BANDIAGEM LIVRE, LEVE E SOLTA COM DINO Em maior de 2017, cerca de 32 presos deixaram do Complexo Penitenciário de Pedrinhas na maior fuga de toda a história do sistema de segurança pública do estado. Na época, Flávio Dino estava em seu terceiro ano do primeiro mandato. Em 2015, bandidos rumaram em comboio por mais de 200 quilômetros em carros roubados e altamente armados para realizar a primeira, de muitas fugas espetaculares, durante o primeiro mandato de Flávio Dino. Após a fuga de 11 detentos, a Secretaria de Segurança chegou ao cúmulo de divulgar nota afirmando saber dos planos e monitorar o comboio, mas nada fizera para impedir a fuga. Crítico da operação Escudo realizada pelo Governo de São Paulo neste ano, Flávio Dino esquece que em 2019 agentes da Polícia Civil do governo dele invadiram uma comunidade nem São Luís em uma operação que resultou em oito mortes. Detalhe: apenas cinco armas foram encontradas pela polícia com os suspeitos. Nos sete anos de Flávio Dino, os maranhenses viram eclodir um fenômeno que conheciam apenas pela televisão: o domínio de comunidades por facções criminosas. Em todo o estado são inúmeros os pontos em que a polícia é impedida de entrar. A liberdade durante o governo Flávio Dino foi tanta que uma das principais facções do estado comemora o aniversário com foguetório em dezenas de bairros da Grande São Luís e cidades do interior do estado. O “espetáculo” sempre ocorre no dia 19 de outubro e começou ainda em 2017. POLÍCIA É PARA A POLÍTICA Ocorre que durante os 7 anos de Flávio Dino, o aparato policial maranhense deixou de ter como principal objetivo a segurança pública. Tornando-se uma espécie de mecanismo político. No governo dele eclodiu o chamado “Escândalo dos Capelães”. Desejoso de ter o apoio de evangélicos, Flávio Dino criou um destacamento de 50 capelães no estado. Destes, 36 foram nomeados diretamente pelo governador sem concurso público. Para se ter uma ideia da grandiosidade do escândalo, todos os demais estados juntos tinham 36 capelães. Nenhum com mais de 5. Em novembro de 2019, o ex-superintendente de investigações criminais no Maranhão, Tiago Bardal e o delegado licenciado Ney Anderson Gaspar, prestaram depoimento na Câmara Federal. Eles afirmaram que o então secretário de segurança, Jefferson Portela, usou o aparato policial para criar uma estrutura de escutas telefônicas sem autorização judicial. Os alvos eram magistrados, autoridades e políticos adversários do governador Flávio Dino. Pouco mais de ano antes das denúncias dos dois, um escândalo semelhante ao denunciado pelos dois membros da Polícia Civil eclodiu no Estado. No dia 6 de abril daquele ano fora emitido um ofício em que deixava clara a intenção de espionar adversários do governo. Imediatamente o documento foi tratado como notícia falsa. Contudo, poucos dias depois, um documento oficial foi divulgado para “desfazer” a mentira. Encurralado pela realidade, o governo acabou admitindo o ofício da espionagem e abriu sindicância. Dadas as circunstâncias, fatos e história catalogada e indiscutível, chega a ser constrangedor o falatório de Flávio Dino à frente do Ministério da Justiça. Sempre tentando culpar outros por um setor em que ele, como principal feito, obteve êxito apenas no investimento de cabines intimas para presidiários. A verdade é que o ministro sempre aposta na ignorância do povo e, quase sempre, acerta. É o fracassado enquanto governador na segurança pública venha à tona para confrontar o ministro.
Os jovens realmente lutam contra o sistema?

Há uma visão romantizada de que os movimentos juvenis de esquerda são a onda do futuro e estão no “lado certo da história”. O estereotipado jovem idealista é considerado um radical de esquerda que apoia movimentos como o Vidas Negras Importam e causas ambientais e o socialismo. As opiniões dos jovens são geralmente representadas por figuras como a anticapitalista Greta Thunberg ou a jovem congressista socialista Alexandria Ocasio-Cortez. De acordo com um inquérito realizado pelo Instituto de Assuntos Econômicos, 67% dos jovens dizem que gostariam de viver num sistema econômico socialista e 75% concordam com a noção de que “o socialismo é uma boa ideia, mas falhou no passado porque foi mal feito.” É claro que o capitalismo e os valores tradicionais são fortemente estigmatizados entre a Geração Z. Quando jovem, senti-me isolada dos meus pares quando argumentei contra o socialismo e o progressismo. Muitos dos meus amigos com opiniões semelhantes às minhas sentem a necessidade de se censurar para se encaixar. O socialismo e o esquerdismo são, sem dúvida, populares na minha geração. Mas vale a pena perguntar: será que estas ideologias se originam organicamente de novos olhos que veem as injustiças do mundo e querem rebelar-se contra um sistema opressivo, ou existe outra explicação para a razão pela qual estas crenças se tornaram tão populares? Rebelde com causa Há uma tendência que pode nos ajudar a responder a essa pergunta. Embora os jovens fiquem muitas vezes zangados com as questões do seu tempo, as soluções que defendem são muitas vezes aquilo que causou o problema em primeiro lugar. A crise imobiliária na Grã-Bretanha é um bom exemplo. Os jovens veem agora a aquisição de casa própria como um sonho irrealista, uma vez que os preços das casas no Reino Unido dispararam nas últimas décadas. De acordo com a sondagem da AIE, 78% dos jovens atribuem a crise ao capitalismo e acreditam que a solução requer uma intervenção governamental em grande escala através de medidas como o controle das rendas e moradias públicas. No entanto, não reconhecem que a razão pela qual a habitação é tão cara é porque existe uma escassez de habitação devido às restrições governamentais à construção. Uma atribuição de culpa semelhante caracterizou o movimento Occupy em 2011, que foi uma resposta à Grande Recessão de 2008. Os jovens manifestantes exigiram mais regulamentação governamental para Wall Street com o grito de guerra de que “nós somos os 99%”. Contudo, a realidade é que foi a interferência do governo no sistema financeiro que causou a recessão. Os jovens que procuram soluções que apenas agravariam o problema não são novidade. Tal como descreve o economista Ludwig von Mises no seu livro Burocracia, a ascensão do movimento juvenil na Alemanha antes da Primeira Guerra Mundial foi uma reação à falta de oportunidades do regime burocrático. Contudo, o movimento juvenil não tinha uma compreensão clara do problema e queria expandir o sistema em vez de lutar contra ele. “O movimento juvenil foi uma expressão do desconforto que os jovens sentiam face às perspectivas sombrias que a tendência geral para a arregimentação lhes oferecia. Mas foi uma rebelião falsa condenada ao fracasso porque não se atreveu a lutar seriamente contra a crescente ameaça do controle governamental global e do totalitarismo. Os tumultuosos pretensos desordeiros eram impotentes porque estavam sob o feitiço das superstições totalitárias. Eles se entregavam a tagarelices sediciosas e entoavam canções inflamadas, mas queriam, antes de tudo, empregos públicos.” Repetidas vezes podemos ver que os movimentos juvenis que alegadamente lutam contra o sistema estão, na realidade, dão poder a ele. Radicalmente não radical E isso não é coincidência. Muitas vezes, os jovens promovem inadvertidamente o sistema, porque o próprio sistema os manipula. Os movimentos modernos defendidos pelos jovens de hoje são apresentados como anti-sistema e de base. No entanto, os mesmos grupos que afirmam “opressão” são apoiados pelos principais meios de comunicação, pelo governo e pelas grandes corporações. Embora os esquerdistas afirmem que estão lutando contra o sistema ao defender o Black Lives Matter, o sistema está literalmente promovendo a sua causa, como demonstrado pelos líderes do BLM reunidos com membros do governo Biden. Isto também pode ser visto através da tentativa de enquadrar a ideologia trans como uma opinião anti-establishment. No entanto, o rei mostra-se nu quando se considera que o a Casa Branca mostrou sua lealdade ao movimento LGBT hasteando a bandeira do orgulho progressista ao lado da bandeira americana. Os movimentos juvenis que hoje empoderam o sistema, em vez de se rebelarem contra ele, são paralelos à forma como os jovens desempenharam um papel fundamental na revolução cultural de Mao. Os estudantes foram encorajados pelo regime a rebelar-se e a invadir as casas dos inimigos de classe e a estigmatizá-los como párias sociais. Como escreveu o historiador Frank Dikötter no seu livro A Revolução Cultural: A História do Povo, 1962-1976, Mao acreditava que “a ingenuidade e a ignorância da juventude eram virtudes positivas”, porque as tornavam mais manipuláveis. Mais um tijolo na parede Além disso, as causas defendidas como “movimentos juvenis” são muitas vezes apenas movimentos defendidos por professores e empurrados para os seus alunos. A página do Twitter do Libs of TikTok demonstra como a teoria radical de gênero foi promovida na educação por professores radicais de esquerda nos Estados Unidos. Da mesma forma, no Reino Unido, um vídeo tornou-se viral online apresentando um professor referindo-se a um aluno como “desprezível” devido à sua falta de respeito pela identidade de gênero de outro aluno que se identificou como um gato. A teoria do gênero também recebeu apoio institucional no Reino Unido, onde organizações sem fins lucrativos, como Stonewall e Mermaids, forneceram recursos e lições sobre gênero para escolas de todo o país. Seria algo espantoso que tantos jovens se alinhem com pontos de vista esquerdistas quando estes pontos de vista estão sendo fortemente promovidos no nosso sistema educativo e dizem aos jovens que eles são maus se simplesmente discordam? Murray Rothbard, em The Progressive Era, explica como os jovens estiveram na frente da causa da proibição, em parte devido
Augusto Nunes chama Duarte Jr de mentiroso, covarde e capacho de Dino

SÃO LUÍS, 5 de outubro de 2023 – O premiado e renomado jornalista Augusto Nunes desafiou o deputado federal Duarte Jr (PSB) a processá-lo na edição desta quarta (4) do programa Oeste Sem Filtro, transmitido pelo Youtube. Em sua fala, Nunes chamou o deputado de mentiroso, capacho de Flávio Dino, besta quadrada, cafajeste e ladrão. A fala do jornalista foi uma reação à participação do membro da bancada maranhense na CPMI do 8 de janeiro. Na ocasião, Duarte acusou Nunes de ter ligações com um dos possíveis depoentes. “Eu estou insultando publicamente, e chamando de mentiroso, um deputado que, se tiver o mínio de dignidade, pede, pelo menos, direito de resposta”, disse Nunes. Duarte Jr citou Augusto Nunes no ato de justificativa de negação do pedido de pedido de convocação de Sandro Augusto Sales Queiroz, comandante de um batalhão da Força Nacional. Segundo o deputado, as ligações de Sandro invalidariam seu depoimento. Para abonar sua fala, o deputado citou possíveis ligações de Sandro com Augusto Nunes. Instado a falar sobre o assunto durante o programa, Nunes iniciou sua fala negando as acusações levianas de Duarte que o acusou de ter relações com Sandro. “Não o conheço”. Visivelmente irritado com a postura irresponsável do parlamentar, Nunes iniciou uma série de impropérios contra o deputado em claro desafio. “Se ele acha que nada disso por dar, pelo menos, um processo por injúria, calúnia e difamação. Estou convidando o deputado a me processar. SE não fizer isso, é covarde, medroso, mentiroso e canalha”. A jornalista Ana Paula Heinkel também engrossou as críticas contra Duarte Jr e o chamou de office boy de Flávio Dino. Fernão Lara Mesquita, ex-diretor do Estadão, ainda chamou Duarte Jr de mais uma “dinete”. Os comentários sobre a participação de Duarte na CPMI foram encerrados pelo próprio Nunes afirmando que o parlamentar “Leva comida para Flávio Dino à noite”.
Como a desistência de Paulo Victor afeta as eleições de 2024?

UM CORPO QUE CAI O presidente da Câmara de Vereadores de São Luís, Paulo Victor (PSDB), desistiu da disputa para a Prefeitura de São Luís no próximo ano. Entre todos os pré-candidatos que já haviam manifestado interesse na disputa, ele é o primeiro a desistir. Com a saída de Paulo Victor, quem sairá beneficiado? Contando com o evidente desinteresse do prefeito Eduardo Braide em se aproximar dos vereadores, Paulo Victor tentou recriar a estratégia do respaldo público e conseguiu obter o apoio de 27 deles. Em 5 de maio deste ano, cinco meses atrás, os vereadores firmaram e entregaram uma carta manifestando apoio à sua pré-candidatura para prefeitura de São Luís em 2024. Paulo Victor ainda ocupou o cargo de Secretário de Cultura do Governo Estadual, em abril 2022, após eleger-se presidente da Câmara de São Luís. Como uma das táticas, Paulo Victor foi forçando o apoio público de outros vereadores. A tática esmagou o candidato de Eduardo Braide, Dr Gutemberg, antes mesmo da eleição e Victor disputou o pleito sozinho. Naquele ano, o vereador conseguiu unir sua imagem à do governador Carlos Brandão. A parceria deu certo e Brandão conseguiu ser o mais votado no primeiro, e único, turno em São Luís, com 45,57%. O que equivale a 256.029 votos. Com o apoio do governador, Paulo Victor chegou a deixar a presidência da Câmara em fevereiro deste ano. Até aquele mês, a aliança com Carlos Brandão era tida como absoluta. Contudo, em abril o secretário decidiu abandonar a pasta e voltar ao cargo de presidente. MESMO SE NADA DER CERTO Rumores de um possível rompimento entre ele e o governador foram comuns na época. Com o passar do tempo, a filiação no PSDB e uma nova onda de apoio público. Contando com o visível desinteresse do prefeito Eduardo Braide em aproximar-se dos vereadores, Paulo Victor tentou reeditar a estratégia do apoio público e chegou a contar com o apoio de 27 deles. Em 5 de maio deste ano, cinco meses atrás, os vereadores assinaram e apresentaram uma carta declarando apoio à sua pré-candidatura para prefeitura de São Luís em 2024. Nos últimos dias começaram a eclodir rumores de que alguns dos signatários da tal carta pretendiam anunciar a desistência e declarar apoio à reeleição de Eduardo Braide. Então, na manhã desta segunda (2), Paulo Victor anunciou oficialmente sua desistência. A desistência aconteceu pela percepção de que a disputa pela prefeitura iria resultar em derrota. Paulo Victor deixou a Secretaria de Cultura após entreveros com o governador Carlos Brandão. A relação entre os dois ficou desgastada e o principal trunfo nas eleições do ano que vem, incerto. Poucas semanas atrás, algumas exonerações de aliados deixados por Paulo Victor fortaleceram a percepção de que a corrida pela Prefeitura, antes uma possibilidade viável, transformou-se em uma aventura fadada ao fracasso. Deputados, vereadores e outros operadores da política elogiaram a decisão. “Não teve vaidade, foi racional e percebeu que a desistência era um caminho menos ruim que a ilusão”, disse um vereador. NO LIMITE DO AMANHÃ Ao desistir da candidatura, Paulo Victor deixa órfãos 27 vereadores que já haviam empenhado apoio a ele. Não há candidatura de vereador sem a de um candidato a prefeito para chamar de seu. Neste aspecto, a desistência de Paulo Victor abriu a temporada de caça a candidato a prefeito. Sobrou o prefeito Eduardo Braide, o deputado federal Duarte Jr, o ex-prefeito Edvaldo Holanda Jr e os deputados estaduais Neto Evangelista, Wellington do Curso e Yglésio Moyses. Apenas dois políticos hoje possuem relevo para tentar investidas mais eficazes em relação ao apoio dos vereadores: Carlos Brandão e Eduardo Braide. O FRANCO-ATIRADOR A precarização da relação com Paulo Victor já mostra que Brandão não deve ter na eleição de vereadores em 2024 uma de suas principais metas. O que significa que Neto Evangelista e Edivaldo Holanda, postulantes ao cargo de candidato do governador, também não devem ter amparo na busca por consolidação de apoio entre os vereadores. Wellington do Curso e Yglésio Moyses não possuem, e nem têm perspectivas de possuir, os meios para negociar apoio. Duarte Jr, apesar de bem colocado nas pesquisas, colhe os frutos do discurso desastroso após a derrota nas eleições de 2020. Descontrolado pela derrota, decidiu puxar a orelha dos vereadores que lhe apoiaram e do próprio Carlos Brandão. Na época, a vereadora Fátima Araújo chegou a abandonar a reunião em protesto contra a ingratidão de Duarte. Aliás, essa reunião foi uma das razões que fez Carlos Brandão aproximar-se de Paulo Victor após aquela eleição. LARANJA MECÂNICA O fato é que o principal beneficiado com a desistência de Paulo Victor é Eduardo Braide. Mesmo que não faça nada, o prefeito contará com menos um inimigo de peso pesado contra ele. Se tiver o mínimo de aptidão política, herda a maioria dos ex-aliados do presidente da Câmara. Se for arguto, adquiri o apoio de todos. A desistência de Paulo Victor beneficiou Braide. E a escala deste benefício vai ser definida pelo próprio Braide.
Congresso do PSOL termina em pancadaria
Delator da Lava Jato é condenado a indenizar Lula

SÃO PAULO, 2 de setembro de 2023 – Delcídio do Amaral, ex-senador e delator da Lava Jato, foi sentenciado a pagar R$10 mil a Lula por danos morais. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que concluiu que Amaral fez acusações falsas contra Lula. Em 2016, o ex-senador afirmou que Lula tentou obstruir a Justiça, pedindo-lhe para “segurar” a delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. O desembargador José Rubens Queiroz Gomes, relator do processo, ressaltou que Amaral não pôde confirmar o conteúdo de sua delação. Segundo ele, Lula foi absolvido no processo penal relacionado, tendo em vista a ausência de provas substanciais e a descrença no testemunho de Delcídio. Mesmo diante desta sentença, o ex-senador ainda tem o direito de recorrer da decisão.
Deputados mantêm obstrução em protesto contra autoritarismo do STF

BRASÍLIA, 02 de setembro de 2023 – Segundo o 2.º vice-presidente da Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o movimento de obstrução na casa legislativa, encabeçado por opositores e parlamentares de direita, deve continuar por pelo menos mais uma semana. Esta previsão vem em um momento de disputa entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional sobre assuntos controversos como aborto, porte de maconha para uso pessoal e a definição do marco temporal para terras indígenas. Cavalcante ressaltou a insatisfação da Câmara com as supostas usurpações de competência do STF, atribuindo-as à base governista. Na última semana, a tensão entre o Congresso e o STF se intensificou com a união de mais de 20 frentes parlamentares em oposição à alta Corte após debates sobre a descriminalização do aborto e drogas. Presidentes de 22 frentes parlamentares expressaram seu repúdio às ações do Supremo, considerando que ele está infringindo as prerrogativas do Legislativo ao discutir tais temas. Este cenário levou à decisão de obstruir votações como forma de protesto e pressão por pautas contrárias à Suprema Corte. Em contrapartida, o ministro Luís Roberto Barroso, atual presidente do STF, negou a presença de um conflito entre as instituições. Ele acredita que divergências são comuns na democracia, sendo o diálogo e a boa-fé essenciais para a resolução de tais questões.
Anielle Franco quer PF investigando críticos