MRV, do dono da CNN Brasil, é investigada por trabalho escravo

RUBENS MENIN CNN BRASIL

Operação realizada pelo Ministério da Economia, Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública da União e Polícia Federal resgata 16 trabalhadores em condições análogas a de escravo em obras da empresa de Rubens Menin – dono da CC Brasil -, a MRV Engenharia. O resgate dos empregados no Rio Grande do Sul ocorreu nas cidades de São Leopoldo e Porto Alegre, cuja investigação dá conta de que os às vítimas eram seduzidas em municípios do interior do Maranhão e tinham que pagar até R$ 500 reais pela vaga de trabalho, o que é proibido por lei. Ao chegarem no local, os funcionários eram surpreendidos com a inexistência de garantia de recursos para voltarem às suas cidades de origem. Além do trabalho forçado, a operação constatou tráfico de seres humanos para exploração laboral. Em nota, a MRV Engenharia afirmou que “não compactua com nenhuma irregularidade na contratação de colaboradores […] suspendeu imediatamente o contrato com a empresa de recrutamento citada no caso […] apresentou todos os esclarecimentos e documentos que comprovam que os trabalhadores foram contratados de forma regular”. Coincidentemente, o empresário Rubens Menin – mineiro de 65 anos, engenheiro civil e fundador da MRV Engenharia junto com sócios-familiares em 1979 -, detém 100% da CNN Brasil, emissora que faz oposição à escravidão moderna nos Estados Unidos e possui um projeto com o lema “Escravidão não é algo do passado”, conhecido por “Freedom Project. Não é a primeira vez que a MRV Engenharia tem seu nome envolvido em casos de trabalho escravo , entre os quais você pode verificar aqui . Além disso, Rubens Menin, “‘embaixador’ do Minha Casa e Minha Vida” durante o governo Lula, já admitiu que o programa social era o “patinho feio” no setor.

Edivaldo Holanda Jr na CPI do Covidão

HOLANDINHA

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) é autor do requerimento solicitando a convocação de Edivaldo Holanda Júnior para depor na CPI da Covid, no Senado Federal. Mediante investigações de possíveis desvios na secretaria municipal de Saúde de São Luís durante a gestão de Lula Fylho, ex-secretário da pasta, operação esta denominada “Cobiça Fatal”, o ex-prefeito da capital ludovicense prestará depoimentos para a Comissão Parlamentar de Inquérito nesta fase que visa analisar conduta de estados e municípios no uso de recursos públicos voltados ao combate do novo coronavírus. Holandinha se manifestou nas redes sociais alegando que foi surpreendido com os rumores e não tem problemas em esclarecer como governou durante a pandemia em São Luís, ressaltando que não é e nunca foi investigado e, com tranquilidade, se coloca a disposição da CPI.

Ministro do STF vota para validar delação de Sérgio Cabral

DIAS TOFFOLI E MARCO AURELIO MELLO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, votou nesta segunda-feira (24) para legitimar a deliberação que homologou a delação de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro. “No caso, as formalidades legais, consideradas a espontaneidade, a voluntariedade e a legalidade do ajuste, foram atendidas“, justificou o magistrado Marco Aurélio, acenando de forma favorável às delações firmadas pela Polícia Federal, dando continuidade a compreensão estabelecida pelo plenário em 2018. Na visão do ministro, cabe analisar todos os aspectos formais para decidir se foram devidamente preenchidos, e não avaliar o conteúdo relatado.

PGR e diretor-geral da PF desconheciam operação contra Salles

SALLES DESCONFIADO

O procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Paulo Maiurino, desconheciam operação contra ministro Ricardo Salles e o presidente do Ibama, Eduardo Bim. A ação havia sido autorizada por Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), desencadeando operação que tem como alvo Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, Eduardo Bim e também investiga outros 16 servidores do Ibama. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo, nesta segunda-feira (24), e causou estranheza pela montagem de uma grande operação sem chegar ao conhecimento dos superiores.

CGU aponta desvios de recursos por estados e municípios

CGU

O chefe da Controladoria-Geral da União, ministro Wagner Rosário, afirmou nesta segunda-feira (24), em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da rádio Jovem Pan, que a CGU detectou uma série de desvios de recursos públicos destinadas ao enfrentamento da Covid-19. “Identificamos muitos casos de corrupção em Estados e municípios […] Me parece que o foco da CPI tem sido muito a gestão federal, mas nós sabemos que não é simples, envolve muita gente […] Em uma reunião, selecionamos 278 entes federados que seriam acompanhados: capitais, seis ministérios, os Estados, municípios acima de 500 mil habitantes etc. Mobilizamos equipes para cada Estado de modo a acompanhar as compras voltadas à luta contra o vírus.” revelou. Para o chefe do órgão, o valor preliminar desviado alcança R$ 160 milhões, cuja quantia subtraída deve ampliar à medida que as investigações da Controladoria-Geral da União e da Polícia Federal evoluírem. De acordo com Wagner Rosário, é necessário que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do novo coronavírus aumente o escopo. Com o intuito de alcançar estados e municípios, o ministro da Controladoria-Geral da União mencionou que o órgão está monitorando várias partes do país.

AstraZeneca se torna a vacina mais usada no Brasil em maio

ASTRAZENECA

De acordo com dados da plataforma do Ministério da Saúde, Localiza SUS, vacina AstraZeneca/Oxford ultrapassa CoronaVac (desenvolvida pela biofarmacêutica chinesa Sinovac) e se torna mais usada no Brasil nos 24 primeiros dias de maio. Neste mês, de cada 10 doses de imunizantes contra o novo coronavírus aplicadas no país, 7 foram da AstraZeneca, duas são da CoronaVac e a Pfizer responde por uma. No entanto, desde o começo do ano até agora, 65,6% de todas as doses aplicadas são da CoronaVac, 32,7% da AstraZeneca e 1,8% da Pfizer. As três vacinas são as únicas utilizadas no Brasil até o momento. Este é o primeiro mês que o imunizante AstraZeneca, cuja eficácia é de 80% quando o intervalo entre as duas doses é superior a 12 semanas, passa a CoronaVac, que detém eficácia de 50% após duas doses.

Braide viabiliza 300 mil doses extras para a Grande Ilha

vacinacao prefeitura slz

A gestão municipal de São Luís, através do prefeito Eduardo Braide (Podemos), vai evoluir no programa de vacinação após viabilizar o recebimento de quase 300 mil doses extras de imunizantes para as cidades da região metropolitana. A partir de hoje (25) e nesta quarta-feira (26) a cidade de São Luís já vai iniciar a vacinação de pessoas com 58 anos, cuja divisão leva em consideração o mês de nascimento. Além da chegada das doses complementares, o prefeito Eduardo Braide divulgou a liberação do cadastro de pessoas entre 50 e 54 anos. O cadastro das pessoas com idade entre 50 e 54 anos gera expectativa de imunização ainda neste mês de maio e (ou) no início do próximo mês.

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