Bolsonaro e Lula disputam apoio de José Sarney

O presidente Jair Bolsonaro visitou o ex-presidente José Sarney ontem (7). Esta já é a segunda vez que Bolsonaro visita o maranhense neste ano. Após a primeira visita de Bolsonaro, acontecida em maio, o ex-presidente Lula também foi ao encontro de José Sarney. Político mais longevo do país na atualidade, José Sarney ocupa o posto de principal conselheiro de presidentes quando o Brasil entra em rota de crises institucionais. Foi assim com Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer e, mais recentemente, com Jair Bolsonaro. Presidente do país durante a redemocratização e promulgação da Constituição de 1989, José Sarney foi deputado federal, governador e senador. Ele ainda ocupou por diversas vezes a Presidência do Senado.
Gestão de Edivaldo Jr volta a ser acusada de desviar recursos contra a Covid-19

Operação da Polícia Federal desencadeada nesta quinta voltou a cumprir mandados de busca, apreensão e prisão contra desvios de recursos do combate à Covid-19 em São Luís. Investigações da Polícia Federal revelam supostos desvios em processos licitatórios instaurados, em 2020, pela Semus ludovicense para a compra de insumos. Na época dos crimes, a cidade era gerida pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr. Em abril deste ano a Polícia Federal já havia realizado operação contra o ex-secretário de saúde da gestão, Lula Fylho. Denominada de “Alinhavado”, a operação agiu em São Luís, Codó, Brasília (DF) e Boa Vista (RR). “Restou constatado que o grupo criminoso utilizou diversos mecanismos de fraudes para maquiar as irregularidades dos certames licitatórios, que teriam sido deflagrados com o ajuste prévio das empresas vencedoras. Além da frustração do caráter competitivo dos procedimentos licitatórios, de acordo com análises da Controladoria Geral da União – CGU, evidenciaram-se superfaturamentos contratuais e simulação de vendas, gerando prejuízo milionário aos cofres públicos”, diz nota da Polícia Federal sobre a operação. A operação, realizada por 30 policiais federais, cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e cinco mandados de bloqueio de bens, expedidos pela 1ª Vara Federal de São Luís.
Falta de Plano Diretor moderno aprisiona São Luís no atraso

Enquanto o vereador Umbelino Junior (PRTB) esbraveja por espaço na administração municipal, Andrey Monteiro (Republicanos) se “prostitui pela alegria” e os demais colegas da Câmara de Vereadores se ocupam das mais variadas situações, o Plano Diretor de São Luís segue sendo uma âncora que afunda a cidade no anacronismo. O Plano Diretor consiste em um conjunto de regras e leis que determinam todo o ordenamento de uma cidade. Sua elaboração é de responsabilidade da Câmara de Vereadores. Entre os principais objetivos do plano, está o impedimento do crescimento desordenado da cidade. Para tanto, ele funciona como uma espécie de guia que estipula as direções e limites relativos ao desenvolvimento e crescimento urbano. É o Plano Diretor quem determina os rumos de uma cidade, o que é permitido e proibido, onde e quando algo pode acontecer. Teoricamente, o Plano Diretor é uma espécie de “constituição espacial” de uma cidade. Pois estabelece quais os projetos mais adequados para atender as necessidades dos cidadãos e proporcionar melhorias na qualidade de vida da população. Apesar da importância, o atual Plano Diretor de São Luís é um emaranhado de abstrações compiladas em meras VINTE PÁGINAS que não trazem quase nenhuma certeza e condenam os moradores de São Luís a interpretação. O documento foi aprovado em 2006, durante o último mandato do ex-prefeito Tadeu Palácio. Não por acaso, o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Energia do Maranhão, criticou nesta semana a ausência de um documento estruturado. “Ao não avançarmos na pauta do Plano Diretor de São Luís, não só perdemos bilhões de reais e milhares de empregos, como se perde a oportunidade de agregar valor à nossa capital e paralisação do desenvolvimento da nossa cidade”, disse. A preocupação de Simplício é corroborada pelos fatos. As praias sofrem com a ação destruidora da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão. Outras áreas que deveriam atrair turistas, como a Lagoa da Jansen, estão esquecidas. Boa parte do empresariado que pretende investir na cidade teme pelo futuro incerto do zoneamento urbano. Para ficar em um exemplo, o atual plano diretor de São Luís possibilita apenas prédios de até 15 andares. Apenas uma, entre uma série de estrovengas que impedem o crescimento da cidade. A preocupação de Simplício Araújo deveria ser, sem nenhum tipo de dúvida, compartilhada por todos os que acreditam que amarras não possibilitam movimento. Deveria ser óbvio, mas não é.
Flávio Dino desidrata PCdoB que deve voltar a ser nanico no Maranhão

Tudo indica que o PCdoB deve retornar ao ligar de partido nanico na política maranhense. Após a filiação de Flávio Dino no PSB, uma série de “comunistas” também estão deixando a legenda e buscando filiação no novo partido do governador. Depois de o governador Flávio Dino filiar-se ao PSB, um desembarque em massa de auxiliares dele também ocorrerá no partido. Amanhã (8) devem se filiar ao partido os secretários Rogério Cafeteira (Esporte), Catulé Jr. (Turismo) e Marcos Pacheco (Políticas Públicas) e a presidente do Procon-MA, Karen Barros. Na semana passada o deputado estadual Duarte Jr também filiou-se ao partido. O secretário de Articulação Política, Rubens Jr, confidenciou ao jornalista John Cutrim que pode trocar o PCdoB pelo PSB. Dada a velocidade das saídas, é provável que até o fim do ano apenas o secretário Márcio Jerry continue na sigla, que irá retornar ao lugar que sempre ocupou na política local: o de partido pequeno.
Campanha de Bolsonaro no Maranhão em 2022 comprometida

As recentes declarações do prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, e a indecisão do senador Roberto Rocha colocam em risco o palanque de Jair Messias Bolsonaro no Maranhão. Uma semana após Lahesio recursar o rótulo de bolsonarista e afastar apoiadores do presidente de sua pré-candidatura, o senador Roberto Rocha disse que prefere disputar novamente uma vagada para o Senado Federal “Minha preferência é pelo Senado, mas vejam que eu não tenho nem partido, ainda. É preciso ter uma chapa forte, um candidato a governador. Vamos aguardar a conjuntura favorável”, disse Roberto Rocha. Roberto Rocha não assegurou que irá abdicarda candidatura ao governo. No entanto, sua indefnição gera turbulência entre os eleitores bolsonaristas dada a atuação de afastamento do presidente pelo, até então, outro candidato Alahesio Bonfim. Na semana passada o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, afirmou em entrevista no Bom Dia Mirante que não quer ser rotulado de bolsonarista. A declaração causou uma debandada entre apoiadores de Lahesio nas redes sociais e, segundo alguns, enterrou a pré-candidatura do prefeito. Bonfim acreditava que o presidente iria apoiar o senador Roberto Rocha nas eleições do ano que vem. Por conta disso, meses atrás iniciou um processo de descolamento da imagem do presidente. Além de derreter nas redes sociais após a declaração, o comportamento de Rocha ontem mostra que ele errou na previsão. Nos últimos dias Lahesio tenta, sem sucesso, ligar novamen te sua imagem ao presidente. Como apenas Lahesio e Roberto Rocha já haviam manifestado interesse e representar o presidente no estado, o palanque de Jair Bolsonaro no Maranhão está comprometido.
Deputada denuncia agressões de evangélicos por macumbeiros no MA

Segundo a deputada Mical Damasceno (PTB), membros da Assembleia de Deus estão sendo perseguidos por umbandistas no bairro Vila Nova, em São Luís. Os evangélicos foram agredidos física e verbalmente em algumas ocasiões e impedidos de realizar cultos. A ação contra a prática religiosa que fere diretamente a liberdade de culto estaria coordenada pelo “pai de santo” João Curador. A perseguição de grupos cristãos tem se tornado prática comum no Maranhão, principalmente por grupos esquerdistas. Apesar disso, muitos evangélicos, como a senadora Eliziane Gama, são alinhados a projetos esquerdistas. Nos últimos meses a deputada Mical Damasceno se tornou uma voz contra estes ataques.
Flávio Dino cometeu crime eleitoral em reunião partidária

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a reunião promovida pelo governador Flávio Dino (PSB) no dia 5 de julho desrespeitou a legislação eleitoral. O governador usou as dependências do Palácio dos Leões em evento de caráter político em que lideranças partidárias assinaram documento de compromisso com a candidatura do comunista. A prática é vedada pela lei.No site do MPF, mais especificamente na Procuradoria-Geral Eleitoral, uma seção mostra o que é proibido e permitido nas eleições. Entre as proibições está o uso de bens imóveis para beneficiar candidato ou partido. Diz o texto: Usar materiais ou imóveis pertencentes à União, estados, Distrito Federal, territórios ou municípios para beneficiar campanha de candidato ou partido (exceções: realização de convenção partidária, utilização de carro oficial pelo presidente da República – com ressarcimento posterior pelo partido/coligação, utilização de residências oficiais para atos não-públicos). A íntegra das regras podem ser encontradas no SITE. Além de vasto material fotográfico divulgado nas redes sociais, até mesmo um documento assinado que comprova o caráter eleitoral do encontro. Na ocasião promovida pelo governador, os participantes foram “obrigados democraticamente” a firmar carta de compromisso com a candidatura dele ao Senado a mais de um ano e meio das eleições. Uma semana antes do crime eleitoral comentido no Palácio dos Leões, o secretário Rubens Pereira Jr divulgou cvídeo em que conclama funcionários públicos do estado a espionarem prefeitos do interior. Até o momento o Ministério Público estadual não se manifestou sobre as situações.
Flávio Dino vira “imparcial” em reunião engana trouxa

Em 2012 Flávio Dino prometeu ao ex-prefeito Tadeu Palácio, e para os então deputados federais Eliziane Gama e Edivaldo Jr, que a escolha do candidato ao cargo de prefeito de São Luís seria determinada por pesquisas. Meses depois da promessa, ele fez a opção por Edivaldo Holanda Jr que estava no último lugar entre os três. Passados quase 10 anos após a tapeação, o comunista volta a lançar mão na estratégia. Dino convocou uma grande assembleia com as várias lideranças de seu grupo político em que prometeu “imparcialidade” na escolha do candidato do grupo em 2022. Após a humilhação nas eleições de 2020 na capital maranhense, Flávio Dino teme que a divisão do grupo motivada por sua arrogância e personalismo lhe imponham uma nova derrota. A guerra fria entre Carlos Brandão e Weverton Rocha, a liderança da ex-governadora Roseana Sarney, a ascensão de Edivaldo Holanda Jr e a sombra de Jair Bolsonaro também preocupam. Para piorar, Flávio Dino sabe que, ao contrário de 2012 quando gozava de certo prestígio que fatalmente elegeria qualquer um que fosse escolhido por ele, em 2022 ele deixa um governo que fracassou. Após oito anos de comunismo, poucas promessas foram cumpridas e o paraíso prometido nas eleições de 2014 não veio. Flávio Dino precisa de tempo para respirar. O tom de soberba observado em reuniões anteriores, ontem deu lugar a um Flávio Dino humilde, conciliador e “democrata”. O governador chegou a afirmar que pretende ser “imparcial”. Acontece que o desejo de reservar o governo do Maranhão para as eleições de 2026 é o principal agente de desagregação no grupo de Flávio Dino. A reunião foi uma cortina de fumaça e nada mais que isso. A imparcialidade de Flávio Dino não existe porque nenhum ser humano é capaz de ser imparcial quando o assunto é si mesmo. E todo movimento político do governador diz respeito a ele mesmo. Imparcial? Tem gente que acredita…