Após trair Bolsonaro, Kajuru quer renunciar

Semanas após divulgar conversa com o presidente Jair Bolsonaro e ajudar a agravar a crise política no Brasil, o senador Jorge Kajuru (Podemos) disse que pensa em renunciar ao mandato ainda neste ano. A declaração foi dada em entrevista ao site Poder360. Na conversa, o senador afirmou que a única razão pela qual ele continua no cargo é a sua equipe parlamentar. Kajuru disse “não querer morrer de terno e gravata”. Antigo aliado do presidente, Kajuru usou a proximidade a Bolsonaro para divulgar uma conversa entre ele e o presidente sobre a CPI da Covid. Após o episódio, ele se voltou contra Bolsonaro e acabou se tornando um dos autores da notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro no caso Covaxin. Kajuru, que chegou a ser uma esperança de renovação política nas últimas eleições, mostrou-se uma espécie de Alexandre Frota. Midiático e desbocado, o senador passa à distâncias das grandes discussões do Congresso Nacional e ganha notabilidade apenas por espetáculos absurdos. Até mesmo este anúncio de possível renúncia pode ser um deles. Kajuru mostra que a política tradicional, chamada de velha política, não é o fundo do poço.
Miséria, pandemia e ditadura detonam rebelião em Cuba

O povo resolveu dizer “não” para a ditadura cubana neste domingo. Após a falência do sistema de saúde do país, a destruição da já debilitada economia por lockdowns severos e a falta de comida, milhares de pessoas saíram às ruas de várias cidades cubanas para pedir o fim do regime de extrema esquerda. O primeiro-secretário do Partido Comunista do país, Miguel Díaz-Canel, convocou tropas e milícias para reprimir os protestos. “Estamos convocando todos os revolucionários, todos os comunistas, a irem às ruas onde existirem esforços para produzir essas provocações”, anunciou. Além da repressão com violência física, o governo também cortou os sinais de internet e telefone do país. Apesar da tentativa de impedir a circulação de informações, registros de prisões, espancamentos e detenção de jornalistas já foram divulgados. Cuba vive uma ditadura sanguinária que já exterminou mais de 100 mil pessoas ao longo dos últimos 70 anos. A violência do regime é tão volumosa que, mesmo com as constantes de tentativas de fuga do país, esse tipo de protesto é raro.
Maranhense é relator do processo de privatização dos Correios

O deputado maranhense Gil Cutrim (Republicanos) é o relator do projeto que sobre a privatização dos Correios. Caberá ao maranhense a o relatório do Projeto de Lei 591/21, que autoriza a exploração de serviços postais pela iniciativa privada. Em suma a proposta trata da privatização dos Correios. O projeto, apresentado pelo Governo Federal, faz mudanças na legislação postal para autorizar o acesso da iniciativa privada a serviços prestados hoje em regime de monopólio pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). O texto foi concluído ontem (8) e enviado a parlamentares da comissão especial destinada a discutir o tema. Em seu relatório, Cutrim sustenta que, “em várias partes do mundo, há uma tendência de que as comunicações sejam privatizadas”. Em seu relatório, o maranhense estabelece um período de estabilidade pós-desestatização, em que o servidor teria sua estabilidade garantida por 18 meses. “Consideramos necessário assegurar estabilidade a todos os empregados da ECT durante os dezoito meses subsequentes à desestatização, vedando sua dispensa sem justa causa nesse período, bem como disponibilizar-lhes plano de demissão voluntária com os seguintes parâmetros: a) período de adesão de 180 dias contados da desestatização; b) indenização correspondente a doze meses de remuneração; c) manutenção do plano de saúde pelo período de doze meses contados da adesão; e d) programa de requalificação”, diz o relatório. O relatório de Gil Cutrim, que deve embasar o voto dos parlamentares da Câmara Federal, já está em análise no colegiado de líderes partidários da casa. Na manhã desta sexta (9), o ministro das Comunicação, Fábio Faria Jr, parabenizou o relatório de Cutrim. A privatização da empresa é considerada por muitos como um marco na modernização do comércio online. O monopólio dos Correios é considerado nocivo ao mercado e impõe atrasos na implantação de novas tecnologias.
Bolsonaro e Lula disputam apoio de José Sarney

O presidente Jair Bolsonaro visitou o ex-presidente José Sarney ontem (7). Esta já é a segunda vez que Bolsonaro visita o maranhense neste ano. Após a primeira visita de Bolsonaro, acontecida em maio, o ex-presidente Lula também foi ao encontro de José Sarney. Político mais longevo do país na atualidade, José Sarney ocupa o posto de principal conselheiro de presidentes quando o Brasil entra em rota de crises institucionais. Foi assim com Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer e, mais recentemente, com Jair Bolsonaro. Presidente do país durante a redemocratização e promulgação da Constituição de 1989, José Sarney foi deputado federal, governador e senador. Ele ainda ocupou por diversas vezes a Presidência do Senado.
Gestão de Edivaldo Jr volta a ser acusada de desviar recursos contra a Covid-19

Operação da Polícia Federal desencadeada nesta quinta voltou a cumprir mandados de busca, apreensão e prisão contra desvios de recursos do combate à Covid-19 em São Luís. Investigações da Polícia Federal revelam supostos desvios em processos licitatórios instaurados, em 2020, pela Semus ludovicense para a compra de insumos. Na época dos crimes, a cidade era gerida pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr. Em abril deste ano a Polícia Federal já havia realizado operação contra o ex-secretário de saúde da gestão, Lula Fylho. Denominada de “Alinhavado”, a operação agiu em São Luís, Codó, Brasília (DF) e Boa Vista (RR). “Restou constatado que o grupo criminoso utilizou diversos mecanismos de fraudes para maquiar as irregularidades dos certames licitatórios, que teriam sido deflagrados com o ajuste prévio das empresas vencedoras. Além da frustração do caráter competitivo dos procedimentos licitatórios, de acordo com análises da Controladoria Geral da União – CGU, evidenciaram-se superfaturamentos contratuais e simulação de vendas, gerando prejuízo milionário aos cofres públicos”, diz nota da Polícia Federal sobre a operação. A operação, realizada por 30 policiais federais, cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e cinco mandados de bloqueio de bens, expedidos pela 1ª Vara Federal de São Luís.
Falta de Plano Diretor moderno aprisiona São Luís no atraso

Enquanto o vereador Umbelino Junior (PRTB) esbraveja por espaço na administração municipal, Andrey Monteiro (Republicanos) se “prostitui pela alegria” e os demais colegas da Câmara de Vereadores se ocupam das mais variadas situações, o Plano Diretor de São Luís segue sendo uma âncora que afunda a cidade no anacronismo. O Plano Diretor consiste em um conjunto de regras e leis que determinam todo o ordenamento de uma cidade. Sua elaboração é de responsabilidade da Câmara de Vereadores. Entre os principais objetivos do plano, está o impedimento do crescimento desordenado da cidade. Para tanto, ele funciona como uma espécie de guia que estipula as direções e limites relativos ao desenvolvimento e crescimento urbano. É o Plano Diretor quem determina os rumos de uma cidade, o que é permitido e proibido, onde e quando algo pode acontecer. Teoricamente, o Plano Diretor é uma espécie de “constituição espacial” de uma cidade. Pois estabelece quais os projetos mais adequados para atender as necessidades dos cidadãos e proporcionar melhorias na qualidade de vida da população. Apesar da importância, o atual Plano Diretor de São Luís é um emaranhado de abstrações compiladas em meras VINTE PÁGINAS que não trazem quase nenhuma certeza e condenam os moradores de São Luís a interpretação. O documento foi aprovado em 2006, durante o último mandato do ex-prefeito Tadeu Palácio. Não por acaso, o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Energia do Maranhão, criticou nesta semana a ausência de um documento estruturado. “Ao não avançarmos na pauta do Plano Diretor de São Luís, não só perdemos bilhões de reais e milhares de empregos, como se perde a oportunidade de agregar valor à nossa capital e paralisação do desenvolvimento da nossa cidade”, disse. A preocupação de Simplício é corroborada pelos fatos. As praias sofrem com a ação destruidora da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão. Outras áreas que deveriam atrair turistas, como a Lagoa da Jansen, estão esquecidas. Boa parte do empresariado que pretende investir na cidade teme pelo futuro incerto do zoneamento urbano. Para ficar em um exemplo, o atual plano diretor de São Luís possibilita apenas prédios de até 15 andares. Apenas uma, entre uma série de estrovengas que impedem o crescimento da cidade. A preocupação de Simplício Araújo deveria ser, sem nenhum tipo de dúvida, compartilhada por todos os que acreditam que amarras não possibilitam movimento. Deveria ser óbvio, mas não é.
Flávio Dino desidrata PCdoB que deve voltar a ser nanico no Maranhão

Tudo indica que o PCdoB deve retornar ao ligar de partido nanico na política maranhense. Após a filiação de Flávio Dino no PSB, uma série de “comunistas” também estão deixando a legenda e buscando filiação no novo partido do governador. Depois de o governador Flávio Dino filiar-se ao PSB, um desembarque em massa de auxiliares dele também ocorrerá no partido. Amanhã (8) devem se filiar ao partido os secretários Rogério Cafeteira (Esporte), Catulé Jr. (Turismo) e Marcos Pacheco (Políticas Públicas) e a presidente do Procon-MA, Karen Barros. Na semana passada o deputado estadual Duarte Jr também filiou-se ao partido. O secretário de Articulação Política, Rubens Jr, confidenciou ao jornalista John Cutrim que pode trocar o PCdoB pelo PSB. Dada a velocidade das saídas, é provável que até o fim do ano apenas o secretário Márcio Jerry continue na sigla, que irá retornar ao lugar que sempre ocupou na política local: o de partido pequeno.
Campanha de Bolsonaro no Maranhão em 2022 comprometida

As recentes declarações do prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, e a indecisão do senador Roberto Rocha colocam em risco o palanque de Jair Messias Bolsonaro no Maranhão. Uma semana após Lahesio recursar o rótulo de bolsonarista e afastar apoiadores do presidente de sua pré-candidatura, o senador Roberto Rocha disse que prefere disputar novamente uma vagada para o Senado Federal “Minha preferência é pelo Senado, mas vejam que eu não tenho nem partido, ainda. É preciso ter uma chapa forte, um candidato a governador. Vamos aguardar a conjuntura favorável”, disse Roberto Rocha. Roberto Rocha não assegurou que irá abdicarda candidatura ao governo. No entanto, sua indefnição gera turbulência entre os eleitores bolsonaristas dada a atuação de afastamento do presidente pelo, até então, outro candidato Alahesio Bonfim. Na semana passada o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, afirmou em entrevista no Bom Dia Mirante que não quer ser rotulado de bolsonarista. A declaração causou uma debandada entre apoiadores de Lahesio nas redes sociais e, segundo alguns, enterrou a pré-candidatura do prefeito. Bonfim acreditava que o presidente iria apoiar o senador Roberto Rocha nas eleições do ano que vem. Por conta disso, meses atrás iniciou um processo de descolamento da imagem do presidente. Além de derreter nas redes sociais após a declaração, o comportamento de Rocha ontem mostra que ele errou na previsão. Nos últimos dias Lahesio tenta, sem sucesso, ligar novamen te sua imagem ao presidente. Como apenas Lahesio e Roberto Rocha já haviam manifestado interesse e representar o presidente no estado, o palanque de Jair Bolsonaro no Maranhão está comprometido.