Varíola dos macacos: Moraes se torna relator de ação contra Bolsonaro

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se tornou relator de um processo contra o presidente Jair Bolsonaro envolvendo a varíola dos macacos. O sorteio que definiu o juiz ocorreu no domingo (14/08/22). Tudo começou depois de o Partido Socialista Brasileiro (PSB), do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, pedir à Corte que determine ao Poder Executivo e aos Estados “campanhas de vacinação” contra a doença. A legenda de esquerda quer ainda que o STF obrigue o governo federal a promover a “prevenção de grupos vulneráveis, especialmente o LGBT+”. “A inexistência de plano nacional efetivo e operacional de combate à disseminação da varíola dos macacos, além da inércia e falta de gestão institucional, promove verdadeira violação à jurisprudência que se desenvolveu no STF acerca da necessidade de proteção à saúde pública como um direito indisponível e irrenunciável”, sustentou o PSB, no processo contra Bolsonaro. Moraes tem proferido decisões que desautorizaram o governo. A primeira delas foi suspender a nomeação de Alexandre Ramagem para a diretoria da Polícia Federal, em 2020. Recentemente, o juiz do STF suspendeu decretos de Bolsonaro que reduziam o IPI sobre produtos feitos na Zona Franca de Manaus.

Mariana é esperança de bolsonaristas do MA para Câmara Federal

Mariana Carvalho Jair Bolsonaro

Atualmente sem nenhum representante tanto na Câmara Federal quanto na Assembleia Legislativa, os conservadores e bolsonaristas maranhenses têm nas eleições de 2022 uma oportunidade de mudar este cenário. Ex-integrante do governo federal, a administradora Mariana Carvalho é uma esperança de colocar na Câmara Federal, pela primeira vez na história da política local, um representante conservador. LEALDADE AO PRESIDENTE Ao contrário dos apoiadores comuns, que fazem fama na internet tentando usar o presidente como escada eleitoral, Mariana tem se destacado por ações concretas de apoio a Jair Bolsonaro no Maranhão. Foi dela a inciativa de criar o primeiro grande núcleo de apoio ao presidente no Maranhão. Mariana também se difere dos demais candidatos por expor seu apoio a Jair Bolsonaro em todas as ações da pré-campanha e da campanha também. A candidata também é uma das organizadoras das manifestações do 7 de setembro no sul do Maranhão que devem acontecer no próximo mês. “Esperamos fazer a maior manifestação popular da história da região”, disse. EXPERIÊNCIA Mariana Carvalho ocupou cargo estratégico na gestão de Jair Bolsonaro. Em 2021, em plena crise da pandemia, ela assumiu a chefia da Coordenação Nacional do Programa de Aquisição de Alimentos, no Ministério da Cidadania. Mariana já foi candidata a deputada nas eleições de 2018, pelo partido do presidente Bolsonaro. Em 2020, ela foi a única mulher a disputar as eleições pela prefeitura de Imperatriz.

Escândalo de corrupção de Flávio Dino beneficiou procurador-geral

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O atual procurador-geral de Justiça, Eduardo Nicolau, ganhou os holofotes atualmente ao ser alvo de uma nota pública da bancada federal do Maranhão que o acusa de usar o cargo politicamente. Ocorre que, ainda em 2017, quando corregedor do Ministério Público, Nicolau estava envolvido no escândalo de corrupção conhecido como “Aluguel Camarada”. A máfia consistia na locação de imóveis a preços superfaturados a pessoas alinhadas ao governo. Entre eles estava Eduardo Nicolau. USO POLÍTICO DO CARGO Apenas em 2022 o procurador-geral já esteve envolvido em vários escândalos. O primeiro deles aconteceu em março, quando Nicolau apresentou denúncia contra Lahesio Bonfim, candidato ao governo do Maranhão. Bonfim era prefeito de São Pedro dos Crentes na época e estava prestes a renunciar ao cargo para cumprir determinações da Justiça Eleitoral necessárias para a disputa do governo. A renúncia de Bonfim já havia sido divulgada meses antes. Faltando apenas duas semanas para a renúncia de Bonfim, Nicolau apresentou denúncia contra o prefeito por supostas fraudes cometidas em processo licitatório. A denúncia formulada em 2022 versava sobre uma ação cometida em 2018. Lahesio Bonfim é adversário declarado do ex-governador Flávio Dino. Além de Bonfim, a promotora de Defesa do Consumidor, Lítia Cavalcante, também foi alvo de ação do procurador-geral suspeitas de motivações políticas. A promotora afirma que após entrar no caso de falência do sistema de ferryboat, começou a sofrer pressões e perseguições no Ministério Público. O ex-governador Flávio Dino é acusado de fraudar licitações para beneficiar empresas no sistema de transporte do ferryboat. O esquema resultou na falência do serviço e Eduardo Nicolau teria atuado contra Lítia para proteger o aliado. Incomodada com a atuação de Nicolau, deputados federais maranhenses divulgaram nota em que acusam Nicolau de usar o cargo politicamente. Diz a nota: “Depreende-se da norma, portanto, que não configura papel do Procurador-Geral de Justiça selecionar quando e a quem as leis são aplicáveis, perseguindo prefeitos e até mesmo promotores não alinhados ao Governo do Estado. Também não se afigura razoável que o Procurador-Geral de Justiça se imiscua em assuntos da esfera federal, enquanto veda os olhos para possíveis ilícitos cometidos pelo Governo do Maranhão e seus aliados. Tampouco cabe ao Procurador-Geral de Justiça atuar como órgão de consultoria do Governo Estadual, como se tem observado no caso da travessia de ferryboat que liga São Luís à Baixada Maranhense”. A conduta militante do procurador-geral, que manifesta publicamente sua preferência eleitoral, também foi motivo de crítica na nota. “A declaração pública de sua preferência política pelo atual governador nas eleições que se avizinham, assim como sua participação em fotos, reuniões e eventos com propósito claramente eleitoral são incompatíveis com a função pública que deveria exercer e, por isso, igualmente condenáveis”. CORRUPÇÃO E ALUGUEL CAMARADA A submissão de Eduardo Nicolau ao grupo político do ex-governador Flávio Dino pode ser explicada pelo escândalo de corrupção conhecido como “Aluguel Camarada”. Logo no início da gestão de Dino, o governo foi acusado de promover uma máfia de locação de imóveis que servia para o desvio de recursos públicos. O esquema acontecia com dispensa de licitação. Entre as locações estava um imóvel localizado em São José de Ribamar. O proprietário? Eduardo Nicolau Hiluy. A prática em que estava envolvido Eduardo Nicolau já havia sido questionada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por meio do Acórdão nº 5244/2017 da Primeira Câmara da Corte de Contas. O documento é claro em afirmar que “A existência de um único imóvel apto a, por suas características de instalação e localização, atender às finalidades precípuas da Administração, não é requisito para a contratação por dispensa de licitação fundada no art. 24, inciso X, da Lei 8.666/1993”. Ou seja: o aluguel do imóvel de Nicolau feriu a legislação. A participação de Eduardo Nicolau no escândalo chegou a ser motivo de denúncia nos Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). “Ele (Eduardo Nicolau) age como um cão-de-guarda do governo e não faz absolutamente nenhuma questão de esconder isso. Declara publicamente que tem lado político e usa o cargo para isso. Isso não pode continuar assim”, disse um dos signatários da nota da bancada federal maranhense.

Bolsonaro se manifesta sobre fake news de que teria almoçado com Guilherme de Pádua

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) usou as redes sociais nesta sexta-feira, 12, para comentar uma fake news de que teria almoçado com o ex-ator Guilherme de Pádua, assassino da atriz Daniella Perez. O suposto encontro teria acontecido durante um almoço no domingo (12/08/22), depois de um culto na Igreja Lagoinha, em Belo Horizonte. “Minha história de luta por leis mais duras para assassinos covardes, estupradores e demais crimes violentos fala por mim e mostra de que lado sempre estive”, disse Bolsonaro. “Enquanto viver, serão as vítimas, não seus algozes, que contarão com a minha eterna solidariedade. A própria pessoa envolvida nesse crime cruel e covarde nega ter estado presente no evento.” O presidente e a primeira-dama Michelle Bolsonaro estavam presentes no culto da Igreja, em Belo Horizonte. No entanto, o chefe do Executivo não permaneceu no local para o almoço, somente Michelle. Ao contrário do que foi noticiado por Fábia Oliveira, colunista do portal IG, Pádua, que também é pastor da igreja, não estava em nenhum dos dois eventos, mas, Juliana Lacerda, mulher do ex-ator, compareceu em ambos. No culto, Michelle também tirou fotos com centenas de pessoas, entre elas, Juliana. “Nunca troquei uma palavra sequer com ela. Nunca mesmo. Ela nem sabia quem eu era”, afirmou Juliana em um vídeo publicado nas redes sociais. Nas mídias sociais, diversos internautas compartilharam a foto de ambas como se Michelle conhecesse Juliana. O ex-ator também veio a público se pronunciar sobre o ocorrido. “A minha esposa foi ao culto parabenizar o pastor Márcio porque é um pastor com um diferencial muito grande no Brasil”, disse Guilherme de Pádua em um vídeo nas redes sociais. “Tinha uma fila de admiradores da primeira-dama, a minha esposa vai nessa fila, sem a primeira-dama imaginar quem ela é, e tira uma fotografia, como uma fã, depois disso ela envia essa foto para o pai, o pai orgulhoso manda a imagem para parentes, e agora isso cai na mão da imprensa.” O presidente também afirmou que, em respeito à roteirista Glória Perez, mãe de Daniella, não iria alimentar a “exploração leviana em cima de sua perda irreparável”. As ilações com base em informações falsas divulgadas por parte da mídia só expõem sua falta de escrúpulos e o desprezo pela dor das pessoas, tratando-as como meras ferramentas”, concluiu. Entenda o caso Em 1992, Daniella protagonizava a novela De Corpo e Alma, da rede Globo. A atriz e Guilherme de Pádua formavam um casal. Na época, Pádua e sua mulher, grávida, assassinaram Daniella. A atriz foi morta com 18 golpes de faca. O corpo de Daniella foi encontrado em um matagal, na Barra da Tijuca. No mesmo ano, Pádua confessou ter assassinado a atriz por motivações passionais (provocado pelo sentimento de paixão fora de controle). Anos depois, negou o crime, atribuindo a culpa somente à sua esposa na época, Paula Thomaz. Durante o velório da vítima, o ator consolou a mãe de Daniella e o viúvo da atriz. Quatro anos depois do crime, o casal foi condenado à prisão em dois juris: Pádua pegou 19 anos e Paula, 15. Gloria reuniu pouco mais de 1 milhão de assinaturas em um abaixo-assinado que aprovou a primeira emenda popular da história do país. Assim, tornou o homicídio qualificado em crime hediondo. Depois de cumprir apenas um terço da pena, Pádua foi solto em outubro de 1999. Três semanas depois, Paula conseguiu liberdade.

Agosto marca início da propaganda eleitoral

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A propaganda eleitoral é fundamental durante o período de campanha. Tanto para garantir o direito dos candidatos e ajudar os eleitores a escolher aqueles que apresentarem as melhores propostas para confiar o voto.

Índice de desemprego tem queda em 22 estados do Brasil

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A taxa de desocupação apresentou queda em 22 unidades da federação no 2º trimestre de 2022, frente ao tri anterior, refletindo a redução, disseminada nos estados, do índice nacional de 11,1% para 9,3% no período. Outros cinco estados registraram estabilidade. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral, divulgada hoje (12) pelo IBGE. Já no confronto anual, contra o 2º trimestre de 2021, todas as 27 UFs tiveram queda significativa da taxa de desocupação. O estado do Tocantins registrou o maior recuo do 1º para o 2º tri: menos 3,8 pontos percentual (p.p.), seguido por Pernambuco (3,5 p.p.) Alagoas, Pará, Piauí e Acre também se destacaram, com quedas de cerca de 3 p.p. nos quatro estados. Taxa de desocupação (%) Nas grandes regiões, houve redução da taxa do 1º para o 2º tri, com o Nordeste registrando a maior taxa de desocupação: 12,7%. A região também abriga os três estados com maior índice de desemprego: Bahia (15,5%), Pernambuco (13,6%) e Sergipe (12,7%). Já as menores taxas foram em Santa Catarina (3,9%), no Mato Grosso (4,4%) e no Mato Grosso do Sul (5,2%). Registraram estabilidade o Distrito Federal, o Amapá, o Ceará, o Mato Grosso e Rondônia. A PNAD Contínua Trimestral mostra que, no 2º trimestre de 2022, 73,3% dos empregados do setor privado tiveram a carteira assinada, destaque para Santa Catarina (87,4%), São Paulo (81,0%) e Paraná (80,9%). Na parte debaixo do ranking ficaram Piauí (46,6%), Maranhão (47,8%) e Pará (51,0%). Desocupação entre mulheres e entre pessoas pretas e pardas permanece acima da média nacional   A PNAD Contínua Trimestral mostra, também, que enquanto as taxas de desocupação das pessoas brancas (7,3%) e de homens (7,5%) ficaram abaixo da média nacional (9,3%), as das mulheres (11,6%) e de pessoas pretas (11,3%) e pardas (10,8%) continuaram mais altas no 2º trimestre deste ano. A coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, pondera que, apesar da queda generalizada na taxa de desocupação em diversos recortes, a distância entre homens e mulheres ainda é grande. “A queda foi maior entre as mulheres (2,2 p.p. contra 1,6 p.p. dos homens), porém, não foi o suficiente para diminuir a distância entre eles. A taxa das mulheres é 54,7% maior que a dos homens”, afirma. O recuo disseminado da taxa de desocupação também atingiu o recorte cor ou raça. “Mas a taxa em relação aos pretos e pardos em relação aos brancos aumentou”, explica Beringuy. No recorte por idade, a taxa de desocupação de jovens de 18 a 24 anos recuou. Era 22,8% no 1º tri e foi para 19,3% no 2º trimestre. “Foi, entre as faixas etárias, onde mais caiu. Mas ainda sim, é uma taxa bastante elevada, bem acima da média”, diz. Rendimento cai no Sul, Sudeste e Nordeste na comparação anual No 2º trimestre deste ano, o rendimento médio mensal recebido pelos trabalhadores foi estimado em R$ 2.652, demonstrando estabilidade na comparação com ao 1º tri de 2022 (R$ 2.625). Entretanto, esse valor é 5,1% menor do que o percebido no 2º trimestre de 2021 (R$ 2.794). Comparando com o tri anterior, todas as regiões apresentaram estabilidade. Já no confronto anual, Nordeste, Sul e Sudeste tiveram queda. Mais sobre a pesquisa A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE. Em função da pandemia de Covid-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone desde 17 de março de 2020. É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante. Consulte os dados da PNAD no Sidra.

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