Apenas dois deputados maranhenses assinaram CPMI do Banco Master

BRASÍLIA, 29 de dezembro de 2025 – A CPMI busca apurar denúncias relacionadas ao Banco Master. Na bancada do Maranhão, apenas Duarte Jr e Aluisio Mendes confirmaram apoio. A iniciativa corre no Congresso, na fase de coleta de assinaturas, por meio de requerimento próprio, a fim de reunir o quórum mínimo exigido para instalação. A relação dos que não aderiram é ampla. Não assinaram Allan Garcez, Amanda Gentil, Cleber Verde, Detinha, Fábio Macedo, Hildo Rocha, Josimar Maranhãozinho, Josivaldo JP, Junior Lourenço, Juscelino Filho, Márcio Honaiser, Márcio Jerry, Marreca Filho, Pastor Gil, Pedro Lucas Fernandes e Rubens Pereira Jr. ASSINATURAS E TRÂMITE Para ser instalada, a CPMI precisa do número regulamentar de apoios nas duas Casas. Depois da leitura em plenário, a Mesa indica os membros e define a data da primeira reunião. Em seguida, a comissão vota plano de trabalho, prazos e pedidos de documentos ligados ao Banco Master. Os articuladores tentam ampliar o grupo de signatários no retorno dos trabalhos, pois a adesão majoritária da bancada maranhense ainda não ocorreu. Assim sendo, líderes conversam com indecisos e avaliam ajustes no escopo, a fim de garantir foco e efetividade das apurações envolvendo o Banco Master.
Duarte Junior aplica golpe nos golpistas

A política tem seus próprios rituais de execução, e nem sempre são barulhentos e gritantes. Às vezes, o fim chega disfarçado de declaração de apoio. Quando o deputado Duarte Junior veio a público apoiar o projeto de Orleans Brandão para 2026, citando a gratidão ao governador Carlos Brandão, ele não estava apenas escolhendo um lado. Ele estava jogando mais uma pá de cal sobre o futuro cadáver político de Felipe Camarão. Para entender a situação, é preciso entender a natureza da ambição de Camarão. O projeto de tornar-se governador nunca foi construído sobre pilares de liderança ou apoio popular. Foi erguido sobre a areia movediça da conspiração e do medo. Sua única esperança, sua tábua de salvação, era o caos: a expectativa de que Carlos Brandão seria removido do cargo à força por via judicial. Camarão nunca quis ganhar uma eleição, ele queria herdar um governo no tapetão. É aqui que a linguagem precisa ser brutalmente honesta. Se os aliados de Camarão estão abertamente afirmando que o trunfo para a vitória dele é um golpe, então são golpistas. Não há eufemismo que sanitize essa sacanagem. Quem planeja, defende ou espera por um golpe só pode ser chamado de uma coisa. Como costuma dizer Marco D’Eça: simples assim. Durante meses, essa aposta no caos manteve o cenário político maranhenses em suspense. O medo funcionava. Muitos dos aliados mais fiéis de Brandão hesitavam em levantar a voz e assumir um lado. Até o fim de outubro, muitos se calaram, receosos de que a trama palaciana vingasse. E nesse cenário de covardia generalizada, Duarte Junior era o símbolo perfeito do “indeciso”. Aquele que espera que as coisas se decidam para poder decidir-se. A decisão de Duarte é o atestado de que a estratégia do golpe está fazendo água. Felipe vive um delírio em que acredita ser protagonista. Fala pelos corredores que será candidato ao governo, como se palavras virassem votos. Mas se Braide estalar os dedos, ele recua. Se Brandão piscar, ele some. O vice só teria chance real se assumisse o governo e concorresse com a máquina na mão. O que, convenhamos, é o sonho secreto de quem gostaria que Brandão fosse o fantoche que se recusou a ser, e que Braide, com toda a esperteza, jamais aceitaria. Felipe já anunciou que aceitaria o prefeito como vice. Duarte explicou sua decisão com a palavra que mais falta no vocabulário dos golpistas de ocasião: gratidão. Disse que reconhece o apoio que recebeu de Carlos Brandão nas duas campanhas para a Prefeitura de São Luís (2020 e 2024) e que é hora de retribuir. Brandão foi o único que estendeu a mão, articulou apoios e ajudou o deputado a se firmar na capital, quando muitos do grupo de Dino preferiam vê-lo sangrar. O que está matando as pretensões de Camarão não é apenas a resiliência de Brandão, mas a própria podridão dos métodos utilizados por ele e seu grupo. O entorno do vice-governador se transformou em uma crônica policial de quinta categoria. Chantagens gravadas, falsificações grotescas, traições mútuas. Um espetáculo deprimente de amadorismo e desespero. A política foi substituída pela baixaria. Enquanto o grupo de Camarão se afoga em escândalos e histeria, Brandão joga o jogo da diplomacia e do convencimento. A escolha de Duarte mostra, de forma cristalina, qual método está prevalecendo. É a vitória da política sobre a conspiração. A ironia é dolorosa. Duarte Junior, o mesmo que foi abandonado por Camarão no lançamento de sua campanha em municipal em 2024, agora entrega a cabeça do vice em uma bandeja. Isso expõe a total incapacidade de Felipe Camarão de unir até mesmo aqueles que compartilhavam interesses momentâneos. O movimento de Duarte Junior não é apenas um apoio; é o início da debandada. É o sinal que não há mais medo de abandonar o barco furado de Camarão e correr para os braços de Orleans Brandão. O tempo está se esgotando, e a realidade se impõe de forma impiedosa. Para Felipe Camarão, a declaração de Duarte Junior não foi um revés político. Foi quase que um tiro de misericórdia. O sonho está acabando. Resta apenas aguardar o fim melancólico de uma candidatura que nasceu morta, sustentada artificialmente pela ilusão de um golpe que nunca veio. A debandada começou. E, no fim, Felipe Camarão vai descobrir da pior forma o que Duarte, e outros, já entenderam há muito tempo: em política, quem tenta dar golpe quase sempre é o primeiro a cair.
Bolsonaro é preso por eleitores organizarem vigília

BRASÍLIA, 22 de novembro de 2025 – A PF prendeu preventivamente o ex-presidente Bolsonaro na manhã deste sábado (22), em sua casa, em Brasília. A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes. Segundo a investigação, a motivação foi o chamamento para vigílias religiosas organizadas por apoiadores do ex-presidente. Agentes chegaram cedo ao endereço e cumpriram o mandado sem uso de algemas, por determinação do Supremo. A PF conduziu o ex-presidente à Superintendência no Setor Policial Sul. A medida é cautelar e busca preservar a apuração em curso. Em virtude do teor da decisão, Bolsonaro não foi exposto na operação. O despacho de Alexandre de Moraes cita garantia da ordem pública e risco ao próprio preso. Investigadores apontam a convocação de vigília feita por Flávio Bolsonaro, com mensagens que pediam mobilização contínua. Dessa forma, a possibilidade de concentração diante da residência elevou o nível de alerta das autoridades. DECISÃO E PROCEDIMENTOS A prisão preventiva não tem prazo definido e fica sujeita à decisão judicial responsável. Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por decisão que considerou risco de fuga no processo que apura a trama golpista. Assim sendo, a nova medida substitui o regime domiciliar e mantém a custódia sob supervisão. Após a detenção, o ex-presidente passou por exames de criminalística e foi apresentado à unidade da PF. O local é cercado e possui controle de acesso, o que reduz a chance de aglomeração. Com efeito, a Polícia Federal reforçou protocolos de segurança para garantir a execução da ordem e a integridade de todos. A defesa pode apresentar questionamentos ao Supremo dentro do prazo processual informado. O calendário admite novos embargos e petições da parte interessada. Nesse ínterim, Bolsonaro permanece sob custódia preventiva, enquanto a PF dá sequência às diligências previstas no inquérito que embasa a decisão. Em setembro, a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente e outros réus por tentativa de golpe e delitos correlatos. A pena total fixada para o ex-presidente foi superior a vinte anos, com embargos pendentes. Em síntese, o caso segue com atos processuais e medidas cautelares definidas conforme o andamento dos autos. Palavra-chave: Bolsonaro Legenda:PF prende preventivamente o ex-presidente em Brasília por risco de aglomeração ligado a vigília; ordem é do ministro Alexandre de Moraes.
Flávio Dino concede direito ao silêncio a investigado por CPMI do INSS

BRASÍLIA, 9 de outubro de 2025 – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu parcialmente uma medida cautelar em favor de M.B.S.F., presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (SINDNAPI). O paciente havia sido convocado para prestar depoimento perante a CPMI do INSS no dia 9 de outubro de 2025, em Brasília, sendo o ato questionado pela defesa como constrangimento ilegal. A decisão do Ministro Flávio Dino, relator do Habeas Corpus 262.914, garante que o convocado não seja obrigado a produzir prova contra si próprio. A defesa do paciente alegou que M.B.S.F. figura como investigado de fato, considerando que o SINDNAPI é uma entidade citada em relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) e em apurações da Polícia Federal. Além disso, o conteúdo de requerimentos parlamentares e reportagens o apontam como envolvido em possíveis irregularidades no âmbito da “Operação Sem Desconto”. A defesa alegou que a convocação, formalmente como testemunha, estaria sendo usada como retaliação após sua recusa anterior em comparecer à Comissão. ENTENDIMENTO DO RELATOR MINISTRO FLÁVIO DINO Apesar de não haver nos autos comprovação de que o paciente figure como formalmente investigado em inquérito policial instaurado no STF, o Ministro Flávio Dino avaliou a plausibilidade da pretensão defensiva. Visto que os requerimentos e atos parlamentares sugerem a imputação de conduta potencialmente ilícita ao convocado, há indícios de que o depoimento possa expô-lo à produção forçada de prova contra si. CONDIÇÕES ASSEGURADAS NA OITIVA PELA CPMI DO INSS Portanto, a decisão do Ministro Flávio Dino defere a liminar para assegurar a M.B.S.F., em sua inquirição perante a CPMI do INSS: a) o direito ao silêncio, ou seja, de não responder, querendo, a perguntas a ele dirigidas; b) o direito à assistência plena por advogado durante o ato; e c) o direito de não sofrer constrangimentos físicos ou morais decorrentes do exercício dos direitos anteriores. O comparecimento obrigatório, contudo, foi preservado pelo STF, sob pena de ineficácia prática do próprio instituto das Comissões Parlamentares de Inquérito.
Por que Rodrigo Lago mantém um agressor condenado em cargo público?

SÃO LUÍS, 4 de outubro de 2025 – A política, dizem, é o teatro das hipocrisias, mas o roteiro do deputado Rodrigo Lago (PCdoB) cruzou a linha do escárnio: o parlamentar, que se veste de paladino na tribuna, sustenta em seu gabinete um assessor condenado duas vezes por crimes de violência contra a mulher e descumprimento de medida protetiva. É a foto brutal da dupla moral que assombra a Assembleia Legislativa, onde a retórica inflamada morre à porta dos gabinetes, revelando que a defesa dos direitos femininos, para alguns, é apenas uma estratégia de palco. O servidor Raimundo Nonato Ribeiro Neto foi sentenciado por crimes de violência contra a mulher e por descumprimento de medida protetiva. Incontestavelmente, a situação põe em cheque não apenas a ética do gabinete, mas a própria seriedade do discurso oposicionista que ele encarna. Os dados são inegáveis e estão registrados no Diário da Assembleia. Ocupando a função de secretário executivo, a permanência de Raimundo Nonato foi mantida pelo deputado, mesmo após o registro da condenação em segundo grau pela 3ª Vara Especial de Violência Doméstica e Familiar. Portanto, o fato central aqui não é a nomeação original, mas sim a opção consciente de mantê-lo em posição comissionada, remunerado com dinheiro público, após a Justiça ter se pronunciado de forma definitiva. Com efeito, essa decisão opera em total dissonância com a bandeira levantada por Lago. TENSÃO ENTRE O DISCURSO E A PRÁTICA A ficha criminal do servidor, com suas decisões transitadas em julgado, atesta que não se trata de um mero litígio, mas sim de crimes solidificados pelo veredito judicial. Nesse sentido, manter o condenado na folha de pagamento do Legislativo é percebido como um endosso tácito que minam a autoridade moral do deputado. A pergunta que se impõe, e que ressoa nos corredores da Casa, é esta: como pode um político que se posiciona como ferrenho combatente da violência contra a mulher, em seus atos práticos, decidir proteger um agressor já sentenciado? A denúncia, por outro lado, sugere um delicado exercício de pragmatismo político que supera o imperativo ético. Na luz das câmeras, Rodrigo Lago é o defensor de causas nobres; fora delas, o silêncio sobre a ficha do seu assessor revela uma tolerância conveniente. Além disso, o escândalo força o parlamentar a escolher entre o risco de manter a acusação de hipocrisia ou o custo político da exoneração imediata, que representaria uma admissão de erro. OS DESAFIOS INSTITUCIONAIS DA LIDERANÇA Ademais, a polêmica atinge o coração da instituição, desafiando a própria Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa. A presença de um condenado por violência contra a mulher em cargo comissionado confronta diretamente os valores de proteção que o Parlamento deveria simbolizar. A controvérsia coloca agora a primeira mulher a presidir a Assembleia, deputada Iracema Vale (PSB), diante de um dilema institucional que transcende a política partidária. A permanência do assessor afeta diretamente a credibilidade ética da Casa perante o eleitorado feminino. Em resumo, no vazio ensurdecedor da ausência de explicações do parlamentar, reside a implícita admissão de que, para alguns, a coerência discursiva pode ser uma variável negociável em detrimento de outros cálculos políticos.
Duarte Jr. destina R$ 500 mil para vale-livro em São Luís

SÃO LUÍS, 4 de outubro de 2025 – O deputado federal Duarte Jr. destinou R$ 500 mil em emendas parlamentares para a distribuição de vales-livro na Feira do Livro de São Luís (FeliS) 2025, medida que apoia o acesso ao conhecimento e a transformação social no Maranhão. O deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA) alocou R$ 500 mil, por meio de emendas parlamentares, para a distribuição de vale-livro durante a Feira do Livro de São Luís (FeliS) de 2025. A iniciativa visa beneficiar estudantes, professores e leitores, promovendo o acesso à leitura e o desenvolvimento cultural maranhense. Com efeito, a destinação de recursos para a feira é uma ação recorrente do parlamentar. O deputado tem concentrado esforços para que a leitura se torne um instrumento de inclusão e cidadania. Assim sendo, o aporte à FeliS, com a garantia do vale-livro, concretiza essa diretriz. Conforme declarações do parlamentar, a educação e a leitura representam ferramentas para a transformação social. IMPACTO CIENTÍFICO DA LEITURA Estudos demonstram que a prática constante da leitura está ligada ao desenvolvimento cognitivo e social dos jovens. De fato, o ato de ler estimula o senso crítico e a capacidade intelectual, permitindo ao indivíduo organizar ideias. A leitura não se limita à decodificação de símbolos, mas constitui a aquisição de conhecimento e a formação de um pensamento reflexivo, sendo essencial para a cidadania. DADOS DA FEIRA DO LIVRO A Feira do Livro de São Luís é o principal evento literário do Maranhão, atuando como um ponto de encontro entre o público e o mercado editorial. Em outras palavras, edições recentes do evento, como a 17ª FeliS, registraram o lançamento de mais de 100 obras, além disso, contaram com mais de 50 estandes e realizaram centenas de atividades culturais e formativas. Em suma, com os R$ 500 mil garantidos para o vale-livro, a FeliS de 2025 deverá ampliar o incentivo à leitura e fortalecer a rede educacional. O deputado reforça que manterá a destinação de emendas parlamentares para projetos que estimulem o conhecimento, a leitura e o desenvolvimento dos jovens maranhenses. A distribuição de vale-livro é uma das ações para alcançar este objetivo.
Decisão de Dino suspende PGJ e beneficia Ana Clara Alcântara

SÃO LUÍS, 23 de setembro de 2025 – O ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu na sexta-feira (19) o procedimento aberto pela PGJ do Maranhão sobre suposta negociação para escolha de conselheiro do TCE. A decisão interrompe a apuração local enquanto a PF conduz investigação criminal sobre os mesmos fatos envolvendo Ana Clara Alcântara. Em agosto, a pedido do governador Carlos Brandão, a PGJ instaurou procedimento administrativo para apurar possíveis irregularidades em aposentadorias e indicações ao TCE. A oitiva por vídeo de Ana Clara Alcântara foi marcada para setembro; contudo, não se realizou, pois a suspensão ocorreu na mesma semana e travou os atos seguintes. O procedimento se aproximava de Ana Clara Alcântara. Assim sendo, a diligência prevista buscava colher sua versão no contexto da ação que questiona o rito de escolha pela Assembleia. A decisão do STF, por conseguinte, sustou essa etapa e condicionou novos movimentos à coordenação com a apuração já a cargo da PF. ÂMBITO E COMPETÊNCIA A PGJ informou ao Supremo que o procedimento tinha caráter administrativo, em paralelo à investigação criminal conduzida pela PF. Em virtude disso, Flávio Dino suspendeu o trâmite local. Dessa forma, preserva-se a competência da apuração federal e evita-se duplicidade de diligências sobre os mesmos fatos. O caso avança enquanto o TCE do Maranhão mantém duas cadeiras vagas há cerca de um ano e meio. O debate sobre aposentadorias e indicações começou em março de 2024 e, desde então, acumulou atos e impugnações. Por isso, a coordenação entre esferas é apontada como necessária para assegurar rastreabilidade e efetividade. PRÓXIMOS PASSOS E IMPACTO Com a suspensão, atos e oitivas no procedimento da PGJ ficam parados até nova decisão. A PF segue com diligências criminais. A defesa e a própria Ana Clara Alcântara poderão ser chamadas no curso da investigação federal, a saber, conforme necessidade probatória e agenda definida pelas autoridades.
Diretor do SGB de Inácio Melo, marido de Eliziane Gama, é preso

BRASÍLIA, 19 de setembro de 2025 – A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (17) o diretor de Administração e Finanças do Serviço Geológico do Brasil, Rodrigo Teixeira, em operação que apura organização criminosa no setor de mineração. A investigação aponta corrupção, lavagem e dano ambiental com prejuízo de R$ 1,5 bilhão. O SGB é empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia e é presidido por Inácio Cavalcante Melo Neto, marido da senadora Eliziane Gama. Em virtude da função estratégica, Rodrigo Teixeira integraria decisões sensíveis. Por conseguinte, sua atuação é foco central das diligências da PF. Segundo a PF, o grupo usava empresas interpostas e articulava licenças ambientais fraudulentas. Houve 22 mandados de prisão e 79 buscas. Também foi preso o diretor da Agência Nacional de Mineração, Caio Mário Trivellato Seabra Filho. A apuração mapeia vínculos societários e fluxos financeiros que incluem Rodrigo Teixeira. VALOR E LIGAÇÃO COM O SGB A PF estima ganhos ilícitos de ao menos R$ 1,5 bilhão e identificou projetos com potencial superior a R$ 18 bilhões. Assim sendo, a análise concentra contratos, licenças e pagamentos sob gestão do SGB. Nesse eixo, Rodrigo Teixeira aparece como diretor responsável por áreas administrativas e financeiras. Em outras palavras, o caso une volume expressivo de recursos e posição relevante na estrutura do SGB. Com efeito, novas perícias e oitivas devem definir responsabilidades. A defesa de Rodrigo Teixeira poderá se manifestar no curso do processo, conforme garantias legais e o devido contraditório.