INTERVENÇÃO SEM FIM

Audiência sobre crise na FMF termina sem acordo novamente

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Audiência de conciliação que discutiu a crise administrativa na FMF terminou sem consenso, resultando na remarcação do encontro para o dia 26 de maio.

MARANHÃO, 16 de março de 2026 – A audiência de conciliação que discutiu a crise administrativa na Federação Maranhense de Futebol (FMF) terminou sem consenso nesta segunda (16), resultando na remarcação do encontro para o dia 26 de maio.

A reunião ocorreu por videoconferência, por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foi conduzida pelo juiz Douglas de Melo Martins, responsável pelos processos relacionados à intervenção na entidade.

Participaram do encontro representantes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), do Ministério Público do Maranhão (MPMA), o presidente afastado da FMF, Antônio Américo, a interventora judicial Susan Lucena e o deputado estadual Dr. Yglésio Moisés.

Representantes de clubes maranhenses também estiveram presentes na videoconferência que buscava solução para o impasse administrativo na federação estadual.

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O principal objetivo da audiência era buscar uma solução consensual para encerrar a intervenção judicial na Federação Maranhense de Futebol. O juiz Douglas de Melo Martins apresentou uma proposta que previa a realização de eleições na entidade no prazo de 75 dias.

Apesar da tentativa de conciliação, a proposta apresentada pelo magistrado não foi aceita pela CBF nem pelos demais participantes da audiência. Todos os envolvidos se manifestaram durante o encontro, expondo seus posicionamentos sobre a condução da entidade e os caminhos possíveis para o encerramento da intervenção.

Durante a audiência, a interventora judicial Susan Lucena apresentou um relatório detalhado sobre o trabalho desenvolvido desde o início da intervenção na FMF.

Um dos pontos sensíveis do debate envolve o modelo de gestão provisória atualmente em vigor na federação. A Justiça permite que a interventora judicial e um representante indicado pela CBF atuem simultaneamente na condução da entidade.

A confederação, no entanto, já manifestou posição contrária a esse formato de gestão compartilhada durante as discussões.

A CBF argumenta que as federações estaduais devem atuar com autonomia administrativa, conforme as normas internacionais estabelecidas pela FIFA. A entidade máxima do futebol mundial proíbe interferência externa na gestão das entidades esportivas, incluindo intervenções de órgãos públicos ou do Poder Judiciário.

RISCO DE SANÇÕES INTERNACIONAIS

Segundo a Confederação Brasileira de Futebol, a continuidade da intervenção judicial poderia gerar questionamentos no âmbito internacional. A entidade alerta que a situação atual da Federação Maranhense de Futebol pode resultar em sanções esportivas contra o futebol brasileiro caso haja interpretação de violação das normas da FIFA.

Entre as possíveis penalidades mencionadas estão a exclusão de clubes brasileiros de competições internacionais. Também há risco de restrições à participação da seleção brasileira em torneios organizados pela entidade máxima do futebol mundial.

A CBF defende que as federações devem resolver suas questões internas sem intervenção externa.

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