ILHA ARRECADADORA

Arrecadação de São Luís cresce com R$ 9,5 bilhões em impostos

Compartilhe
SÃO LUÍS
Estudo do IBPT revela que São Luís figura na 28ª posição do ranking, com R$ 9,5 bilhões; São Paulo lidera isoladamente, com 23,1% do total nacional.

SÃO LUÍS, 31 de janeiro de 2026 – Um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) com base em dados da Receita Federal expõe a extrema concentração da arrecadação de tributos no país.

Em 2024, os 100 municípios que mais arrecadaram foram responsáveis por 77,6% de tudo o que foi recolhido, embora representem apenas 36,4% da população brasileira. Juntos, esses municípios somaram mais de R$ 1,9 trilhão.

A liderança absoluta é de São Paulo (SP), que arrecadou sozinha R$ 581,2 bilhões, valor equivalente a 23,1% do total nacional. A sequência do ranking é formada por Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Osasco (SP), reforçando a predominância de arrecadação nas regiões Sudeste e Sul.

São Luís e Santo Antônio dos Lopes em destaque no Maranhão

No estado do Maranhão, a capital, São Luís, ocupa a 28ª posição no ranking nacional, com uma arrecadação total de R$ 9.577.659.668,42 ao longo de 2024.

Outro município maranhense que aparece entre os cem primeiros em um critério específico é Santo Antônio dos Lopes, que figura na 81ª colocação quando se analisa a arrecadação per capita, com R$ 21.908,76 por habitante.

Inscreva-se e não perca as notícias

Segundo João Eloi Olenike, presidente-executivo do IBPT, a concentração de municípios arrecadadores no Sul e Sudeste está diretamente ligada à presença de polos industriais, comerciais e logísticos nessas regiões.

Cidades como Jundiaí, Sorocaba, Joinville, Itajaí, Curitiba, Osasco, Barueri e Campinas são citadas como exemplos dessa dinâmica econômica.

Quando a análise muda para o valor arrecadado por pessoa, o cenário se altera. A liderança do ranking per capita é de Barueri (SP), com R$ 110,4 mil por habitante. São Paulo (SP), líder em volume total, cai para a 12ª posição neste indicador, com R$ 48.854,61 por pessoa, atrás de cidades como Itajaí (SC), Osasco (SP) e Brasília (DF).

O IBPT ressalta que esse panorama pode mudar nos próximos anos com a implementação da reforma tributária. Atualmente, os impostos são majoritariamente cobrados na origem (onde os bens são produzidos), o que beneficia cidades com grande base industrial.

Com as novas regras, a tendência é que a cobrança passe a ocorrer no destino (onde o consumo acontece), o que pode redistribuir receitas para municípios mais populosos.

Os 10 municípios que mais arrecadaram tributos em 2024:

  • São Paulo (SP): R$ 581,2 bilhões
  • Rio de Janeiro (RJ): R$ 306,9 bilhões
  • Brasília (DF): R$ 180,1 bilhões
  • Belo Horizonte (MG): R$ 54,7 bilhões
  • Osasco (SP): R$ 50,2 bilhões
  • Curitiba (PR): R$ 44,5 bilhões
  • Barueri (SP): R$ 36,5 bilhões
  • Porto Alegre (RS): R$ 33,7 bilhões
  • Itajaí (SC): R$ 27,1 bilhões
  • Campinas (SP): R$ 26 bilhões
Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x