INVASÃO VENENOSA

Aparições de animais peçonhentos crescem no Maranhão

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ANIMAIS PEÇONHENTOS
Escorpiões e serpentes lideram ocorrências registradas em 2025. Autoridades reforçam capacitação de profissionais de saúde e ampliam acesso a soros antivenenos.

MARANHÃO, 16 de março de 2026 – O Maranhão registrou 6.529 acidentes com animais peçonhentos em 2025, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação.

As ocorrências envolvem principalmente escorpiões e serpentes e motivaram ações da Secretaria de Estado da Saúde para ampliar o atendimento e o acesso a soros antivenenos. Parte dos casos exigiu tratamento hospitalar.

Entre os registros, os escorpiões aparecem como principais responsáveis pelos acidentes, com 3.137 ocorrências. Em seguida surgem as serpentes, com 1.728 casos, além de abelhas, aranhas e lagartas. Os dados apontam que aproximadamente 45% das vítimas precisaram receber soro e permanecer internadas para tratamento adequado.

Diante do aumento do risco de acidentes com animais peçonhentos durante o período chuvoso, a Secretaria de Estado da Saúde promoveu a capacitação “Manejo de Acidentes por Animais Peçonhentos no Maranhão”. A atividade ocorreu entre os dias 12 e 13 de março, no Praia Mar Eventos, em São Luís, e reuniu profissionais da rede pública de saúde.

A capacitação contou com parceria do Ministério da Saúde e teve como público médicos, enfermeiros e outros profissionais do Sistema Único de Saúde. O objetivo foi fortalecer o diagnóstico e o tratamento de vítimas de acidentes com animais peçonhentos em áreas urbanas, rurais e também em comunidades indígenas.

Especialistas apresentaram conteúdos sobre epidemiologia desses acidentes no Brasil e no Maranhão, além de orientações sobre identificação de serpentes, escorpiões, aranhas e outros animais de importância médica. Também foram discutidos protocolos de diagnóstico clínico, uso de soros antivenenos e análise de casos clínicos.

A iniciativa também integra uma estratégia voltada à ampliação do acesso aos soros antivenenos em regiões com maior vulnerabilidade. A medida prioriza territórios indígenas e comunidades localizadas na área da Amazônia Legal, onde o atendimento pode exigir maior deslocamento.

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