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Antônio Américo agora é afastado administrativamente da FMF

Andre Reis
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Antônio FMF
Antônio Américo foi retirado do cargo por 60 dias após decisão em assembleia, que também reprovou as contas e instaurou comissão para análise definitiva do caso

SÃO LUÍS, 29 de abril de 2026  Antônio Américo foi afastado por 60 dias da presidência da Federação Maranhense de Futebol (FMF) após decisão tomada em Assembleia Geral nas últimas horas, com participação de clubes e ligas, em São Luís.

A medida ocorreu de forma cautelar, enquanto uma comissão processante analisará o caso. O dirigente já estava afastado judicialmente desde agosto do ano passado.

Além disso, a assembleia criou uma comissão interna formada pelos clubes Sampaio, IAPE e Lago Verde. O grupo terá prazo de até 60 dias para ouvir a defesa de Antônio Américo e decidir sobre um possível afastamento definitivo. A deliberação ocorreu de forma unânime entre os participantes.

Também durante a reunião, os membros analisaram as contas de Antônio Américo referentes ao exercício de 2025. As contas do ex-presidente foram reprovadas. Por outro lado, as contas da intervenção no mesmo período receberam aprovação unânime dos participantes.

A intervenção na FMF permanece em vigor desde agosto de 2025, quando a defesa de Antônio Américo levou o caso ao Supremo Tribunal Federal. Desde então, não houve eleição para escolha de um novo presidente da entidade, o que mantém a atual situação administrativa.

Procurado para comentar a decisão, Antônio Américo afirmou que o caso está sob análise judicial. Ele destacou que o processo segue no Judiciário maranhense e também no Supremo Tribunal Federal, sem apresentar outros detalhes sobre a situação.

PEDIDO DA CBF AO STF

Nesta semana, a Confederação Brasileira de Futebol solicitou ao Supremo Tribunal Federal o encerramento imediato da intervenção judicial na FMF. O pedido foi encaminhado diretamente ao ministro Flávio Dino, com solicitação de indicação de um interventor exclusivo.

Segundo a entidade, a medida busca garantir a autonomia da federação e restabelecer a normalidade institucional. A CBF argumenta que houve descumprimento de decisão anterior do STF, além da ausência de um cronograma para encerramento da intervenção.

Ainda conforme a confederação, foi sugerida a renúncia dos dirigentes e a realização de novas eleições. No entanto, a entidade aponta que essa proposta contraria uma decisão anterior do próprio Supremo Tribunal Federal sobre o caso envolvendo Antônio Américo.

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