SÃO LUÍS, 12 de abril de 2024 – A qualidade do ar de São Luís está piorando, porém a Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema) e o Centro das Indústrias do Estado do Maranhão (Ciema), esclarecem que os números não são tão ruins como os divulgados pela Rede de Monitoramento de Qualidade do Ar do DISAL (Distrito Industrial).
O vice-presidente da FIEMA, Claudio Azevedo, diz que há estudos da UFMA apontando que o aumento de 70% da frota de veículos da capital, junto com as mudanças climáticas, é uma das explicações para a variação das doenças respiratórias na capital maranhense.
Números do DETRAN/MA, apontam que a Ilha de Upaon-Açu possui quase 600 mil veículos registrados, sendo 497.398 em São Luís, 57.558 em São José de Ribamar, 36.384 em Paço do Lumiar e 7.263 na Raposa.
Em percentual, mais de 25% da frota do estado está concentrada na Grande Ilha. O Maranhão possui 2,176,339 milhões de veículos registrados.
De acordo com a FIEMA e CIEMA, a empresa Tetra Tech foi contratada para avaliação da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar (RamoAr) do Distrito Industrial de São Luís, em virtude da discordância dos dados divulgados pela Secretaria de Estado de Indústria e Comércio do Maranhão (Seinc), em 2023.
O estudo observou requisitos e recomendações técnicas nacionais e internacionais, constatando que o relatório da secretaria é incompleto e impreciso.
Na avaliação foi apurado que das 36 estações compactas que deveriam ser instaladas em toda a cidade, apenas 06 foram implantadas nos bairros Anjo da Guarda, Santa Bárbara, Vila Maranhão, Vila Sarney, Pedrinhas e Coqueiro.
Sendo que a unidade de referência móvel, de alta precisão para medição não foi instalada e nem disponibilizada para o monitoramento.
Em relação aos resultados gerados pela RamoAr, avaliou-se que os números brutos possuem aumentos e reduções expressivos, mostrando a discrepância dos resultados ora com valores altíssimos e ora com valores abaixo do limite de detecção.