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Alcolumbre mantém quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

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Alcolumbre CPMI
Alcolumbre rejeita recurso da base e confirma votação que aprovou acesso a dados bancários e fiscais e mantém quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS.

BRASÍLIA, 03 de março de 2026 – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu nesta terça (3) manter a votação da CPMI do INSS que aprovou, na semana passada, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Alcolumbre informou ter analisado, com a Advocacia do Senado, o recurso apresentado por parlamentares da base governista que pediam a anulação da votação simbólica. Eles alegaram que nem todos os votos contrários à medida teriam sido contabilizados. Ao ler a decisão, o presidente afirmou que “a suposta violação das normas regimentais não se mostra evidente e inequívoca”.

Segundo ele, o painel registrava a presença de 31 parlamentares no momento da deliberação, o que fixaria a maioria em 16 votos.

“Desta forma, ainda que se considere que o presidente da CPMI se equivocou na contagem daqueles que se levantaram contra os requerimentos, o número de votantes contrários demonstrado pelos autores não seria suficiente para ganhar a deliberação.”

A votação foi realizada em bloco e de forma simbólica, em meio a tumulto, e terminou com 14 votos favoráveis e sete contrários. Parlamentares da base governista acusaram o presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), de fraude, ao alegar que 14 integrantes teriam se manifestado contra a quebra de sigilo, e ameaçaram recorrer ao Conselho de Ética.

LULINHA

O pedido de quebra de sigilo foi apresentado pelo relator, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Ele sustenta que a medida é necessária para apurar a suposta entrada de R$ 300 mil vinculada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Lulinha foi mencionado nos inquéritos policiais da Operação Sem Desconto como um dos possíveis beneficiários do esquema de desvios. Mesmo que seja citado nas investigações, o filho do presidente não foi alvo direto da Polícia Federal (PF).

Antunes, com quem Lulinha teria conexão empresarial, é tido como intermediador do esquema de descontos indevidos. O “Careca do INSS” teria recebido os valores e enviado aos servidores envolvidos.

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