
BRASÍLIA, 18 de abril de 2026 — O Ministério das Mulheres do governo do presidente Lula divulgou, neste mês, o Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero. A pasta afirmou que o objetivo é orientar profissionais do setor público sobre práticas de linguagem que promovam a igualdade de gênero.
O material é composto de 54 páginas. Ele integra as ações do Pacto Brasil contra o Feminicídio.
O documento é destinado a comunicadores governamentais. Ele recomenda o uso de expressões que contemplem todos os gêneros. Um exemplo é “bom dia a todos e todas”. Além disso, o guia sugere substituir termos masculinos por palavras neutras.
Por exemplo, trocar “cidadãos” por “população”. O documento defende que a comunicação exerce papel central na mudança cultural e social.
O governo enfatiza que a neutralidade na comunicação estatal é inviável. A justificativa é que toda escolha de linguagem reflete posicionamentos políticos e sociais. “Você já está fazendo política por meio de suas escolhas”, explicou o guia.
O documento cita decisões como definir quem fala, quem aparece e quem é invisibilizado. A cartilha também destaca que a predominância do masculino como padrão linguístico é fruto de uma herança cultural. Essa herança, segundo o texto, privilegia o patriarcado.
O guia afirma que transformar a linguagem é fundamental para superar essas estruturas. O documento apresenta exemplos práticos para substituir frases consideradas sexistas.
O material organiza suas orientações em sete eixos principais. Esses eixos incluem a promoção da igualdade e o uso de dados com recorte de gênero e cor de pele. Outros eixos são a prática da interseccionalidade e a adoção de linguagem não sexista.







