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Empresário de ônibus em São Luís é preso por golpe via Pix

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Empresário consórcio
Beneficiário do Bolsa Família passa a administrar empresas de transporte em São Luís com dívida milionária, segundo registros e investigação judicial.

SÃO LUÍS, 10 de abril de 2026 – Um jovem de 26 anos, morador da periferia de Fortaleza, tornou-se sócio-administrador de empresas de transporte em São Luís, mesmo recebendo R$ 600 mensais do Bolsa Família. A mudança ocorreu após a transferência das cotas por Deborah Piorski Ferreira, segundo registros da Junta Comercial do Maranhão.

Identificado como Willame, ele assumiu a gestão de duas empresas que operam ônibus na capital maranhense. Conforme documentos analisados, a negociação envolveu valores declarados como pagos à vista, apesar de incompatíveis com a renda vinculada ao Bolsa Família.

Deborah Piorski Ferreira, responsável pela venda das cotas, é filha do empresário Pedro Paulo Pinheiro Ferreira, conhecido como PP. Ele atua no setor de transporte rodoviário em São Luís e também possui negócios na área de mineração.

Até janeiro de 2024, PP figurava como sócio e administrador das empresas atualmente em recuperação judicial. A ação aponta que ele seria o verdadeiro controlador do grupo econômico, mesmo após a alteração formal na estrutura societária.

Segundo registros apresentados no processo, há suspeita de que Willame tenha sido colocado como administrador para atuar como “escudo” jurídico. Dessa forma, ele assumiria eventuais responsabilidades decorrentes de condenações civis e criminais.

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CRISE FINANCEIRA E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

De acordo com o Ministério Público, o Consórcio Via SL enfrenta dificuldades operacionais desde novembro de 2025. Naquele período, trabalhadores paralisaram integralmente a frota, cobrando salários atrasados e benefícios não pagos.

Além disso, o grupo entrou com pedido de recuperação judicial em 10 de novembro de 2025. A defesa alegou que a falta de reajuste adequado da tarifa de transporte entre 2022 e 2025 contribuiu para a crise financeira.

O processo tramita na 1ª Vara de Paço do Lumiar e ainda está em fase inicial. Um novo administrador judicial foi nomeado em março, enquanto a empresa relata bloqueios bancários, penhoras de veículos e aumento da inadimplência.

GOLPE DO PIX EM PIZZARIA

Willame, beneficiário do Bolsa Família, também possui registros policiais no Ceará. Em depoimento recente, após prisão em flagrante por suspeita de golpe com falsos comprovantes de Pix, ele afirmou ser usuário de drogas há cerca de cinco anos.

Segundo a ação judicial, a transferência das empresas ocorreu em meio ao agravamento da crise financeira. A medida teria como objetivo direcionar possíveis responsabilizações ao novo administrador vinculado ao Bolsa Família.

Procurados, o gerente do consórcio e a advogada responsável pela recuperação judicial não responderam aos contatos. O espaço permanece aberto para manifestação sobre o caso envolvendo o Bolsa Família.

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