
BRASÍLIA, 07 de abril de 2026 – De 2022 até março de 2026, o governo federal desembolsou R$ 37 milhões com despesas relacionadas a ex-presidentes da República. O montante foi inclui custos com assessores, motoristas e serviços de comunicação.
A ex-presidente Dilma Rousseff, que comandou o país entre 2011 e 2016, concentra o maior volume de gastos no período, com R$ 7,9 milhões. Em 2025, sozinha, suas despesas somaram R$ 2,3 milhões. Atualmente, ela preside o Banco do Brics e vive na China desde 2023.
Na sequência aparece o ex-presidente Fernando Collor de Mello, com R$ 7,6 milhões no intervalo analisado. Mesmo em prisão domiciliar desde maio de 2025, os custos associados a Collor permaneceram elevados: apenas no ano passado, foram R$ 2,2 milhões.
O ex-presidente Jair Bolsonaro acumula R$ 5,1 milhões desde que deixou o cargo, em 1º de janeiro de 2023. Os gastos foram mantidos mesmo depois de sua prisão. Nos três primeiros meses de 2025 — período em que passou a cumprir pena na Papudinha —, foram empenhados R$ 187.654.
A tendência é de aumento dessas despesas depois de uma decisão da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, que determinou a reintegração de veículos à sua estrutura, além de assegurar a manutenção dos demais benefícios concedidos a ex-presidentes.
Michel Temer aparece em seguida, com R$ 5,4 milhões. Embora o valor supere o de Bolsonaro, o emedebista recebe os benefícios desde 2022, enquanto os registros do ex-presidente mais recente começam apenas em 2023.
Completam a lista José Sarney, com R$ 4,1 milhões, e Fernando Henrique Cardoso, com R$ 3,3 milhões no período.
O levantamento, realizado pelo portal R7 com base em registros compilados pela Casa Civil, também inclui despesas com o presidente Lula antes de seu retorno ao Palácio do Planalto.
Entre 2022 e o momento anterior à posse, em 2023, os gastos com o petista somaram R$ 1,8 milhão.







