
SÃO LUÍS, 06 de abril de 2026 – Documentos sobre o encerramento das operações do Banco Master ficarão sob sigilo por oito anos. A decisão partiu do Banco Central (BC). A medida foi formalizada em novembro de 2025 pelo presidente Gabriel Galípolo. Dessa forma, os processos só estarão disponíveis ao público em novembro de 2033.
Segundo o órgão, a divulgação antecipada desses arquivos poderia ameaçar a estabilidade financeira do país. Além disso, há riscos para investigações ou fiscalizações em andamento. Possíveis impactos nas atividades de inteligência também justificam a restrição.
No fim de março, o ministro Jhonatan de Jesus, relator do Tribunal de Contas da União (TCU) para o caso, pediu esclarecimentos ao BC. Ele solicitou que o órgão detalhe quais documentos ou trechos devem permanecer restritos.
O despacho foi expedido no dia 24 de março. O objetivo é saber quais materiais anexados ao processo estão disponíveis. A medida busca justificar a necessidade do sigilo.
LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL
O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025. O órgão citou “grave crise de liquidez” como motivo. Inclusive, apontou “graves violações” às regras do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
A autoridade monetária informou, em nota oficial, que o conglomerado teve comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira. Portanto, o regime especial foi decretado.
Também passaram por liquidação o Banco Master de Investimento S/A. O mesmo ocorreu com o Banco Letsbank S/A e a Master S/A Corretora de Câmbio. Dados do BC mostravam que o grupo Master detinha 0,57% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional.
O conglomerado respondia por 0,55% das captações totais do sistema.







