
MARANHÃO, 03 de abril de 2026 – O Instituto Veritá, que incluiu um candidato morto em pesquisa eleitoral de 2024, divulgou em 2026 um novo levantamento com inconsistências técnicas. Em 2024, uma pesquisa eleitoral incluiu o ex-prefeito João Castelo, falecido em 2016, no questionário. Ao mesmo tempo, candidatos de outros partidos foram excluídos.
Já neste ano de 2026, o estudo, registrado no TSE sob o número MA-03916/2026, ocorreu entre 13 e 19 de março, com 1.525 eleitores em 35 municípios do Maranhão. Auditoria independente identificou falhas no plano amostral.
A pesquisa eleitoral utilizou cotas por sexo, idade, escolaridade e renda, com base em dados do IBGE e do TSE. No entanto, a análise técnica apontou incoerências na distribuição da amostra. Dessa forma, o levantamento não respeita a proporcionalidade do eleitorado, o que pode distorcer os resultados da pesquisa eleitoral.
A auditoria identificou concentração excessiva de entrevistas nas regiões Norte e Oeste. Essas áreas receberam peso acima do proporcional ao eleitorado. Por outro lado, as regiões Centro, Leste e Sul ficaram sub-representadas na pesquisa eleitoral.
Na região Oeste, que possui 20,7% do eleitorado, a pesquisa eleitoral registrou 31,2% das entrevistas. Esse desvio de 10,5 pontos percentuais amplia o peso da região no resultado final. Com isso, a amostra pode favorecer candidatos com maior presença local.
Além disso, a região Norte apresentou participação de 46,6% na amostra, apesar de representar 40% do eleitorado. Houve concentração de entrevistas na Grande Ilha, com 32,1% da amostra, mesmo com participação de 19,2% no eleitorado.
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DISTORÇÕES EM OUTRAS REGIÕES
A região Central teve participação de 6,9% na amostra, embora represente 14% do eleitorado. Essa diferença reduz a influência eleitoral da região na pesquisa eleitoral. Portanto, a leitura do comportamento local fica comprometida.
Na região Leste, a participação foi de 12,5%, enquanto o eleitorado corresponde a 20,4%. A auditoria apontou distorções internas, com cinco entrevistas em Timon e 56 em Chapadinha. Além disso, Caxias e Codó tiveram amostras abaixo do esperado.
Já a região Sul apresentou 2,8% da amostra, apesar de representar 4,9% do eleitorado. Microrregiões como Porto Franco e Chapada das Mangabeiras não foram incluídas. Assim, a pesquisa eleitoral apresenta falha de cobertura.
FALHAS TERRITORIAIS E IMPLICAÇÕES
A auditoria também identificou ausência de áreas relevantes na amostra. Microrregiões como Rosário e Gurupi não foram contempladas. Dessa forma, a abrangência territorial da pesquisa eleitoral fica comprometida.
Segundo a nota técnica, o levantamento não atende aos critérios mínimos de representatividade estatística. Por isso, os resultados refletem a estrutura da amostra, e não a composição real do eleitorado.
Na Justiça Eleitoral, pesquisas podem ser impugnadas quando apresentam falhas técnicas. A Resolução TSE nº 23.600/2019 estabelece critérios para garantir a confiabilidade da pesquisa eleitoral.







