ALÍVIO NA BOMBA

Maranhão adere a subsídio federal para conter alta do diesel

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Maranhão diesel
Maranhão e 19 estados apoiam proposta que prevê benefício de R$ 1,20 por litro de diesel importado; medida será dividida igualmente e terá validade de 2 meses.

MARANHÃO, 1º de abril de 2026 – O Maranhão está entre os estados que já sinalizaram apoio à proposta do governo federal para conter a alta do diesel no país. A iniciativa prevê a concessão de um subsídio a importadores do combustível e surge em meio ao aumento expressivo dos preços provocado por fatores internacionais, como o conflito no Oriente Médio.

Ao todo, pelo menos 20 estados já indicaram adesão à medida. Além do Maranhão, integram a lista unidades como Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Outros estados ainda não se manifestaram, enquanto o Distrito Federal já declarou ser contrário à proposta.

Pela proposta apresentada aos governadores, será concedido um benefício de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio. Esse valor será dividido igualmente entre a União e os estados, com R$ 0,60 arcados por cada parte.

O acordo terá validade inicial de dois meses. Nesse período, a perda estimada de arrecadação para os estados, incluindo o Maranhão, é de cerca de R$ 1,5 bilhão. A compensação ocorrerá por meio da retenção de parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

MUDANÇA NA PROPOSTA INICIAL

Diferentemente da versão original, os estados não precisarão zerar o ICMS sobre o diesel. A proposta anterior, que previa a redução do imposto, foi rejeitada por secretários estaduais de Fazenda.

Eles apontaram risco de perda significativa de receita para serviços públicos e incerteza sobre a efetiva redução dos preços ao consumidor.

IMPACTOS NO MARANHÃO

No Maranhão, o transporte rodoviário é fundamental para o abastecimento e a economia. Por isso, o aumento do diesel tem efeito direto sobre o custo de vida da população. O combustível é essencial para o escoamento da produção agrícola, transporte de mercadorias e mobilidade urbana.

Com a alta recente, há impacto em cadeia, atingindo fretes, alimentos e serviços. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam que o preço do diesel no Brasil já acumula alta de 23,55% desde o início da crise internacional.

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