CAÇA AO GOVERNADOR

PGR rejeita afastamento de Brandão e esvazia acusação no STF

Compartilhe
PGR Brandão
Parecer da PGR aponta ausência de provas suficientes para afastar o governador do Maranhão Carlos Brandão e destaca cumprimento posterior de decisões judiciais.

MARANHÃO, 31 de março de 2026 – A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou, na segunda (30), contra o pedido de afastamento do governador do Maranhão, Carlos Brandão, no âmbito da Reclamação nº 69.486 em tramitação no Supremo Tribunal Federal. O posicionamento ocorreu por meio de parecer técnico que analisou as acusações apresentadas no processo.

O documento, assinado pela subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques, reconhece a gravidade de parte dos fatos relatados. No entanto, a Procuradoria sustenta que não há comprovação suficiente de descumprimento de decisões judiciais que justifique o afastamento do chefe do Executivo estadual.

O pedido de afastamento foi apresentado pelo PCdoB, que apontou suposta manutenção indireta de familiares do governador em funções públicas. Segundo a ação, isso teria ocorrido mesmo após decisões do ministro Alexandre de Moraes determinando exonerações.

Entre os elementos citados estão o uso de aeronave oficial, declarações de vereadores e indícios de atuação informal em órgãos do governo. Ainda assim, a PGR afirmou que os fatos não comprovam de forma incontestável o exercício efetivo de cargos públicos nem o descumprimento deliberado das decisões judiciais.

Além disso, o parecer aponta que houve resistência inicial no cumprimento das determinações. Contudo, destaca que o governo estadual formalizou posteriormente as exonerações exigidas, o que enfraquece a tese de desobediência continuada.

A Procuradoria também registrou preocupação com o uso da reclamação constitucional como instrumento de disputa política. Segundo o órgão, esse tipo de ação não deve ser utilizado como extensão de conflitos entre adversários, sob risco de comprometer o sistema judicial.

O documento reforça que o afastamento de um governador exige provas robustas e inequívocas, o que não foi identificado no caso analisado. Dessa forma, a PGR concluiu pela rejeição do pedido de afastamento.

Por fim, o parecer ressalta que os fatos narrados ainda podem ser apurados em instâncias competentes. Caso confirmados, eles poderão gerar responsabilização nas esferas civil ou penal, conforme previsto na legislação vigente.

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x