
BRASIL, 30 de março de 2026 – O Poder Judiciário gastou R$ 718,6 milhões em 2025 com auxílio-saúde para magistrados ativos e inativos. A apuração é do portal Poder360. Esse valor cobre planos de saúde e reembolsos de despesas médicas e odontológicas. O pagamento ocorre diretamente na conta dos beneficiários.
Na prática, o auxílio costuma ser pago sem incidência de Imposto de Renda. Além disso, a partir de abril de 2026, ele ficará fora do limite de até 70% acima do teto constitucional. Esse teto hoje é de R$ 46.366,19. A decisão partiu do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os dados são considerados subestimados, pois parte dos tribunais não detalha verbas classificadas como indenizatórias. Há ainda órgãos que não enviaram todos os meses de 2025 ao Conselho Nacional de Justiça. Esse conselho é o responsável por compilar os contracheques.
O Tribunal de Justiça de São Paulo lidera os gastos com auxílio-saúde. Em seguida, aparecem Minas Gerais e Paraná. Em Rondônia, quatro juízes receberam mais de R$ 1 milhão em um único mês apenas com esse benefício. Esse valor elevou os rendimentos ao recorde do ano.
Em março, o STF autorizou o pagamento de benefícios a juízes e membros do Ministério Público. Esse adicional pode chegar a 70% acima do teto. Dessa forma, a remuneração pode atingir cerca de R$ 78,8 mil mensais. O cálculo inclui penduricalhos e a retomada do quinquênio, benefício extinto nos anos 2000.
Mesmo com a fixação do limite, o auxílio-saúde não entra nesse cálculo. Também ficam fora itens como 13º salário, adicional de férias, abono de permanência e gratificação por acúmulo de funções eleitorais.
Levantamento de entidades mostra que carreiras do Judiciário e do Ministério Público receberam R$ 14,7 bilhões acima do teto em um ano. Com as novas regras, a estimativa é de economia de R$ 7,3 bilhões.
Ainda devem ser gastos cerca de R$ 7,4 bilhões anuais com esses benefícios.







