MANOBRA SUSPEITA

TRE suspende julgamento do maior escândalo eleitoral do MA

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TRE adiado
Relator adia análise de processo no TRE que pode cassar prefeito e vice após apontar fato novo em ação relacionada ao caso em tramitação na Corte.

NOVA OLINDA DO MARANHÃO, 27 de março de 2026 – O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE) suspendeu, nesta quinta (26), o julgamento do processo que pode resultar na cassação do prefeito de Nova Olinda do Maranhão, Ary Menezes, e do vice Ronildo da Farmácia. A medida ocorreu após o relator Marcelo Oka apontar a existência de um fato novo ligado a outra ação.

A suspensão foi solicitada pelo relator e aceita pelo presidente da Corte, desembargador Paulo Velten. Com isso, a análise do caso foi interrompida no momento em que o processo estava em pauta no TRE, adiando a deliberação sobre as acusações apresentadas.

O processo estava em fase de julgamento e poderia resultar na perda dos mandatos dos gestores municipais. No entanto, o relator considerou necessário aguardar desdobramentos de outro processo relacionado, o que motivou o adiamento da análise pelo colegiado.

O Ministério Público Eleitoral já havia se manifestado no caso, defendendo a cassação com base em provas reunidas ao longo da investigação. Entre os elementos apresentados, estão documentos, registros audiovisuais e depoimentos anexados ao processo.

As denúncias envolvem suspeitas de compra de votos por meio de transferências via Pix, pagamentos em dinheiro e distribuição de materiais de construção. Além disso, relatos apontam possíveis ameaças contra eleitores durante o período eleitoral.

Os autos do processo incluem comprovantes de transações financeiras, vídeos e depoimentos que sustentam as acusações. Também há registros de contradições identificadas em argumentos apresentados pela defesa dos investigados ao longo da tramitação.

Dessa forma, o julgamento permanece suspenso até nova deliberação do TRE-MA. A paralisação interrompe temporariamente a análise das provas e o posicionamento definitivo do colegiado sobre o caso.

Caso a cassação seja confirmada ao fim do julgamento, a legislação eleitoral prevê a perda dos mandatos, inelegibilidade por oito anos e a realização de novas eleições no município.

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