
MARANHÃO, 26 de março de 2026 – O deputado estadual Yglésio denunciou, nesta quarta (25), na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, pratica chantagem política contra lideranças maranhenses.
A declaração ocorreu durante discurso em que o parlamentar defendeu a criação de uma CPI para investigar movimentações financeiras do vice-governador Felipe Camarão.
Além disso, Yglésio relacionou a denúncia ao debate sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito, que já possui três assinaturas. Segundo ele, a proposta busca apurar movimentações financeiras atribuídas a Felipe Camarão no período em que ocupou o cargo de secretário de Estado da Educação do Maranhão.
DENÚNCIA CITA NOMES DE POLÍTICOS
Durante o pronunciamento, Yglésio afirmou que Flávio Dino utiliza sua posição no STF para influenciar decisões políticas no Maranhão. De acordo com o deputado, a suposta chantagem envolve parlamentares que respondem a processos sob relatoria do ministro na Corte.
O parlamentar citou nominalmente o senador Weverton Rocha, do PDT, e os deputados federais Juscelino Filho e Josimar de Maranhãozinho. Conforme declarou, esses políticos estariam sendo pressionados em razão de investigações em tramitação no Supremo Tribunal Federal.
Ainda segundo Yglésio, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes também seria alvo de tentativa de pressão. Ele afirmou que há movimentações para incluir nomes em investigações, com o objetivo de direcionar a relatoria e ampliar a influência política.
Ao detalhar a acusação, Yglésio declarou que houve uso de página apócrifa para inserir o nome de Weverton Rocha em inquérito no Supremo. Segundo ele, a estratégia permitiria que Flávio Dino assumisse a relatoria e utilizasse o caso como instrumento de pressão política.
Em seguida, o deputado afirmou que a prática teria ocorrido com outros parlamentares citados. Ele também fez críticas a posicionamentos favoráveis ao Supremo Tribunal Federal, ao comentar o cenário político e institucional durante seu discurso.







