
SÃO LUÍS, 25 de março de 2026 – A Justiça determinou a suspensão total das atividades da Valen Fertilizantes & Armazéns LTDA nesta terça (24), em São Luís, na Vila Maranhão. A medida ocorreu após audiência que apontou riscos ambientais causados por resíduos químicos. A decisão exige ações imediatas de contenção para evitar danos à comunidade e ao meio ambiente.
De acordo com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, a ausência de estruturas adequadas, como tanques de contenção e sistemas de drenagem, mantém o risco de contaminação na área. Além disso, o órgão alertou que a retirada de cerca de 60 mil toneladas de material pode provocar novos derramamentos.
Durante diligências na Rua Arapapaí, o Ministério Público identificou o escoamento de um líquido marrom que causava ardência nos olhos dos moradores. Por isso, o promotor Cláudio Alencar destacou a necessidade de interromper a operação diante da incerteza técnica sobre a segurança do processo.
A decisão judicial determinou que a Valen Fertilizantes suspenda também a retirada dos materiais armazenados. A retomada só poderá ocorrer após nova vistoria da SEMA, prevista para 13 de abril de 2026, desde que sejam comprovadas condições seguras.
Até o momento, a defesa da Valen Fertilizantes não apresentou manifestação pública sobre a decisão. Enquanto isso, o processo segue com acompanhamento dos órgãos ambientais e do Ministério Público.
Além da paralisação, a Justiça determinou que a Valen Fertilizantes forneça diariamente água mineral à população atingida. A empresa também deverá garantir o abastecimento de caixas d’água e organizar atendimento de saúde para 77 famílias impactadas.
O plano inclui a realização de exames clínicos e toxicológicos conforme avaliação médica.
O caso teve início em fevereiro, quando ocorreu vazamento de substâncias como sulfato de amônia e ureia. Segundo relatórios técnicos, os produtos estavam armazenados sem proteção adequada e foram arrastados pelas chuvas, ampliando a contaminação.
Inclusive, fiscalizações identificaram que a empresa realizava obras de grande porte sem alvará de construção.
As equipes também verificaram a existência de canaletas que despejavam resíduos diretamente no meio ambiente.







