RASTRO MILIONÁRIO

Amiga de Lulinha recebeu milhões de empresário do Maranhão

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Empresário Lulinha
Relatório aponta repasses feitos por empresas ligadas a empresário do Maranhão investigado por fraudes; defesa afirma que valores são de serviços regulares.

MARANHÃO, 19 de março de 2026 – A empresa de consultoria de Roberta Luchsinger recebeu R$ 4,1 milhões de empresas vinculadas a um empresário do Maranhão investigado por fraudes em licitações, segundo relatório do Coaf.

Os repasses ocorreram no Brasil, em período não detalhado, e envolveram relações comerciais apontadas como prestação de serviços privados. O caso ganhou atenção por envolver ligação pessoal com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

De acordo com a defesa de Roberta, os valores recebidos resultam de atividades profissionais legítimas e não possuem relação com investigações envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social. Além disso, os advogados afirmaram que não há vínculo entre os pagamentos e possíveis irregularidades apontadas pelas autoridades.

Os advogados destacaram que as transferências mencionadas não têm conexão com os fatos apurados e criticaram a exposição pública das movimentações financeiras. No entanto, a defesa não detalhou quais serviços foram prestados pela consultoria, mantendo a justificativa genérica sobre a natureza dos contratos.

Por outro lado, a defesa de Lulinha declarou que a investigação conduzida pela Polícia Federal se caracteriza como uma “pesca probatória”. Segundo os representantes, a apuração não tem relação direta com os autos principais e envolve elementos considerados desconectados do caso.

Além disso, os advogados afirmaram que Roberta atua como empresária independente. Dessa forma, reforçaram que não existe participação de Lulinha nos valores recebidos pela empresa, afastando qualquer vínculo direto com as transações financeiras citadas.

HISTÓRICO DO EMPRESÁRIO ENVOLVIDO

O responsável pelos pagamentos é Eduardo José Barros Costa, conhecido como Eduardo DP ou “Imperador”. Ele já foi alvo de operações da Polícia Federal e responde a ações penais, embora não possua condenações até o momento.

Anteriormente, Eduardo DP foi preso em investigação sobre desvio de emendas destinadas à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba. O caso também resultou em denúncia contra o então ministro das Comunicações, Juscelino Filho.

Segundo as apurações, o empresário é acusado de pagar propinas para obter contratos de obras em Vitorino Freire. Os recursos teriam beneficiado a construtora Construservice, da qual ele seria apontado como sócio oculto, conforme investigações em andamento.

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