
IMPERATRIZ, 03 de março de 2026 – A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta terça (3), um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão na cidade de Imperatriz, no Maranhão, durante a Operação Decrypted II.
O alvo é uma associação criminosa investigada por fraudes eletrônicas em carteiras de criptoativos e lavagem de dinheiro em escala transnacional. As medidas incluem ainda o sequestro de bens dos suspeitos.
As investigações tiveram início há cerca de um ano, a partir de informações repassadas pela agência de imigração e alfândega dos Estados Unidos, por meio do escritório da El Dorado Task Force da Homeland Security Investigations (HSI), em Nova York.
Os dados indicaram o furto de aproximadamente US$ 2,6 milhões em criptomoedas de carteiras mantidas em uma exchange (corretora de criptoativos) sediada em solo americano.
Dessa forma, as apurações conduzidas no Brasil conseguiram identificar pessoas ligadas ao crime que estariam localizadas no país, com especial concentração no estado do Maranhão. Além disso, os investigadores constataram movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos principais suspeitos.
Eles recebiam altos valores de provedoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs) sem qualquer justificativa comercial ou negocial aparente.
A continuidade das ações criminosas motivou a nova fase da operação.
Segundo a PF, mesmo após o cumprimento de mandados de busca na primeira fase da investigação, um dos investigados deu prosseguimento às transferências dissimuladas de elevadas quantias em criptoativos, o que evidenciou a permanência da atividade delituosa.







