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Sumiço de irmãos em Bacabal é debatido em audiência no Senado

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Irmãos Bacabal
Sumiço foi tema de discussão na Comissão de Direitos Humanos nesta segunda (2). Maranhenses participaram do debate sobre investigação de casos no país.

BRASÍLIA, 03 de março de 2026 – O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly e Alan Michael, ocorrido em Bacabal no interior do Maranhão, foi um dos temas centrais da audiência pública realizada na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal na última segunda (2).

O debate, que reuniu especialistas, autoridades e representantes das forças de segurança, discutiu estratégias para prevenção e investigação de sumiços de crianças e adolescentes em todo o Brasil.

As duas crianças foram vistas pela última vez no dia 4 de janeiro, há exatos 58 dias, e o caso é considerado atípico pelas autoridades devido à ausência de vestígios que possam auxiliar nas investigações.

Desde o início das buscas, uma força-tarefa composta por equipes de segurança pública, voluntários e familiares percorreu mais de 200 quilômetros, tanto por terra quanto por áreas alagadas da região. Drones, cães farejadores e mergulhadores foram empregados nas operações, mas até o momento nenhum vestígio das crianças foi localizado.

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O caso ganhou repercussão nacional e foi lembrado durante a audiência no Senado como exemplo da complexidade que envolve os desaparecimentos no país.

Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública apontam que o Maranhão registrou 1.182 desaparecimentos no ano passado, entre crianças e adultos. Em todo o Brasil, o número ultrapassou 84 mil casos.

O objetivo da audiência foi justamente reunir propostas que possam subsidiar a criação de leis e políticas públicas voltadas à prevenção de novos sumiços e ao aumento da taxa de resolução dos inquéritos.

Do Maranhão, participaram do evento o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, coronel Célio Roberto Araújo, e o delegado-geral operacional da Polícia Civil do Maranhão, Ederson Martins. O delegado destacou que os casos de desaparecimento precisam ser tratados como questão de política pública e não apenas de segurança.

“É um tema que envolve vários órgãos. A gente precisa de outros atores, trabalhando concatenados para dar uma resposta mais rápida porque cada minuto que passa é muito importante para a localização de crianças ou de qualquer desaparecido, com vida e bem”, declarou Martins.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as buscas pelos irmãos em Bacabal prosseguem, mas agora com ênfase maior nas investigações conduzidas pela Polícia Civil.

“As crianças ainda não foram encontradas, mas as buscas não cessaram. O Corpo de Bombeiros permanece dando apoio sempre que necessário, enquanto a Polícia Civil segue com as investigações”, afirmou o coronel Célio Roberto. O comandante explicou que a corporação mantém equipes de prontidão para atuar sempre que novos indícios surgirem.

A Polícia Civil considera o caso complexo porque os últimos vestígios das crianças se concentram no casebre onde foram vistas pela última vez. O delegado Ederson Martins reforçou a importância da participação popular para o avanço das investigações.

“As pessoas podem passar informações. Tem o nosso disque-denúncia, tem o 190, então qualquer canal pode passar informação que vai chegar à polícia, que é quem trabalha no caso. Qualquer informação verossímil, que se tenha lógica, repasse pra Polícia Civil que ela vai estar checando a informação para dar continuidade às investigações”, finalizou o delegado.

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