
BRASÍLIA, 13 de fevereiro de 2026 – O ministro André Mendonça foi designado novo relator do caso envolvendo o banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), após a saída de Dias Toffoli da condução do processo. A redistribuição foi encaminhada ao presidente da Corte, Edson Fachin, depois de uma reunião entre os ministros realizada nesta quinta-feira (12).
De acordo com nota divulgada pelo STF, participaram do sorteio todos os ministros, com exceção de Toffoli e Fachin. O próprio Toffoli optou por deixar a relatoria, decisão que foi acolhida de forma unânime pelos demais integrantes da Corte, segundo declaração feita após o encontro.
Na manifestação conjunta, os ministros afirmaram que não caberia suspeição no caso do então relator, conforme havia sido solicitado pela Polícia Federal. O texto também destaca o reconhecimento da “plena validade dos atos praticados” por Toffoli enquanto esteve à frente do processo.
“Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR”, diz a nota.
A mudança na relatoria ocorre após a Polícia Federal entregar a Edson Fachin um relatório com dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo as investigações, as mensagens periciadas contêm menções a supostos pagamentos direcionados a Toffoli. O conteúdo não foi tornado público.
Investigadores apontam que o material apreendido reúne uma grande quantidade de citações a políticos desde 2022, volume comparado, internamente, ao conjunto de informações reveladas nas delações de executivos da Odebrecht durante a Operação Lava Jato.
Ainda segundo a emissora, o banqueiro teria relatado um pagamento de R$ 20 milhões a uma empresa ligada ao ministro.
A PF apura se a transferência de recursos a Toffoli teria partido de uma empresa que foi sócia de um fundo vinculado ao Banco Master no empreendimento Tayayá Resort. O local era frequentado pelo ministro e pertenceu a seus irmãos.
Um fundo de investimento gerido por empresa citada no caso Master aportou R$ 4,3 milhões no resort.







