
TURILÂNDIA, 12 de fevereiro de 2026 – A Justiça do Maranhão decidiu manter a prisão preventiva de oito vereadores de Turilândia investigados por desvio de R$ 56 milhões dos cofres públicos.
A decisão ocorreu durante audiência de custódia na tarde de quinta (12), após os parlamentares descumprirem medidas cautelares anteriormente impostas, como o monitoramento eletrônico e a proibição de contato entre os envolvidos.
A conversão da prisão domiciliar em preventiva foi determinada na quarta (11) pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). A desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim foi a relatora do caso.
No mesmo dia, os vereadores foram levados à Delegacia Regional de Santa Helena. Posteriormente, eles serão encaminhados ao Presídio de Pinheiro, onde aguardarão novos desdobramentos do processo.
Os vereadores que permanecem presos preventivamente são Gilmar Carlos Gomes Araújo, Mizael Brito Soares, José Ribamar Sampaio, Nadianne Judith Vieira Reis, Sávio Araújo e Araújo, Josias Fróes, Carla Regina Pereira Chagas e Inailce Nogueira Lopes.
Dois parlamentares, Daniel Barbosa Silva e José Luís Araújo Diniz, não foram incluídos na nova ordem de prisão. De acordo com o Ministério Público do Maranhão (MPMA), eles cumpriram todas as medidas cautelares impostas anteriormente.
INVESTIGAÇÃO DO ESQUEMA
Os oito vereadores estão entre os suspeitos de integrar uma organização criminosa que desviou R$ 56,3 milhões da Prefeitura de Turilândia. Os recursos eram provenientes, principalmente, das áreas da Saúde e da Assistência Social.
A investigação apura crimes como organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.
Além disso, o prefeito Paulo Curió é apontado como líder do esquema e está preso desde o fim do ano passado. Conforme o MP-MA, ele teria organizado a estrutura criminosa, utilizando contratos fraudulentos e empresas de fachada para desviar recursos públicos.
POSIÇÃO DA DEFESA
Em nota oficial, a defesa dos vereadores classificou as novas prisões como ilegais. Os advogados argumentaram que os parlamentares já estavam em prisão domiciliar e cumpriam o monitoramento eletrônico.
A defesa afirmou ainda que a decisão do Tribunal de Justiça se baseou em interpretações equivocadas dos fatos, os quais já haviam sido esclarecidos em petições anteriores.
Os advogados manifestaram confiança na reversão da decisão judicial.







