
RIO GRANDE DO SUL, 11 de fevereiro de 2026 – Natural de Bom Jesus da Selva, no Maranhão, o centroavante Carlos Vinicius vive o melhor início de temporada da carreira. Com nove gols em nove jogos pelo Grêmio em 2026, o jogador de 30 anos é o artilheiro do Brasil neste começo de ano.
Em entrevista ao Globo Esporte, o atacante admitiu o desejo de ser convocado pelo técnico Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo.
“Aí seria top, para fechar com chave de ouro. A gente sonha desde criança em defender a camisa da nossa Seleção. Para mim, é o máximo para um atleta, ainda mais quando se trata da Seleção Brasileira. Se for da vontade de Deus, vai acontecer”, afirmou.
O bom momento com a camisa tricolor reforça a expectativa de uma possível convocação. O contrato de Carlos Vinicius com o Grêmio prevê renovação automática até 2027 caso ele dispute o Mundial pelo Brasil. O vínculo atual com o clube gaúcho vai até o fim de 2026.
OBSERVAÇÃO DA COMISSÃO TÉCNICA
O desempenho do atacante chamou a atenção da comissão técnica da Seleção Brasileira. Carlo Ancelotti esteve presente em duas partidas do Grêmio recentemente: na vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-MG, na Arena MRV, e na derrota por 2 a 1 para o Fluminense, no Maracanã, na estreia do Brasileirão.
Apesar do assédio, Carlos Vinicius mantém discurso cauteloso. “O ponto mais alto para o profissional de futebol é defender a sua seleção. Mas tenho que focar 100% no clube, porque sei que isso vai me abrir essa porta. A Seleção passa por números e bom momento”, avaliou.
O atacante chegou a Porto Alegre em julho de 2025, após deixar o Fulham, da Inglaterra. Ele aproveitou a lesão de Braithwaite, assumiu a titularidade e marcou 12 gols em 14 jogos na reta final da temporada passada. No total, soma 21 gols em 23 partidas pelo clube.
ADAPTAÇÃO E ORIGEM NO FUTEBOL
Após oito anos atuando na Europa, com passagens por Benfica, Monaco, Tottenham, PSV, Galatasaray e Fulham, o atacante afirma que o retorno ao Brasil facilitou sua adaptação pessoal.
“Logo nos primeiros dias, o pessoal me deixou muito à vontade. Minha família se adaptou muito rápido. Quando as pessoas te abraçam fora do campo, lá dentro as coisas fluem melhor. Voltar ao meu país facilita pela língua e pela cultura”, destacou.
Ele também comparou o Brasileirão às ligas europeias. “É uma competição de alto nível, que vem crescendo muito. Talvez falte intensidade em alguns momentos se compararmos com a Premier League, mas tem enorme qualidade técnica. E aqui o jogo não acaba aos 90 minutos. A paixão do torcedor faz o futebol continuar fora de campo”, pontuou.
A consolidação como artilheiro tem raízes em uma decisão tomada ainda nas categorias de base. Carlos Vinicius começou como meia, passou por volante e até zagueiro, até ser transformado em centroavante por Marcos Valadares, no sub-20 do Palmeiras.
“Sempre peguei treinador que dizia que jogador acima de 1,85m tinha que atuar do meio para trás. No Santos joguei de meia, depois virei volante e zagueiro no Palmeiras. Nos últimos seis meses de base, o Marcos Valadares me colocou como centroavante. Sou muito grato a ele”, relembrou.
Inspirado em Ronaldo Fenômeno, a quem define como alguém que “fez tudo e mais um pouco”, o atacante vive fase comparável à melhor da carreira. Entre 2019 e 2020, pelo Benfica, marcou 24 gols em 47 jogos.







