
SÃO LUÍS, 11 de fevereiro de 2026 – O Tribunal de Justiça do Maranhão autorizou a Confederação Brasileira de Futebol a indicar um co-interventor para atuar ao lado da atual interventora judicial na administração da Federação Maranhense de Futebol.
A decisão, assinada pelo juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, foi proferida no âmbito de Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Maranhão.
A ação apura supostas irregularidades na condução da federação. Também figuram no processo o Instituto Maranhense de Futebol, dirigentes e conselheiros da entidade. O magistrado entendeu que a participação de um representante indicado pela CBF poderá contribuir para a reorganização institucional da FMF.
De acordo com o despacho, o objetivo é assegurar transparência e regularidade administrativa. A medida busca ainda sanear as inconsistências apontadas pelo Ministério Público. A federação está sob intervenção judicial desde o afastamento da antiga diretoria.
A CBF terá até cinco dias antes da audiência de conciliação para apresentar o nome do indicado. O encontro está marcado para 16 de março de 2026, às 9h, em formato híbrido, com participação presencial e por videoconferência.
Na ocasião, a interventora judicial Susan Lucena deverá apresentar relatório detalhado sobre a situação administrativa da federação.
O documento deverá conter as irregularidades já identificadas e as medidas adotadas desde o início da intervenção. Clubes filiados, entidades sindicais e outros interessados acompanham o desenrolar da ação judicial.
A intervenção na Federação Maranhense de Futebol teve início após o MPMA questionar atos da gestão da entidade. Entre os pontos investigados estão supostas falhas administrativas, possíveis irregularidades institucionais e indícios de descumprimento do estatuto.
A Justiça determinou o afastamento da diretoria anterior e nomeou Susan Lucena para a gestão temporária.







