
SÃO LUÍS, 09 de fevereiro de 2026 – O sistema de transporte público de São Luís enfrenta risco iminente de uma nova greve geral, possivelmente a partir desta quarta (11). O alerta foi feito pela promotora de Justiça Lítia Cavalcanti, que atribui a crise à falta de diálogo da Prefeitura e a falhas estruturais na gestão.
A promotora afirmou que a situação pode levar o transporte coletivo ao colapso, repetindo os dias sem ônibus vividos pela capital maranhense recentemente.
Segundo a representante do Ministério Público, um dos principais problemas é o contrato com as empresas operadoras, que não passa por revisão há dez anos. Esse documento, que deveria ser atualizado a cada cinco anos, não contempla formalmente demandas da população, como a exigência de ar-condicionado em todos os ônibus.
A promotora ponderou, no entanto, que uma nova licitação não resolveria o problema no curto prazo.
TENSÃO EM TORNO DE SUBSÍDIOS
Outro ponto crítico é o repasse de subsídios. A Prefeitura tem aplicado descontos sob a justificativa de que a frota não circula completamente.
Lítia Cavalcanti rebateu esse argumento, afirmando que a prática prejudica diretamente os trabalhadores do setor, causando atrasos salariais e motivando paralisações. Ela sugeriu que o município aplicasse multas às empresas em vez de cortar verbas, mas destacou que o tema está judicializado.
FALHAS IDENTIFICADAS NOS DOIS LADOS
A Controladoria Geral do Município identificou falhas tanto da gestão pública quanto das empresas durante uma fiscalização. A promotora reiterou que o Ministério Público tentou intermediar o diálogo para evitar a crise no transporte coletivo.
Ela afirmou que a judicialização foi o último recurso, já que a omissão não era uma opção diante da ameaça de paralisação total.







