
SÃO LUÍS, 06 de fevereiro de 2026 – Os consórcios de ônibus que operam em São Luís registraram o subsídio como principal fonte de receita entre 1º e 30 de novembro do ano passado, segundo relatórios de bilhetagem eletrônica.
Os dados apontam mais de 4,4 milhões de passageiros equivalentes. O Sindicato das Empresas de Ônibus solicitou compensação financeira à prefeitura para cobrir a diferença tarifária do sistema.
Os documentos contabilizam usuários pagantes integrais e beneficiários de gratuidades ou descontos para calcular a arrecadação real.
Com base nessa métrica, as empresas informaram que apenas parte das mais de 5,1 milhões de passagens representou receita efetiva. Por isso, defenderam o pagamento do subsídio municipal como forma de equilíbrio contratual.
Durante o período analisado, o sistema registrou 8.256 validações via QR Code, 979.088 na botoeira eletrônica, 1.399.874 de estudantes, 620.388 no Passe Fácil e 2.187.264 em vale-transporte.
Ao todo, somaram-se 5.194.870 passagens. Ainda assim, as concessionárias consideraram 4,4 milhões como passageiros equivalentes para fins de cálculo financeiro.
Com a tarifa pública de R$ 1,35 definida em audiência no TRT-MA, o SET estimou que a compensação deveria alcançar cerca de R$ 6 milhões. Esse montante, segundo a entidade, tornou o subsídio a maior entrada de recursos do transporte coletivo local.

COMPARAÇÃO ENTRE CULTURA E TRANSPORTE
Paralelamente, levantamento do site Folha do Maranhão mostrou que a prefeitura ampliou o orçamento da Cultura em 2025. O valor autorizado saltou de R$ 27,2 milhões para R$ 127,2 milhões após suplementações. Foram executados R$ 113,1 milhões, com gasto efetivo superior a R$ 101,9 milhões, principalmente em eventos e contratações artísticas.
No mesmo intervalo, o subsídio do transporte coletivo totalizou R$ 77,8 milhões, abaixo dos R$ 81,5 milhões pagos em 2024. A legislação municipal, decretos e contratos de concessão garantem o repasse para cobrir custos operacionais, gratuidades e obrigações trabalhistas.







