
SÃO LUÍS, 03 de fevereiro de 2026 – O desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho atribuiu à prefeitura de São Luís a intransigência que impede a solução da greve dos ônibus, em entrevista nesta terça (3).
O vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão (TRT da 16ª Região) fez a declaração durante o programa ‘Bom Dia Mirante’, da TV Mirante. Segundo ele, o impasse persiste devido à postura da gestão municipal.
Além disso, o desembargador criticou a conduta do prefeito Eduardo Braide. A avaliação é de que a gestão municipal insiste em uma briga fictícia com os empresários do setor. Dessa forma, não há avanço em negociações concretas para encerrar a paralisação. A prefeitura também não apresentou um plano B ou alternativas para a população.
“A responsabilidade do subsidio é da Prefeitura. Na sexta-feira não tinha dados, não tinha demonstrativo. Há um representante sim do município, é o procurador. Mas ele trata muito das questões jurídicas e não das questões técnicas. Nós precisamos sim da compreensão do Poder Concedente pra que traga uma proposta pra que a greve acabe hoje”, afirmou.
Consequentemente, os principais afetados pela falta de solução são os trabalhadores e os moradores de São Luís. A intransigência apontada pelo magistrado mantém a cidade sem transporte coletivo regular. Vale destacar que o serviço de ônibus é uma responsabilidade direta do município, conforme a legislação.
Portanto, a intransigência da prefeitura prolonga o sofrimento de milhares de pessoas que dependem do transporte público.
A greve continua sem previsão de término, aguardando uma movimentação efetiva do poder público.







