
BRASIL, 02 de fevereiro de 2026 – O Brasil registrou mais de 500 mil afastamentos do trabalho por questões de saúde mental apenas em 2025.
Conforme dados exclusivos do Ministério da Previdência, este é o segundo recorde consecutivo do país nesse tipo de licença. No total, trabalhadores de mais de duas mil profissões diferentes precisaram se afastar por transtornos mentais no período analisado.
As ocupações que mais concentram afastamentos incluem vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório. Além disso, a lista tem profissões como professor, enfermeiro, assistente administrativo e alimentador de linha de produção.
Especialistas apontam que essas funções compartilham fatores como contratos frágeis, pressão por metas e longas jornadas.
DIAGNÓSTICOS QUE MAIS AFETAM OS TRABALHADORES
Os transtornos ansiosos lideram as causas de afastamento, com 166.489 benefícios concedidos em 2025. Em seguida, aparecem os episódios depressivos, responsáveis por 126.608 licenças no mesmo ano. Portanto, ansiedade e depressão concentram a maior parte dos casos.
A lista oficial também inclui transtorno bipolar, dependência química, estresse grave, esquizofrenia e alcoolismo. Todas essas condições tiveram alta no número de afastamentos comparado ao ano anterior.
O levantamento detalhado sobre as profissões foi elaborado pela Organização Internacional do Trabalho em parceria com o Ministério Público do Trabalho. A análise utilizou dados do INSS e considera o período entre 2012 e 2024. Dessa forma, o mapeamento oferece o detalhamento mais recente disponível sobre o tema.
CENÁRIO GERAL DE AFASTAMENTOS NO PAÍS
O total geral de afastamentos do trabalho por doença chegou a cerca de 4 milhões em 2025. Este é o maior número registrado nos últimos cinco anos. Desse total, os relacionados especificamente à saúde mental somaram 546.254, representando um aumento de 15% em relação a 2024.
Algumas profissões, como as de motorista e vigilante, enfrentam ainda a pressão adicional da exposição à violência urbana. Consequentemente, a combinação de vários fatores de risco ajuda a explicar a alta incidência nessas categorias.







