GREVE GERAL

São Luís deve ficar sem ônibus a partir desta sexta (30)

Compartilhe
Ônibus SMTT
Rodoviários suspendem circulação por tempo indeterminado a partir da zero hora; TRT agenda reunião com sindicatos, empresas e órgãos públicos para tentar acordo

SÃO LUÍS, 29 de janeiro de 2026 – São Luís deve amanhecer nesta sexta (30) sem ônibus após o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão deflagrar greve geral por tempo indeterminado.

A paralisação deve começar a meia noite, depois de negociações sem acordo com as empresas. Diante do impasse, o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região marcou reunião para mediação às 15h, com representantes do sistema de transporte.

A audiência foi solicitada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís, que comunicou oficialmente a paralisação ao tribunal.

O encontro pretende apresentar o cenário do setor e discutir alternativas para manter o serviço, classificado como essencial. Portanto, a tentativa busca reduzir os efeitos imediatos da greve sobre os usuários do transporte coletivo.

Inscreva-se e não perca as notícias

NEGOCIAÇÕES SEM ACORDO

Devem participar da reunião o sindicato patronal, o STTREMA, presidido por Marcelo Brito, além da Agência Estadual de Mobilidade Urbana, do Governo do Estado, da SMTT, da SEMGOV e do Município.

Dessa forma, todos os órgãos ligados ao sistema estarão presentes para debater medidas emergenciais e possíveis soluções para a retomada das atividades.

A greve foi deflagrada após quatro rodadas de negociação sem consenso entre trabalhadores e empresas. Segundo o STTREMA, as propostas apresentadas não atenderam às reivindicações da categoria referentes à Convenção Coletiva de Trabalho 2026, protocolada em novembro do ano passado. Por isso, o impasse permaneceu nas tratativas.

Em assembleia realizada na terça (27), os rodoviários aprovaram indicativo de greve e concederam prazo de 72 horas para nova proposta. Como não houve avanço, a categoria decidiu suspender os serviços. O sindicato informou que a paralisação ocorreu após o esgotamento do diálogo e declarou que permanece aberto à negociação.

Antes do início da greve, o sindicato das empresas informou que ingressou com medida judicial para garantir frota mínima em circulação.

A entidade alegou que a falta de acordo também envolve ausência de proposta de reajuste salarial da Prefeitura nas discussões sobre o custeio do sistema. Assim, o pedido foi apresentado em caráter emergencial.

Além disso, o transporte coletivo já operava com instabilidade no início da semana. Parte da frota circulou de forma irregular após paralisação de trabalhadores da empresa 1001, que cobravam salários e benefícios atrasados. Mesmo com retorno parcial após pagamentos, diversas linhas continuaram com viagens reduzidas.

Agora, com a greve geral, a ausência de ônibus afeta milhares de passageiros que dependem do serviço para trabalho, estudo e acesso a serviços.

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x