
SÃO LUÍS, 27 de janeiro de 2026 – O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de São Luís acionou a Justiça nesta terça (27), para assegurar frota mínima de ônibus, na capital e Região Metropolitana, diante do indicativo de greve dos rodoviários anunciado para as próximas 72 horas, como forma de manter um serviço essencial à população.
Segundo o SET, a medida judicial tem caráter emergencial e busca garantir a continuidade do transporte público enquanto seguem as negociações salariais com a categoria. A entidade informou que a decisão ocorreu após impasse nas tratativas e ausência de proposta de reajuste por parte da Prefeitura de São Luís.
Em nota, o sindicato patronal declarou que mantém compromisso com os usuários do sistema coletivo. No entanto, criticou a condução das discussões salariais e afirmou que a falta de avanço nas conversas deixou as empresas sem margem para negociação direta com os trabalhadores.
Além disso, o SET sustentou que o transporte é atividade essencial e, por isso, solicitou ao Judiciário autorização para circulação mínima de veículos mesmo diante da possível greve. Dessa forma, a entidade pretende reduzir impactos aos passageiros que dependem do serviço diariamente.
Por outro lado, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão comunicou oficialmente o indicativo de greve ao SET, às empresas e aos órgãos competentes. A decisão ocorreu após quatro rodadas de negociação sem acordo entre empregados e empregadores.
De acordo com o STTREMA, as propostas apresentadas não contemplaram as reivindicações previstas na Convenção Coletiva de Trabalho de 2026. A pauta foi protocolada em novembro do ano passado. Portanto, a categoria avaliou que não houve avanço suficiente nas tratativas.
Em assembleia geral, os rodoviários aprovaram prazo de até 72 horas para apresentação de proposta considerada satisfatória. Caso isso não ocorra, a greve poderá ser deflagrada, o que pode afetar milhares de usuários do transporte público na Grande São Luís.
Por fim, o sindicato dos trabalhadores afirmou que a paralisação é medida extrema e declarou permanecer aberto ao diálogo. A entidade espera entendimento entre as partes dentro do prazo estabelecido, enquanto a Justiça analisa o pedido de frota mínima.








