
MARANHÃO, 26 de janeiro de 2026 – O Banco de Brasília (BRB) registrou 264 ações judiciais no Maranhão nos últimos três meses, conforme dados obtidos na terça (27), na plataforma Escavador. O banco administra R$ 2,8 bilhões em depósitos do Tribunal de Justiça do Maranhão, e as demandas tratam de descontos aplicados pela instituição financeira.
Além disso, o levantamento posiciona o estado na 18ª colocação nacional em volume de queixas contra o BRB. No total, o estudo identificou mais de 93,4 mil processos distribuídos nas 27 unidades da federação, o que demonstra ampla presença de contestações judiciais em diferentes tribunais estaduais.
Com 62.060 registros, o Distrito Federal lidera o ranking de ações. Em seguida aparecem Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraíba, Mato Grosso e Tocantins completam o grupo dos dez estados com maior quantidade de ocorrências.
Conforme a pesquisa, as ações foram protocoladas nos últimos 60 dias. Por isso, os números podem sofrer atualização ao longo do mês. Ainda assim, o levantamento revela variação geográfica relevante, com demandas espalhadas por tribunais de todas as regiões do país.
Nesse contexto, a crise envolvendo o BRB e o Banco Master expôs riscos financeiros e institucionais ligados à operação bilionária. A instituição responsável pelos depósitos do TJMA passou a integrar investigações conduzidas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pelo Banco Central.
Embora o banco informe que as apurações não comprometem a segurança dos contratos vigentes, a Operação “Compliance Zero” investiga possíveis fraudes. Dessa forma, os indícios levantados apontam fragilidades administrativas e questionamentos sobre a gestão de recursos judiciais.
Segundo os investigadores, o BRB teria transferido R$ 16,7 bilhões ao Banco Master entre 2024 e 2025. Desse total, ao menos R$ 12,2 bilhões estariam vinculados a operações com fortes sinais de irregularidades, o que ampliou o alcance das apurações oficiais.
Por fim, em setembro de 2025, o BRB assumiu a carteira de depósitos judiciais e administrativos do tribunal maranhense. A contratação ocorreu por dispensa, com proposta de R$ 15 milhões firmada em julho do ano anterior, conforme informações obtidas junto ao processo administrativo.







