
MARANHÃO, 26 de janeiro de 2026 – A Associação Maranhense de Psiquiatria divulgou nota nesta semana para manifestar repúdio à decisão judicial que determinou a retirada do nome do Hospital Nina Rodrigues, em São Luís.
A entidade reagiu após o juiz Douglas de Melo Martins considerar a homenagem incompatível com princípios constitucionais, devido a teorias eugenistas e racistas atribuídas ao médico.
Segundo a AMP, o posicionamento ocorreu logo após a divulgação da sentença e foi formalizado em documento público.
A associação reconheceu que o debate envolve preocupações legítimas, porém afirmou que a mudança não deve resultar em apagamento simbólico da história nem substituir discussões mais amplas sobre a assistência em saúde mental.
Além disso, os psiquiatras defenderam que revisões históricas exigem equilíbrio institucional e responsabilidade administrativa.
Para o grupo, a alteração do nome do Hospital Nina Rodrigues não traz benefício assistencial direto aos pacientes e não enfrenta os problemas estruturais da rede pública, que persistem em diferentes regiões do estado.
De acordo com a nota, a história permite novas interpretações, entretanto essas leituras não devem implicar supressão de marcos históricos. Portanto, a AMP sustentou que medidas simbólicas não podem ser apresentadas como solução prática para desafios diários enfrentados por profissionais, usuários e familiares do sistema.
A associação também listou prioridades consideradas centrais, como ampliação do acesso, melhoria das condições de atendimento, fortalecimento da rede de cuidados e capacitação contínua das equipes.
Inclusive, defendeu ações permanentes para reduzir o estigma contra pessoas com transtornos mentais atendidas no Hospital Nina Rodrigues.
O documento foi assinado pelo presidente Bruno Palhano.







