TECNOLOGIA MORTA

Maranhão mantém mais de 1.000 orelhões ativos em 2026

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Maranhão orelhão
Dados da Anatel mostram que o Maranhão ainda possui 1.256 orelhões ativos, mesmo após o início da retirada nacional dos telefones públicos a partir de janeiro de 2026.

MARANHÃO, 21 de janeiro de 2026 – O Maranhão mantém 1.256 orelhões ativos em 2026, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações, mesmo com o início da retirada dos telefones públicos em todo o Brasil.

A remoção começou em janeiro, após o fim das concessões do serviço de telefonia fixa, encerradas em 2025, e ocorre de forma gradual conforme determinação do órgão regulador.

No cenário nacional, a Anatel registra cerca de 38 mil orelhões ainda existentes, entre aparelhos em funcionamento e em manutenção. Desse total, mais de 33 mil seguem ativos, enquanto aproximadamente 4 mil passam por reparos.

O Maranhão figura entre os estados onde o telefone público ainda atende comunidades com acesso limitado à telefonia móvel.

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RETIRADA GRADUAL NO PAÍS

A retirada dos orelhões ocorre após o término das concessões das empresas Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica. Com o fim dos contratos, as operadoras deixaram de ter obrigação legal de manter os aparelhos. Ainda assim, a Anatel definiu que os telefones públicos devem permanecer em localidades sem cobertura móvel até, no máximo, 2028.

Nesse processo, a remoção inicial prioriza carcaças e aparelhos desativados há anos, que já não cumprem sua função. Segundo o órgão, a existência de orelhões ativos está diretamente relacionada a regiões onde a comunicação por celular não é plenamente atendida, especialmente em áreas afastadas dos grandes centros urbanos.

O desaparecimento dos telefones públicos ocorre de forma contínua. Em 2020, o Brasil possuía cerca de 202 mil orelhões distribuídos pelas cidades. Em poucos anos, esse número caiu para os atuais 38 mil, refletindo mudanças no uso das tecnologias de comunicação pela população brasileira.

Como contrapartida à desativação, a Anatel determinou que os recursos antes destinados à manutenção dos aparelhos sejam direcionados a investimentos em banda larga e telefonia móvel. Essas tecnologias concentram atualmente a maior parte da demanda por serviços de comunicação no país.

MARCO URBANO E HISTÓRICO

Criado em 1971 pela arquiteta Chu Ming Silveira, o orelhão se tornou um dos principais símbolos urbanos do Brasil. Conhecido inicialmente como Chu I ou Tulipa, o modelo destacou-se pelo formato oval e pela eficiência acústica, sendo adotado posteriormente em outros países, como Peru, Angola, Moçambique e China.

Durante décadas, especialmente entre os anos 1970 e o início dos anos 2000, os telefones públicos foram amplamente utilizados para ligações urgentes e comunicação cotidiana.

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