
MARANHÃO, 20 de janeiro de 2026 – O Ministério Público do Maranhão (MPMA) apresentou, na segunda (19), a primeira denúncia do Caso Turilândia, decorrente da Operação Tântalo, apontando, de forma preliminar, o desvio de R$ 56 milhões. A ação envolve o prefeito José Paulo Silva Dantas Neto e outros nove investigados ligados à administração municipal.
A denúncia foi assinada pelo procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, e encaminhada ao gabinete da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim. Ela atua como relatora do processo na 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão.
Segundo o Ministério Público, o prefeito José Paulo Silva Dantas Neto, conhecido como Paulo Curió, é apontado como líder da organização criminosa investigada na Operação Tântalo. Conforme a acusação, ele teria utilizado o cargo público para promover, organizar e dirigir o esquema ilícito.
O gestor foi denunciado pelos crimes de organização criminosa, desvio de rendas e valores públicos, fraude a licitações, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além disso, o MPMA incluiu familiares diretos e integrantes do núcleo político municipal como participantes do suposto esquema.
Foram denunciados Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, a primeira-dama Eva Curió; a vice-prefeita Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça; a ex-vice-prefeita Janaína Soares Lima; além de irmãos, cunhados e um tio do prefeito, todos citados na Operação Tântalo.
A denúncia possui 80 páginas, com transcrições de mensagens trocadas entre os investigados e detalhamento da participação atribuída a cada um. O MP pediu penas-base elevadas, perda de bens, afastamento de cargos e ressarcimento integral dos valores supostamente desviados.
O Ministério Público informou que esta denúncia se refere ao núcleo político e familiar da organização criminosa. Outros agentes públicos e particulares já identificados serão alvo de denúncias autônomas, relacionadas a núcleos empresarial, administrativo-operacional e legislativo da Operação Tântalo.








