
MARANHÃO, 15 de janeiro de 2026 – O promotor Haroldo de Brito, novo coordenador do Gaeco, afirmou na quarta (14), em São Luís, que a equipe retomou a análise do material da Operação Tântalo II para elaborar a denúncia sobre o desvio de R$ 56 milhões em Turilândia, após substituir o grupo anterior.
Ele explicou que os promotores exonerados já haviam iniciado o trabalho, que continua com a nova formação, porque o Ministério Público do Maranhão busca concluir a apuração e enviar a peça acusatória à Justiça.
Além disso, Haroldo destacou que o procurador-geral de Justiça determinou prioridade à conclusão dessa denúncia, porque o caso envolve investigação de organização criminosa e grande volume de recursos. Por isso, ele afirmou que a equipe atual segue avaliando documentos reunidos durante a operação para finalizar o procedimento.
O novo coordenador do Gaeco foi nomeado após dez promotores deixarem o grupo, decisão tomada depois de a Procuradoria-Geral de Justiça apoiar a soltura dos investigados.
No entanto, ele elogiou a atuação dos antigos integrantes e ressaltou que os novos membros foram selecionados pelo mesmo critério técnico exigido para atuar em investigações de crime organizado. Dessa forma, ele informou que as portarias de designação devem ser publicadas até a segunda.
Além disso, Haroldo relatou que a estrutura do Gaeco permanecerá direcionada ao enfrentamento de organizações criminosas e ao uso de métodos investigativos especializados. Por fim, ele afirmou que o grupo manterá o ritmo de trabalho adotado anteriormente, respeitando o material já reunido pelos promotores exonerados.
EXONERAÇÃO COLETIVA
Os promotores que integravam o Gaeco pediram exoneração no domingo após discordarem do parecer da Procuradoria-Geral de Justiça, que defendeu a soltura dos investigados suspeitos de integrar organização criminosa responsável pelo desvio de verbas públicas em Turilândia.
Eles afirmaram, em documento enviado ao procurador-geral, que a posição da PGJ contrariou o entendimento técnico do grupo e os elementos considerados robustos pelo Judiciário ao decretar as prisões.
Os integrantes afirmaram que a manifestação da Procuradoria-Geral fragiliza o trabalho institucional no enfrentamento ao crime organizado e afeta a credibilidade de investigações complexas. Além disso, destacaram que a decisão diverge das metas do Plano Estratégico do MP-MA, que inclui o fortalecimento da persecução penal.
Segundo o documento, essa divergência impossibilitou a permanência dos promotores no órgão.
O pedido coletivo foi assinado por dez promotores dos núcleos de São Luís, Imperatriz e Timon que atuavam diretamente na condução da Operação Tântalo II.







