
BRASÍLIA, 17 de novembro de 2025 – O Ministério da Saúde anunciou neste domingo (16) que adotará uma série de medidas em quatro frentes contra médicos que têm divulgado conteúdos enquadrados pela pasta como “antivacina” nas redes sociais e, segundo a equipe do governo Lula, lucrado com o que a base do Planalto chama de ‘venda de cursos, consultas e tratamentos sem respaldo científico’.
A ofensiva, que será iniciada nesta segunda (17), contará com o apoio da Advocacia-Geral da União (AGU) e incluirá representações cíveis, criminais e administrativas.
Segundo o ministro Alexandre Padilha, os médicos em questão estariam promovendo a chamada “síndrome pós-spike” ou “spikeopatia”, termo utilizado para atribuir supostos efeitos adversos à vacina de RNA mensageiro (mRNA), usada durante a pandemia de Covid-19.
Padilha classificou a conduta como uma “mistura de negacionismo com ganância” e explicou que os procedimentos envolverão quatro eixos de atuação. O primeiro passo será a representação formal aos Conselhos Regionais de Medicina, solicitando a apuração de infrações éticas.
Em seguida, o ministério entrará com ações civis públicas por entender que a propagação de desinformação fere o direito coletivo à saúde. Também serão ajuizadas ações criminais com base em possíveis crimes contra a saúde pública, relacionados à comercialização de terapias sem comprovação.
Por fim, a AGU prepara notificações extrajudiciais para que plataformas digitais retirem imediatamente conteúdos que promovem a venda de cursos, materiais ou peças tidas pelo governo como ‘desinformação’ e que questionem vacinas e outros ramos da saúde.







