RACHADINHA

TCU cobra Hugo Motta por caso de funcionárias fantasmas

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Motta fantasmas
TCU determinou que o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, apresente esclarecimentos sobre supostas funcionárias fantasmas.

BRASÍLIA, 04 de novembro de 2025 – O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o gabinete do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, apresente, em até 15 dias, documentos que comprovem o efetivo trabalho das servidoras Gabriela Batista Pagidis e Monique Agra Magno.

A medida consta em relatório técnico obtido pelo jornal Metrópoles e visa esclarecer suspeitas de irregularidades em vínculos de trabalho e pagamentos de salários.

A investigação aponta que Gabriela Pagidis, fisioterapeuta, esteve lotada no gabinete de Motta entre 2017 e 2025, período em que recebeu mais de R$ 807,5 mil. Entretanto, ela também atuava em duas clínicas particulares no Distrito Federal.

Já Monique Magno acumulava o cargo de assistente social na Prefeitura de João Pessoa com o de secretária parlamentar na Câmara, função considerada incompatível. Entre 2019 e 2025, ela recebeu cerca de R$ 208 mil do Legislativo federal.

O TCU também apura suspeita de um esquema de rachadinha no gabinete do parlamentar. Documentos indicam que a chefe de gabinete de Motta possuía procurações para movimentar salários de servidores, fato que pode levar o caso ao Ministério Público Federal (MPF) e motivar uma investigação sobre movimentações financeiras.

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DOCUMENTOS E ESCLARECIMENTOS

Os técnicos da Corte solicitaram registros de frequência, escalas de trabalho, comprovantes de acesso a sistemas internos e entregas de tarefas das servidoras investigadas.

No caso de Gabriela, o tribunal quer confirmar se ela cumpria horário especial entre 2017 e 2019. Já sobre Monique, o pedido busca detalhes sobre sua jornada a partir de abril de 2021, quando passou a ocupar outro cargo público.

De acordo com o relatório, o objetivo é “comprovar que as pessoas implicadas efetivamente exerceram suas funções e não atuaram em cargos inacumuláveis com o posto comissionado na Câmara dos Deputados”.

A área técnica fundamenta o pedido em “indícios de fatos graves” e alerta para o “potencial dano ao erário”, conforme destacou o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao TCU.

APURAÇÃO E POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS

Furtado recomendou que essa fase de esclarecimentos ocorra antes do avanço da investigação. Ele também pediu que valores recebidos indevidamente sejam devolvidos caso se confirme prejuízo aos cofres públicos. A representação teve origem em reportagens publicadas pelos jornais Metrópoles e Folha de S.Paulo.

O TCU avalia que as informações coletadas poderão fundamentar eventual investigação do MPF sobre um suposto esquema de rachadinha. Caso sejam confirmadas as suspeitas, a Corte poderá autorizar novas etapas processuais, inclusive a quebra de sigilo bancário das pessoas envolvidas.

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