
MARANHÃO, 19 de setembro de 2025 – O Ministério Público de Contas do Maranhão (MPC) acionou o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) após constatar que o servidor Gilson Pereira Costa aparece nomeado em sete prefeituras distintas. Ele recebe, ao todo, R$ 15.546,00 por mês.
De acordo com a apuração, Gilson ocupa cargos em municípios distantes entre si, como Amapá do Maranhão, Centro Novo, Godofredo Viana, Junco do Maranhão, Presidente Médici, Santa Rita e Turilândia. A soma das jornadas semanais chega a 156 horas.
Para o órgão de controle, esse volume de horas comprova a inviabilidade de execução das funções. Além disso, a distância entre os municípios, que em alguns casos chega a quase 500 quilômetros, reforça as suspeitas de acúmulo irregular e ausência de atuação efetiva.
CARGOS EM DIFERENTES MUNICÍPIOS
Em Amapá do Maranhão, o servidor ocupa cargo comissionado de Chefe de Seção Administrativa, com jornada de 40 horas semanais. Já em Centro Novo, aparece como Assessor Administrativo, também em comissão, mas sem registro formal de carga horária.
No município de Godofredo Viana, Gilson é vinculado ao cargo de Assessor Técnico I, com 40 horas semanais. Em Junco do Maranhão, figura como Técnico em Informática, em contrato temporário, com jornada de 20 horas por semana.
Em Presidente Médici, aparece como Assessor Especial, com carga de 36 horas semanais. Já em Santa Rita, ocupa cargo efetivo de Agente Administrativo, de 20 horas semanais. Em Turilândia, foi nomeado Coordenador em comissão, mas sem jornada definida.
FALHAS NOS PORTAIS DE TRANSPARÊNCIA
O MPC também identificou inconsistências nas folhas de pagamento municipais. Em Amapá do Maranhão, Presidente Médici e Godofredo Viana, os registros estavam desatualizados em 2025. Em Santa Rita e Turilândia, o nome do servidor não constava na folha de junho.
No entanto, o sistema de controle do TCE confirmava sua presença. Apenas em Centro Novo e Junco do Maranhão os dados estavam atualizados, registrando formalmente o vínculo de Gilson com as respectivas prefeituras.
Diante da situação, o Ministério Público de Contas solicitou a suspensão imediata dos pagamentos ao servidor até que ele comprove frequência e exercício das funções. O órgão destacou indícios de enriquecimento ilícito e prejuízo ao erário.
A representação, assinada pelo procurador Jairo Cavalcanti Vieira, também pede abertura de uma Tomada de Contas Especial. O objetivo é calcular os valores recebidos irregularmente, além da aplicação de multa e devolução dos recursos.








Caro Linhares.Igual absurdo é q,segundo a matéria,o MP não questiona o” Acumulo Ilegal de Cargos e Vencimentos”.Outra: em S.Rita,p/ ex., todas as Folhas Pagto até dezembro/24 foram retiradas do Portal da Prefeitura.A única Folha atualizada é a do mês atual.Explico: se vc consultar determinado servidor em Folha referente a 2024,2023 ou msm de 2025, a página repete a Folha do mês em q vc realizou a consulta,É uma fraude grosseira.Consulte o nome de algum ex servidor q constava na Folha em 2024 ,p/ ex , e vc verá q ele simplesmente sumiu.São dezenas de denúncias(desde Jan/25) à Promotora de S.Rita.Já sugerimos,inclusive, q ela solicitasse os nomes desses servidores ( deliberadamente ocultados no Portal) ao MP de Contas junto ao TCE,mas nada parece surtir efeito.O nome do prefeito Milton Gonçalo,seu secretariado ,procuradores,assessores e dezenas de servidores temporários ( contratados sem justificativa e respaldo legal) não constam,sequer, na Folhas de 2025.Já juntamos às denuncias prints referentes a 1 servidor constantes nas Folhas de 2021/22,23 e 24 e que agora não tem + registro no Portal.É 1 escândalo.O Portal de S.Rita não esconde somente isso.Contratos são omitidos.Aditivos cobtratuais,se houve dispensa de licitação,valores, idem.Os veículos de Transporte Escolar terceirizados são sucateados , insalubres,totalmente irregulares , não cadastrados junto ao DETRAN e pertencentes a políticos locais, pagos c/ dinheiro do FNDE( onde tbm existe denúncias no FALA BR e outras dezenas na ouvidoria do MPMA).Investigue e vc terá material jornalístico a ser exibido em ‘nível nacional”, mostrando não somente os escabrosos casos de “eventuais” ilegalidades e maracutaia qto a morosidade dos Órgãos de Controle em investigar essas denúncias.