VETO À ANISTIA

Governo Lula libera R$ 2,3 bi em emendas PIX num só dia

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Emendas Lula
Lula (PT) realizou o 1º repasse de 2025 das chamadas emendas de transferência especial, conhecidas como emendas PIX, totalizando R$ 2,3 bilhões em um único dia.

BRASÍLIA, 16 de setembro de 2025 – O governo de Lula (PT) realizou o primeiro repasse de 2025 das chamadas emendas de transferência especial, conhecidas como emendas PIX, totalizando R$ 2,3 bilhões em um único dia, em 9 de setembro — o maior volume pago nesse formato até o momento.

Os dados disponíveis estão no sistema Siga Brasil referentes às transferências dessas emendas.

O montante representa cerca de um terço do total previsto para todo o ano. Esse tipo de emenda foi criada em 2019 e ficou conhecida por ter baixo nível de controle e transparência, já que permite o repasse direto de recursos a estados e municípios sem necessidade de projeto, justificativa ou conveniente.

Além disso, como são emendas impositivas, o governo é legalmente obrigado a pagá-las.

O pagamento ocorre em um contexto político tenso. Há cerca de duas semanas a federação formada pela União Brasil e PP anunciou a saída oficial de seus membros do governo Lula. No mesmo dia da ruptura, o Executivo comprometeu-se com os recursos que foram liberados na semana seguinte.

Os dois partidos foram os que mais se beneficiaram com os pagamentos: juntos, receberam R$ 509 milhões — R$ 278 milhões para a União e R$ 231 milhões para o PP.

Na sequência, o PL recebeu R$ 400 milhões, seguido pelo MDB, que integra a base do governo, com R$ 317 milhões. O PT, partido do presidente, teve R$ 174 milhões liberados, enquanto o PSOL foi o único partido com representação no Congresso que não teve emendas pagas.

No total, 429 parlamentares foram contemplados. O senador Lucas Barreto (PSD-AP) foi o maior beneficiado, com R$ 18,5 milhões destinados ao Amapá. Logo atrás, aparece o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), com R$ 18 milhões para cidades do Rio Grande do Norte. Em terceiro lugar, está o deputado Alberto Mourão (MDB-SP), com R$ 17,8 milhões.

Destacam-se também os presidentes da Câmara e do Senado: Davi Alcolumbre (União-AP) recebeu R$ 16,5 milhões e Hugo Motta (Republicanos-PB), R$ 6,9 milhões.

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