
BRASIL, 15 de setembro de 2025 – O Brasil enfrenta atualmente a ocorrência simultânea de déficits fiscais e externos, um cenário econômico conhecido como “déficits gêmeos”. Esta situação coloca o Brasil entre as economias mais desequilibradas do mundo, pressionando a dívida pública e reduzindo a margem de manobra do governo.
Os dados mais recentes mostram que o déficit nominal do governo central atingiu 7,12% do Produto Interno Bruto (PIB) nos 12 meses até julho.
O gasto total do setor público com juros alcançou R$ 1 trilhão no período, respondendo por quase todo o resultado negativo. Quando incluídos estados e municípios, o déficit nominal amplia-se para 8,5% do PIB.
Como consequência, a dívida pública bruta avançou para 77,5% do PIB em julho, um aumento de 6 pontos percentuais em pouco mais de dois anos e meio. A taxa básica de juros (Selic), mantida em 15% ao ano, contribui para o aumento do custo da rolagem da dívida pública.
No setor externo, o déficit em conta corrente mais que dobrou em um ano, passando de 1,4% para 3,5% do PIB. Essa piora reflete o saldo menor da balança comercial, a expansão das importações e o aumento das saídas líquidas de serviços e receitas.







