
BRASIL, 03 de setembro de 2025 – A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou nesta terça (2) os resultados econômico-financeiros do setor de planos de saúde referentes ao primeiro semestre de 2025.
O lucro líquido superou R$ 10 bilhões, alta de 130% em relação ao mesmo período de 2024. O montante corresponde a mais de 5% da receita total, que alcançou R$ 190 bilhões.
As operadoras médico-hospitalares concentraram a maior parte dos ganhos, respondendo por mais de R$ 10 bilhões. O desempenho foi impulsionado tanto pela operação de saúde como pelas receitas financeiras.
O resultado operacional somou mais de R$ 5 bilhões, crescimento de 155% frente a 2024, e tornou-se o maior desde 2021. Já o resultado financeiro superou R$ 5 bilhões, avanço de 55% em um ano, favorecido pelo cenário de juros altos.
As operadoras de grande porte registraram lucro líquido agregado próximo a R$ 10 bilhões, avanço de quase 115% em comparação ao primeiro semestre de 2024.
As de médio porte tiveram crescimento proporcional maior, ultrapassando 600% e alcançando R$ 2 bilhões. Em contrapartida, o segmento de autogestões encerrou o período com prejuízo de R$ 1,2 bilhão, alta de 10% em relação ao ano anterior.
A taxa de sinistralidade foi de aproximadamente 80% no semestre, queda superior a dois pontos percentuais em relação a 2024. O índice é o menor para o período desde 2018, com exceção de 2020, quando a pandemia reduziu temporariamente a utilização de serviços.
Segundo a ANS, o recuo ocorreu principalmente porque o reajuste das mensalidades superou a variação das despesas assistenciais, tendência observada desde 2023.
Mais de 75% das operadoras registraram resultado líquido positivo no semestre, oito pontos percentuais acima de 2024. Esse desempenho equivale a mais de 600 entidades com saldo favorável.
Para Jorge Aquino, diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, o resultado histórico combina crescimento operacional, queda da sinistralidade e receitas financeiras robustas.
Ele destacou que o conjunto fortalece a sustentabilidade econômico-financeira do setor.







