
SÃO LUÍS, 28 de agosto de 2025 – A dívida pública federal brasileira alcançou R$ 7,94 trilhões em julho, registrando um aumento de 0,71% em relação a junho.
Segundo o Tesouro Nacional, o acréscimo de R$ 55,8 bilhões no período resultou principalmente da emissão líquida de títulos e da apropriação positiva de juros. O governo federal emite dívida para financiar o déficit orçamentário, cobrindo despesas que superam a arrecadação.
As instituições financeiras detinham 31,3% do estoque da dívida em julho. A Previdência Social aparecia como segundo maior detentor, com 23,5%, seguida por fundos de investimento (21,7%) e investidores não residentes (9,9%). Esses títulos são cruciais para agências de classificação de risco avaliarem a capacidade de pagamento do país.
Em contrapartida, a reserva de liquidez do Tesouro Nacional recuou para R$ 988,35 bilhões em julho. Esse valor representa uma queda de 4% frente ao mês anterior e cobre 7,75 meses de vencimentos da dívida. Essa reserva atua como um fundo para cobrir despesas inesperadas e garantir o funcionamento da dívida pública federal.
Conforme metodologia mais ampla do Banco Central, a dívida pública bruta atingiu 76,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em junho. O indicador, que inclui débitos de estados e municípios, manteve estabilidade em relação a maio.
Portanto, os dados mostram a dimensão do endividamento do governo perante credores internos e externos.







