
MARANHÃO, 6 de agosto de 2025 – A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) protocolou nesta terça (5) um recurso na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís. A entidade contesta a decisão judicial que afastou a diretoria da Federação Maranhense de Futebol (FMF), incluindo o presidente Antônio Américo.
A ação atendeu a um pedido do Ministério Público do Maranhão, que nomeou a advogada Susan Lucena como administradora provisória. Ela terá até 90 dias para reestruturar a FMF e convocar novas eleições. A CBF alega que o processo ignorou sua solicitação de ingresso como assistente simples no caso.
Nos embargos de declaração, a CBF sustenta que a intervenção desrespeita a autonomia das federações, prevista na Constituição Federal e nas normas da FIFA e da CONMEBOL. A entidade afirma que a decisão compromete a governança do futebol no estado.
No item 35 do recurso, a confederação informa a suspensão imediata de todos os repasses financeiros à FMF e aos clubes maranhenses. Também declara que as equipes do estado estão temporariamente impedidas de disputar competições nacionais promovidas pela CBF.
A medida impacta clubes que participam da Série D do Campeonato Brasileiro, além de torneios femininos e categorias de base. A CBF afirma que a suspensão é necessária para evitar sanções internacionais da FIFA, que proíbe interferência do Judiciário em entidades esportivas.
A CBF também propôs um novo nome para a administração interina da FMF: Milton Dantas, presidente da Federação Sergipana de Futebol. Segundo a entidade, ele já integra o sistema da CBF e possui experiência em federações regionais.
No mesmo recurso, a confederação pede a suspensão dos efeitos da decisão judicial até que os embargos sejam analisados. O objetivo, segundo o texto, é manter a legalidade das competições em andamento e evitar prejuízos ao futebol local.







